Traditional Geocache

3 toneladas de Ouro/ 3 tons of gold [Nisa]

A cache by Sara & Hugo Rebordão Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 9/15/2007
In Portalegre, Portugal
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
3 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Esta cache pretende levar-vos a conhecer uma extracção de ouro romana (Conhal do Arneiro), que se encontra junto a uma das mais maravilhosas paisagens do Tejo. E como não poderia deixar de ser um convite a uma pequena caminhada.

Nota: Não procurem uma mina porque o que aqui vão encontrar não se assemelha a nenhuma cavidade!


This cache will take you to a roman gold mine. To get there you’ll walk along one of the most beautiful Tejo landscapes.

Note: Do not look for a mine. What you’ll find in here has nothing to do with open pits!

Temos por hábito tentar aproveitar todas as oportunidades que os programas Ciência Viva de Verão nos oferecem e até hoje tem sempre valido a pena. São muitas as surpresas que nos têm relevado e muitos os conhecimentos transmitidos. Em muitas destas visitas temos afirmado que: “aqui ficava bem uma cache!” No caso do Conhal do Arneiro sentimos mais forte a necessidade de concretizar essa vontade. Vamos tentar passar o máximo que conseguimos reter do que foi transmitido pelo simpático grupo de geólogos (alguns deles pertencentes ao Geopark Natutejo - o primeiro geoparque português, sob os auspícios da UNESCO) que nos acompanhou e a quem agradecemos muito.

This cache is located in Geopark Naturtejo – the first Portuguese geopark. We had the chance to know this place in a Summer visit organized by geologists, during the programme “Ciência no Verão”. This initiative intends to establish a closer contact between Portuguese scientists and the general population, giving everyone the chance to know a little bit more about scientific work concerning Geology, Biology and Astronomy.

 


Conhal do Arneiro

O Conhal do Arneiro encontra-se a jusante das famosas Portas do Ródão. As Portas do Ródão são o testemunho da persistência do rio Tejo sobre a poderosa crista quartzítica, que o tentou parar. É aqui que o Tejo tem a sua maior profundidade (aproximadamente 50 metros) provocada pela enorme queda da água que ali existia, já que a crista funcionava como uma parede de uma represa. Antes de se recorrer a dinamite, para libertar de vez o rio deste poderoso estrangulamento, este local era o limite de navegabilidade do Tejo.

Do Conhal conseguimos ver também: o castelo de Ródão, a ilha (que mais parece uma península) da Fonte das Virtudes, a foz do Enxarrique, a Serra de S. Miguel e a Serra das Talhadas. No ar dominam os grifos (Gyps fulvus) e na terra o zimbro (Juniperus sp.) e a oliveira (Olea europaeae), completando assim uma paisagem deslumbrante. No Verão pode-se sentir o aroma adocicado da esteva (Cistus ladanifer) e funcho (Foeniculum vulgare). 

 

Conhal do Arneiro

The roman gold mine, in Conhal do Arneiro, can be found downstream of the Tagus river, right after the famous Portas do Ródão. In Portas do Ródão the Tagus river flows entrenched between gigantic quartzites outcrops. After this barrier the landscape opens over a wide plain. In this place the Tagus is 50 m deep due to an enormous water fall that used to exist in here. The gigantic stone wall was then broken by means of explosives.

 

From Conhal do Arneiro we can see: Ródão castle, the island of Fonte das Virtudes, mouth of the river Enxarrique, S. Miguel mountain, and Talhadas mountain. Flying above you there usually are griffons vultures (Gyps fulvus), and in the ground there are junipers (Juniperus sp.) and olive trees (Olea europaeae). In Summer you can smell the aroma of rockrose gum (Cistus ladanifer) and fennel (Foeniculum vulgare).

 

 

Ouro? Aqui…?!

Os romanos, quando aqui chegaram no séc I A.C., aperceberam-se que este local oferecia ao Tejo o descanso merecido após ter vencido as Portas do Ródão. Aqui o rio perdia uma boa parte da sua capacidade de transporte, pelo que se depararam com 6m (em altura) de sedimentos acumulados. Não demoraram muito a perceber que estas areias eram ricas em ouro, que tinha sido trazido até aqui pelas águas do Tejo!

No entanto a tarefa de remoção do apetecível minério não prometia ser fácil: as finas areias “enriquecidas” encontravam-se “misturadas” com uma enorme quantidade de pedras roladas (quartzitos) mais resistentes e sem interesse económico. 

Os romanos não se detiveram e deitaram mãos à obra!

 
Gold? Here…?!


When Romans arrived in this place they immediately figured that as a result of the slowing of the river currents, the area would be a suitable target for gold exploration and found 6 m of pilled up sediments that were actually rich in gold!

 

Yet, to get their hands on the gold, they would still have to work hard! The gold was held in the matrix of fine sands that were among masses of quartzite gravel that set here after travelling along the fearful river.

 

Still they were determined to stop at nothing…!

 

 

Engenharia romana

Para realizar esta empreitada foi necessário criar uma autêntica “indústria” no local. Construíram-se canais que desviavam água da Ribeira de Nisa, e conduziam-na através da Serra de S. Miguel, até um sistema de retenção. Aí, o volume de água permitia alcançar pressão suficiente para que fosse depois canalizada contra os sedimentos “desmontando-os”. 

Numa primeira fase, grupos de homens separavam as pedras roladas (de maior dimensão) à mão, dos restantes sedimentos, originando os amontoados visíveis ainda hoje na paisagem (alguns com 5 m de altura!). Daí, os sedimentos eram canalizados ao longo da exploração através de canais criados para esse efeito, que foram construídos com algumas das pedras roladas excedentes. 

Estes canais conduziam a água rica em sedimentos (e ouro!!!) até uma lagoa no meio da exploração, onde os minerais eram concentrados. Nesta segunda fase os sedimentos eram bateados (à semelhança do que fazem os garimpeiros) para a separação final do ouro. Para que não escapasse nenhum mg do precioso metal havia ainda um outro sistema que consistia na colocação de plantas ao longo dos canais, onde os sedimentos mais finos iam ficando presos. Regularmente estas plantas eram recolhidas e queimadas até formarem cinzas. As cinzas eram depois crivadas para se proceder à recuperação de algum ouro que lá tivesse ficado! 

Os excedentes deste processo eram depois canalizados para o Tejo através de canais de evacuação de estéreis, facilmente identificados a norte da exploração (assemelham-se a pequenos muros de pedras roladas). 

 

Roman engineering 

To come to terms with it Romans had to settle an “industry” in this place. They built channels to bring water from the Nisa Stream, along the S. Miguel Mountain, to a retention dam. Once in there, the water would build up enough pressure to be “shot” against the pilled up sediments in order to disaggregate them. 

In a first phase, groups of men would separate the large stone gravel from the other sediments, using their hands. The large stones were pilled up as they went on, creating the landscape we can observe today. From there, the fine, gold-bearing sediments would go on, through channels made of the same stones that were hand-removed. 

Water (with small sediments) would flow through these channels to a small lagoon, in the centre of the gold exploitation, where other groups of men would sort out the gold, in a process called gold panning. There was still another process to make sure no gold would go unnoticed: they put plants in the channels, so that smaller sediments would be trapped in the leaves and branches as the water passed by. From time to time, they would remove the plants and burn them to ashes. Then, the ashes were “filtered” and the gold was removed. 

The remains of this process were then channelled to the Tagus river through channels that can still be observed north of the mining area.

 

 

É tudo… ou ainda há mais? 

Neste local o terreno foi totalmente terraplanado em 6 m (de altura). Foi então que os romanos se aperceberam que o solo que estava por baixo lhes reservava uma surpresa: sob os 6 m de sedimento “dourado” que haviam cautelosamente perscrutado havia mais 15 m de sedimento, com maior teor em ouro! Outros sistemas hídricos de caudal inferior ao do Tejo tinham aqui deixado areias preciosas! 

A exploração continuou, mudando para sempre a paisagem deste local! Foram removidos 15 m de sedimento em toda esta zona. No entanto, no centro da exploração podemos encontrar um pedaço de terreno intocado, que mantém os seus cerce de 15 m de altura em relação à área envolvente! Do topo desta elevação, conhecida por castelejo, podemos ter a percepção do volume de terras explorado. A sua posição central é estratégica e, por esse motivo, serviria provavelmente para controlar a mina e o tráfego fluvial. Aconselhamos uma subida ao castelejo (quanto mais não seja para poder deitar as mãos à cache…) e visualizar toda a extensa escombreira formada por gigantescos amontoados de seixos, testemunhos da arrugiae romana.  

Este achado valeu o investimento provável de cerca de 2 séculos (I A.C. a I D.C.), para remover mais de 10 km3 de terra, tendo-se obtido cerca de 3 toneladas de ouro.
 

Is that all…?

 

In this area the Romans removed 6m of soil. It was then, that they realised that under those 6m, laid a better surprise: beneath their feet, another 15 m of soil held even more gold! These newly found sediments had been brought here by ancient water streams that didn’t carry as much water as the Tagus river.

 

The mining went on, and changed the landscape of this place forever. 15 m of sediments were removed, in all this area, except for the centre: the so called “castelejo” is a small hill, 15 m tall, placed right in the centre of the mining camp, from where Romans could control the mining activity, and probably boat traffic in the Tagus river. We recommend you go up this hill (since the cache is actually in there) and take the time to observe the landscape, and get a clear picture of the full extension of the ancient mining operations: try identifying the piles of sediments, the Tagus river, and the channels. The hill is made up of the same materials that Romans panned for gold so you can try to imagine what’s missing in the landscape!

 

It took Romans 2 centuries (I BC to I AC) to move 10 km3 of land to obtain 3 tons of gold. 

 

 

Cache 

A cache encontra-se no meio do Conhal do Arneiro. Para chegar ao Arneiro devem sair na estrada N18, que liga Nisa a Vila Velha de Ródão, ao km 128. Recomendamos que deixem o carro na povoação do Arneiro, comam uma sopa de peixe, e iniciem o percurso pedestre que aí começa.

Se não quiserem efectuar todo o percurso a pé, o Conhal fica apenas a 2.5km da povoação do Arneiro.  

Se não quiserem andar mesmo nada podem ir de carro: conduzir pelas estradas de terra batida e seguir as indicações de Tejo/Pego das Portas (cais fluvial) ou mesmo as indicações de percurso pedestre (não aconselho é que subam a Serra). Ao chegar ao Conhal devem atravessar a pé o mar de seixos.

  

The cache

 

The cache is located in the centre of Conal do Arneiro. You can find directions for Arneiro (km 128) in N18 road, leading from Nisa to Vila Velha de Ródão. We suggest you park your car in Arneiro and enjoy the local fish soup. Then walk to the cache for 2,5 km.

 

If you don’t want to walk these 5 km, you can drive through “dirt roads” following directions to Tejo/Pego das Portas. Once at Conhal, walk through the gravel.

 

 

Percurso pedestre PR4 – Trilhos do Conhal

Este percurso circular de 9.8 km, dificuldade média (apenas devido à subida da serra de S. Miguel), e duração estimada de 3h 30min leva à total percepção do conteúdo paisagístico. 

Para mais informações sobre este percurso sigam o link http://www.cm-nisa.pt/desporto/pr4.pdf 

O seu início encontra-se junto à Junta de Freguesia do Arneiro (confirmem as horas no relógio de parede) cuja povoação viveu em tempos da actividade piscatória. Testemunho disso são os barcos em pinho que se encontram no Tejo (um deles está na rotunda à entrada da povoação). O Arneiro é conhecido pela sua sopa de peixe. Um prato tradicional cujo segredo é o barbo. Se tiverem sorte a vossa sopa pode ser servida em recipiente de cortiça! 

De barriga cheia podem optar por partir rumo à serra de S. Miguel e encontrar o Buraco da Faiopa. Terá sido uma mina de ouro explorada por Cartaginenses e Fenícios. Conta a lenda que era usada por D. Urraca, esposa de um fidalgo cristão, que se apaixonou por um nobre mouro e utilizou a passagem até ao rio para ir ao seu encontro. Como será de esperar é uma lenda que corre mal por causa dos ciúmes do marido. Como não vale a pena associar mais desgraças ao buraco não se aventurem por lá ! Devem então seguir em direcção às Portas do Ródão e descer ao Conhal.  

Se, ainda no Arneiro, optaram pelo outro sentido, vão dar directamente ao Conhal. Uma vez aí só têm que fazer um desvio para a cache e para o cais fluvial, onde podem admirar as Portas do Ródão de uma outra perspectiva.

 
The path is circular, 9.8km long and of medium difficulty (the most difficult part is going up serra de S. Miguel) and can be done in 3h 30min. 

For more information: http://www.cm-nisa.pt/desporto/pr4.pdf 

You can initiate your hike at Arneiro. This was a fishermen village so you can still find some pine boats. Arneiro is well known for its fish soup. The main fish is bardo, which is often served in a typical cork plate.

You can choose to go up Serra de S. Miguel and find the Buraco da Faiopa. It was an ancient gold mine. Avoid entering there because it can be quite dangerous. Follow to Portas do Ródão and finally to Conhal.

Or you can go directly to Conhal from Arneiro. From there you can visit the river side and take a nice photo of  Portas do Ródão.

Additional Hints (Decrypt)

Aãb zr cvfrz. Rfgbh n hz zrgeb qr hz cvaurveb / Qba’g fgrc ba zr. V’z bar zrgre sebz n cvar gerr.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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