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touperdido: A diferença entre a maioria dos homens e eu, reside no
fato de que em mim as 'paredes divisórias' são
transparentes. É uma particularidade minha. Nos outros,
elas são muitas vezes tão espessas, que lhes impedem a
visão; eles pensam, por isso, que não há nada do outro
lado. [...] Quem nada vê não tem segurança, não pode
tirar conclusão alguma, ou não confia em suas
conclusões."
Carl Gustav Jung

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Multi-cache

Travessia do Javali - TP16 [Serra D' Aire]

A cache by touperdido Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 3/4/2007
Difficulty:
3.5 out of 5
Terrain:
5 out of 5

Size: Size: large (large)

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Geocache Description:


Breve Introdução sobre a cache

Esta cache é o seguimento de outra (Quercus Lusitanica) que pretende dar a conhecer a Serra D'Aire, nomeadamente no que diz respeito ao animais que nela habitam, já que a Quercus Lusitanica se foca essencialmente na flora. Aquilo que posso garantir nesta cache, é uma caminhada longa, com uma vista fantástica, no meio do mato (literalmente), a respirarem oxigénio de alta qualidade.. Por favor não tirem fotografias do local da cache final. Terão a possibilidade se tiverem material de espeleologia de visitar uma pequena gruta com não mais de 3m de altura e de observarem alguns dos animais descritos abaixo.

Desde o ponto inicial até à cache final são cerca de 6kms em terreno bastante acidentado, onde algumas vezes existem trilhos pouco marcados mas que podem ser identificados pelas pegadas dos javalis, bem como zonas de mato rasteiro em que é possivel caminhar sem percurso definido e ainda grandes zonas de calcário que permitem que se salte de pedra em pedra, evitando assim o mato mais alto. O percurso só poderá ser feito a pé e por isso mesmo levar crianças não é aconselhado, principalmente por ser muito cansativo para eles.

Tenha em atenção que existem por vezes algumas "armadilhas" para caçar Javalis, que são basicamente um cabo de aço agarrado a um arbustos que tem um laço que se prende ao que passar junto ao arbusto. Do local aconselhado para estacionar até ao ponto inicial são cerca de 30m a caminhar. Dado a distância do ponto inicial até à cache final, existe uma cache intermédia sensivelmente a meio caminho (3km), por isso para regressar ao ponto inicial ou voltam para trás ou pedem a alguém que vos vá buscar á aldeia mais próxima da cache final, que está a cerca de 30m. Tanto a cache inicial como a intermédia estão escondidas de forma diferente...

Aconselho que a cache seja feita de dia. Caso desejem fazer o caminho de regresso, comecem a caminhada muito cedo e não se esqueçam que às 18h já é de noite. O material que aconselho que utilizem é uma mochila ligeira, com kit de primeiros socorros, impermeável ou polar quente, botas pouco flexíveis, 1 ou 2 bastões, binóculos, um litro e meio de água por pessoa, uma manta térmica, várias barras energéticas e pilhas suplentes para o Gps. Apesar da cache estar disponível tanto no Verão como no Inverno, tenham em atenção à rocha molhada, ao nevoeiro (já andei lá perdido 1 hora) e á intensidade do sol particularmente á hora de almoço.

Os Habitats Aquáticos

As lagoas e os charcos temporários são habitats privilegiados para a presença de algumas espécies que só ocorrem em função da existência de água. Assim, duas espécies de cobra-de-água (Natrix natrix e Natrix maura), coabitam com a presença habitual de galinhas-de-água (Gallinula chloropus), mergulhões-pequenos (Tachybaptus ruficollis) e de muitas das espécies de anfíbios que dependem destes locais para sobrevirem. Apesar de parecer inusitado se tivermos em conta a escassez de água à superficie, o Parque abriga 13 das 17 espécies de anfíbios existentes em Portugal. Verificando-se um exaustivo aproveitamento de todos os locais possíveis para a postura e desenvolvimento das larvas, não é de estranhar a presença de uma salamandra-dos-poços (Pleurodeles waltl), o tritão-mar-morado (Triturus marmoratus)e, na época de repodução, a salamandra-comum (Salamandra salamandra), numa qualquer forma de colectar a água.

Os Arrelvados Calcícolas

Esta designação que pretende englobar um conjunto de habitats naturais e semi-naturais, todos eles prioritários para a conservação da natureza, caracteriza-se pela ocorrência de formações herbáceas e de arbustos dispersos, as quais permitem a existência de comunidades vegetais e a animais raras. Estes espaços, em especial na Primavera, enchem-se de cores variadas, onde há grande destaque para os narcisos e as orquídeas. Aqui, a lagartixa-do-mato-ibérica (Psammodromushispanica) e a cobra-de-pernas-tridáctila (Chalcides chalcides), têm o seu espaço de eleição. No cimo de um pequeno arbusto a laverca (Alauda arvensis) prepara a caça a uma das muitas borboletas de várias espécies que necessitam deste habitat. Mais adiante, a lebre (Lepus granatensis) observa sem receio a acrobata que pousa perto ao algar para alimentar as suas crias: a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax). Esta espécie que, no caso do Parque, nificica exclusivamente em algares, tem a sobrevivência ameaçada, pois está dependente dos distema agro-pastoris que estão a desaparecer. Quando chega a noite é facil ouvir o canto do noitibó-cinzento (Caprimulgus europaeus) a ecoar pelos campos.

Habitats Rochosos

As formações rupícolas (comunidades que vivem nas rochas) encontram-se entre os habitats mais significativos desta área protegida. Vivendo em condições extremas (a falta de água, o calor, a dureza das rochas), os seres vivos que aqui habitam adaptaram-se ao meio, tirando proveito dessas dificuldades. Assim, é fácil observar como o melro-azul (Monticola solitarius), a gineta (Genetta genetta) ou a vibora-cornuda (Vipera latasteí) estão bem equipados para sobreviverem nesta paisagem agreste.

Algares e Grutas

Os alagares e as grutas naturais constituem ecossistemas de grande interesse, devido à sua originalidade e à especialização das espécies de invertebrados que conseguem sobreviver neste meio com condições ecológicas pouco frequentes, onde a falta de matéria orgânica e a ausência de luz são factores limitativos. Os morcegos cavernícolas são os principais importadores da matéria orgânica que suporta as comunidades de invertebrados (fauna troglóbia). como a aranha (Nesticus lusitanus), o oligoqueta (Rhyacodrilus lindberg) e os crustáceos (Proasellus spinipes e Proasellus lusitanicus). Das dez espécies cavernícolas, destacam-se o morcego-de-ferradura-mediterrânica (Rhinolophus euryale), o morcego-de-peluche (miniopterus schreibersii) e o morcego-lanudo (Myotis emarginatus), este último coma única colónia de criação conhecida do país. Na sua generalidade, os morcegos são espécies muito sensíevis, frágeis e verdadeiramente importantes do ponto de vista ecológico, dado que fazem um controlo eficaz das populações de insectos.

Bosques e Matagais

O coberto vegetal original do maciço calcário seria dominado pelo carvalho-cerquinho (Quercus faginea) espalhado pelos vales e sopés das encontas mais frescas e de que restam apenas pequenas manchas. No carvalhal esconde-se o rato-da-serra (Eliomys quercinus) e o pica-pau-verde (Picus viridis). Os matagais, sob a designação corrente de "matos", que albergam todo um cortego de plantas de altura, densidade e composição variados, são formações vegetais que caracterizam grande parte da paisagem actual. Nestes têm destaque algumas espécies de valor aromático e medicinal e outras, como o carrasco (Quercus Coccifera), o alecrim (Rosmarinus officinalis), o medronheiro (Arbutus unedo) e a roselha (Cistus albidus), que servem de abrigo à toutinegra-debarrete-vermelho(Sylvia atricapilla) e permitem que o louva-deus (Mantis religiosa) planeie as suas emboscadas. Não menos importante, mas menos descrito nos livros dado existir em maior número, o Javali é dos animais em que mais facilmente se percebe a sua existência quer seja pelas pedras remexidas, pelas pegadas nos lamaçais ou pelos "túneis" escavados no mato mais alto.

Informação retirada do livro: "25 anos - Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros"

Localização

Para chegarem à cache vindos de Lisboa ou do Porto na A1 saiem em Fátima, seguem em direcção a Minde e numa pequena rotunda seguem a direcção de Torres Novas. Chegando a uma aldeia chamada "Bairro" seguem em direcção ás coordenadas de estacionamento.

Additional Hints (No hints available.)



 

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Last Updated: on 11/15/2017 3:26:48 PM (UTC-08:00) Pacific Time (US & Canada) (11:26 PM GMT)
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