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Cestaria de Penalva de Alva Traditional Cache

Hidden : 04/07/2008
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   regular (regular)

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Geocache Description:


Cestaria de Penalva de Alva

 

A cestaria de verga de castanho, do tipo entrelaçada e género cruzado, é uma arte tradicional no concelho de Oliveira do Hospital, nomeadamente na freguesia de Penalva de Alva onde, nas décadas de cinquenta e sessenta, muitos eram os artesãos que se dedicavam a esta actividade.

A Estrada da Beira (EN 17), ou Estrada Real como foi conhecia noutros tempos, era a principal via de escoamento dos cestos para venda nos mercados, feiras e romarias da região. O acesso a esta via era feito a pé, pela madrugada, pelos artesãos que transportavam às costas grandes atados de cestos.

Não se conhece a sua origem mas deduz-se que esta possa ter seguido o processo de evolução do homem através das suas artes, uma vez que a estrutura se caracteriza pelo cruzamento dos seus elementos como se de uma tecelagem se tratasse.

Há 500 anos atrás já este tipo de cestaria figurava num dos quadros do pintor Grão Vasco.

É a partir dos paus dos rebentos dos castanheiros que se prepara o material necessário à sua execução, através de um processo demorado e trabalhoso.

Inicia-se na floresta, geralmente nas encostas sombrias e húmidas, no período de repouso das árvores entre os meses de Outubro e Fevereiro, com o corte dos paus.

Seguidamente são introduzidos em fornos, buracos escavados na terra, onde se lança o fogo para crestar os paus para que se possa retirar com maior facilidade a casca.

Na foto do lado direito vê-se um desses fornos que ainda é utilizado nos nossos dias.

Depois, os paus são abertos ao meio, longitudinalmente, e é retirada a casca, seguindo-se um processo de secagem ao sol.

Quando se pretende trabalhar a madeira, esta é colocada em água, nas nascentes ou nos ribeiros, durante 3 a 5 dias a fim de obter determinadas características que possibilitem a sua transformação com maior facilidade.

Já na oficina a madeira é desfiada e lavrada no banco, começando pelo processo de execução da encruzilhada da traçaria, elemento fundamental da estrutura do cesto.

A fim de evitar as folgas, por retracção do material depois de seco, procede-se à cunhagem do fundo do cesto.

Passa-se depois para a tecelagem do cesto, utilizando para isso as correias também previamente desfiadas e lavradas.

O bordo é constituído por duas partes, a interior e a exterior, executado a partir de um pau de madeira crua, aberto ao meio, com um comprimento de três vezes e meia a distância da diagonal do cesto.

Quanto ao aro, é executado a partir duma peça de madeira devidamente desfiada e raspada, com um comprimento de duas distâncias e três quartos da largura do cesto.

Com o aparecimento dos produtos produzidos a partir do plástico, esta actividade foi reduzindo drasticamente o número de pessoas a exercer a profissão de cesteiro. Enquanto que uns, já avançados na idade deixaram a profissão, outros foram obrigados a enveredar por outras actividades, geralmente no sector do comércio.

Actualmente a profissão encontra-se quase extinta e os célebres cestos que outrora eram usados na agricultura são praticamente apenas utilizados na decoração.

 

Texto e imagens adaptados do trabalho "A Cestaria", de António João Figueiredo.

 

A Cache:

 

Pretende-se dar a conhecer esta vertente do artesanato do concelho de Oliveira do Hospital, neste caso mais especificamente, da freguesia de Penalva de Alva.

 

A cache encontra-se nas imediações de um forno ainda hoje utilizado, de entre os vários ainda existentes na freguesia de Penalva de Alva.

 

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Additional Hints (Decrypt)

[PT] Qronvkb qnf crqenf [EN] Haqre gur ebpxf

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)