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Como Validar o teu Found?
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Responde às questões abaixo descritas e envia as respostas por email ou pelo centro de mensagens:
1 - Observando o talude completo, quantas
camadas principais (estratos) consegues distinguir visualmente com base no
tamanho dos seixos? Existe Discordância ou Conformidade de extratos? Que tipo de
Conformidade ou discordância?
2 - Olhando de perto para os seixos inseridos na
parede, qual é o tamanho médio dos maiores clastos/seixos que encontras (em
centímetros)? Eles são angulares (bicudos) ou arredondados? O que é que isso te
diz sobre o transporte da água no passado?
3 - Tocando no sedimento que envolve as pedras
maiores, como o descreverias? Areia grossa/areia fina ou argila pastosa?
4 - [Obrigatório] Tira uma foto no local
mostrando o teu GPS, a tua mão ou um objeto pessoal com o talude em fundo
(evitando focar diretamente os detalhes das respostas) e anexa-a ao teu log.
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As rochas e solos
sedimentares formam-se através da deposição de partículas (sedimentos) ao longo
do tempo.
Quando observamos este
talude, ressaltam à vista diferentes camadas horizontais, conhecidas em geologia
como estratos.
O tamanho dos sedimentos muda
abruptamente de uma camada para a outra. Camadas com seixos grandes e
arredondados indicam momentos de alta energia (por exemplo, cheias num antigo
rio que conseguiram arrastar pedras pesadas).
Camadas de areia fina indicam períodos de
baixa energia (águas mais calmas onde apenas os sedimentos leves assentaram).
Na parte superior do talude, a textura e a
cor mudam ligeiramente, mostrando como as condições ambientais evoluíram ao
longo de milhares ou milhões de anos. |
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| Granotriagem
e Energia de Deposição: |
| A granotriagem
(ou sorting, em inglês) é um processo sedimentar que descreve a distribuição do
tamanho dos clastos (grãos, seixos, areias ou argilas) num determinado depósito
ou estrato geológico. Em termos práticos, indica o quão uniforme é o tamanho das
partículas que compõem uma rocha ou camada de solo.
Este fenómeno funciona como uma assinatura
digital do agente de transporte (água, vento ou gelo) e da energia do meio no
momento em que os sedimentos se depositaram. |
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O Papel da Energia de
Deposição |
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A capacidade de um fluido
(como a água de um rio) transportar sedimentos depende diretamente da sua
velocidade e da sua massa, ou seja, da sua energia cinética. |
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Alta Energia (Fluxos Fortes):
Quando a água corre com grande velocidade — como numa cheia ou numa zona
montanhosa de declive acentuado —, o fluxo tem força suficiente para arrastar
blocos grandes e seixos pesados. À medida que a energia decresce ligeiramente,
estes elementos pesados são os primeiros a estabilizar e a depositar-se,
originando camadas ricas em cascalho e seixos (conglomerados).
Baixa Energia (Águas Calmas):
Quando o fluxo abranda — como na planície de inundação de um rio, numa lagoa ou
na foz —, a água perde a capacidade de transportar até os sedimentos mais leves.
É nestes momentos de calmaria que as areias finas, os siltes e as argilas
assentam vagarosamente no fundo, criando camadas homogéneas de textura suave
(arenitos ou argilitos). |
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Classificação da Granotriagem |
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Os geólogos avaliam a
granotriagem numa escala que varia entre dois extremos: |
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1 - Sedimentos Bem Triados:
Num depósito bem triado, a quase totalidade dos grãos tem tamanho semelhante.
Como se forma: Ocorre quando
o agente de transporte atua de forma constante e prolongada no tempo. O vento
(dunas) e as ondas do mar (praias) são excelentes exemplos de agentes que
"lavam" e selecionam os sedimentos com grande eficácia, levando as partículas
finas embora e deixando apenas grãos de tamanho idêntico.
2 -
Sedimentos Mal Triados:
Num depósito mal triado,
existe uma mistura caótica de tamanhos: coexistem grandes seixos no meio de
matrizes de areia fina ou argila.
Como se forma: Indica uma
deposição rápida, súbita e sem grande seleção. É o que acontece em enxurradas
sazonais, fluxos de detritos (debris flows) ou canais de rios torrenciais. O
fluido perde energia de forma tão abrupta que tudo o que vinha a ser
transportado cai ao mesmo tempo, misturando o que é pesado com o que é leve. |
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Discordância ou Conformidade:
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Na geologia e na estratigrafia, o estudo das camadas de rocha (estratos)
permite-nos ler a história da Terra como se fosse um livro de páginas
sobrepostas. No entanto, o registo geológico raramente é contínuo. As transições
entre diferentes camadas de rocha dividem-se, fundamentalmente, em duas
categorias: Conformidades e Discordâncias.
Estas relações determinam se a passagem do tempo foi registada de forma
pacífica e ininterrupta ou se existem "páginas rasgadas" na história daquela
região. |
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1. Conformidade
Uma sequência diz-se conforme quando os estratos sedimentares se depositaram de
forma contínua, uns sobre os outros, sem interrupções temporais significativas
causadas por erosão ou por longos períodos de não-deposição.
O Registo Temporal: Num contacto conforme, o estrato superior é
ligeiramente mais jovem que o estrato imediatamente inferior, mas pertencem ao
mesmo ciclo evolutivo. Não há saltos no tempo cronológico (hiatos).
Aparência Visual: Os estratos apresentam-se paralelos entre si, com
superfícies de contacto geralmente planas, regulares e suaves, demonstrando que
o ambiente físico (como o fundo de um oceano calmo ou um lago persistente) se
manteve estável e a receber sedimentos ao longo das eras. |
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2. Discordância
Uma discordância representa uma rutura ou interrupção no registo geológico.
Corresponde a uma superfície que separa rochas mais jovens de rochas
substancialmente mais antigas, documentando um período em que a deposição de
sedimentos parou e a erosão atuou.
O intervalo de tempo que não ficou registado na rocha devido a essa paragem
ou erosão é denominado hiato temporal. As discordâncias são classificadas em
três tipos principais, dependendo da geometria das rochas:
A) Discordância Angular
É o tipo mais espetacular e fácil de identificar. Ocorre quando estratos mais
antigos foram inclinados, dobrados ou deformados por forças tectónicas e,
posteriormente, desgastados pela erosão até ficarem planos. Mais tarde, um novo
mar ou rio avançou sobre a região, deitando novas camadas horizontais por cima
das camadas inclinadas.
O que vemos: Camadas horizontais mais jovens posicionadas diretamente por
cima de camadas que estão "em pé" ou inclinadas em ângulo.
B) Desconformidade
Neste caso, os estratos acima e abaixo da linha de rutura continuam a ser
paralelos entre si, o que a torna mais difícil de detetar à primeira vista.
O que acontece: O ambiente original sofreu uma emersão (o fundo do mar
tornou-se terra seca), expondo a última camada à chuva e ao vento. A erosão
esculpiu uma superfície irregular (como pequenos vales ou ravinas). Quando a
zona voltou a ficar submersa, novos sedimentos cobriram essa superfície rugosa.
O que vemos: Uma linha ondulada ou irregular que corta o topo de uma camada
horizontal, com outra camada horizontal por cima.
C) Não-Conformidade
Ocorre quando os sedimentos mais jovens se depositam diretamente sobre rochas
não-sedimentares, ou seja, sobre rochas ígneas (como o granito) ou metamórficas
(como o gnaisse) que se formaram no interior da Terra.
O que implica: Para que isto aconteça, quilómetros de crosta terrestre
tiveram de ser completamente erodidos para expor estas rochas profundas à
superfície, antes que a bacia sedimentar se formasse por cima delas. |
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