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Torre Negra (Alhandra) Traditional Cache

This cache has been archived.

Edmi: Com o fim da Pirate's Revenge, anunciava-se o fim desta "cache-bónus".

Obrigado a todos pelas visitas. Espero que alguém aproveite o embalo e coloque outras caches nesta zona, pois Alhandra, ou "Torre Negra" bem o merece.

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Hidden : 07/24/2008
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


Não se sabe ao certo quem foram os fundadores desta vila, mas atribui-se aos árabes a origem desta povoação, que antes de ser elevada à categoria de Vila, se chamava Torre Negra. De raiz árabe, o nome Alhandra deriva de Alhama.
Vila de pescadores e camponeses até aos princípios do Século XX, inicialmente com habitantes fixados no reduto hoje conhecido por Miradouro, o morro sobranceiro ao Tejo e aos largos terrenos costeiros no começo do amplo leito do maior rio da Península Ibérica, o rio Tejo. Hoje com as lezírias e os mouchões e colinas e vales a montante da margem direita, "Torre Negra" esteve na encruzilhada das migrações fluviais e terrestres entre o Oceano e os caminhos da Europa.

 
Rua do Cais em 1900
Alhandra em 1941
Este facto foi confirmado por vários vestígios de antigas edificações e moedas encontradas, especialmente nas proximidades do chamado Poço Bravo. É certo também que o leito do Tejo se estendia então ao sopé daquele monte, onde não há muitos anos se via uma argola indicando ter servido para amarração de barcos.
No morro sobranceiro ao rio ergue-se a Igreja Paroquial mandada construir pelo Cardeal D. Henrique em 1558, então Arcebispo de Lisboa, onde antes existia uma ermida dedicada a Santa Catarina, virgem e mártir. O templo, de três naves, é muito espaçoso e alegre, recebendo luz em profusão por várias frestas. Esta é a igreja que me inspirou a história do Pirata que ilustra a cache aqui ao lado.
Alhandra recebeu Foral em Abril de 1203, dado pelo Bispo de Lisboa, D. Sueiro II, reinava então D. Sancho I, o Povoador.  
Nesse Foral eram reservadas tantas regalias e privilégios para os donatários, que o Povo durante mais de dois séculos se viu oprimido a insuportáveis exigências, até que em 11 de Janeiro de 1480, o Cardeal D. Jorge da Costa fez com o senado da Câmara da Vila uma escritura, em que se restringiam e delimitavam as exageradas prerrogativas dos arcebispos. 
Igreja da Misericórdia
Largo da Praça em 1905

As disputas entre o Clero e a Nobreza pela posse de Alhandra e suas redondezas foram-se agudizando, culminando no período de 1480 a 1539, em que neste último ano o Procurador da Coroa demanda o Arcebispo D. Afonso, irmão do rei reinante D. João III, por se arrogar senhorio sobre a Vila.
A vila e os seus arredores pertenciam à Igreja. O povoamento ou repovoamento de lugares de casas ou de aglomerados de prédios rústicos faziam-se, nesses tempos, de três maneiras: por coito de criminosos e devedores, por degredo de pessoas culpadas de certos crimes ou dando privilégios a pessoas que neles quisessem morar.
 
 
Alhandra, segundo algumas crónicas, ter-se-ia repovoado através do primeiro caso, como teriam sido outras localidades.
Em relação a ser coito de criminosos e devedores, por Alvará de 23 de Janeiro de 1586 é-lhe anulada tal obrigação.
Alhandra foi desde cedo uma povoação com importância pela proximidade de Lisboa, através da Estrada Real e da via fluvial, erguendo-se no leito do Rio Tejo num ponto em que este rio se confunde já com o Oceano. Devido à sua riqueza em peixes que sobem o rio para a desova, Alhandra tinha uma feira especial a 15 de Agosto, que era franca, embora se desconheça quando começou e quando acabou.
 
 
Entre Alhandra e Torres Vedras estendem-se as chamadas Linhas de Torres (1ª linha), cumeada de colinas e outeiros, contrafortes das serras de Sintra e de Montejunto, que nas invasões francesas das tropas de Napoleão formaram uma barreira intransponível e que só no distrito de Alhandra (conhecido como 1º distrito da 1ª linha), tinha trinta redutos dos muitos que se opuseram ao avanço para Lisboa das tropas comandadas por Massena na última invasão francesa. Os combates mais relevantes foram aqui travados a 14 e 16 de Outubro de 1810.  Ficaram conhecidos por "Combates de Alhandra" e "Combate do Bulhaco". 
É também de Alhandra (extrema direita das linhas) que partiram a 15 de Novembro as tropas anglo-lusas em perseguição do invasor, após o Marechal Massena ter desocupado as suas posições frente às Linhas de Torres.
No extremo sudeste da chamada Serra de Alhandra, dominando a Vila e o Tejo que aqui se alarga com os seus mouchões e as terras das lezírias, ergue-se o monumento em memória de tais feitos, levantado em 1883 sobre o ponto onde existira o Reduto n.º 3, conhecido por reduto da Boa Vista.
 
Monumento das Linhas de Torres
Alhandra sempre foi dada ao associativismo e em 1862 é fundada a Sociedade Euterpe Alhandrense. Um nome estranho para uma associação criada por grupos musicais locais e que teve na sua banda um motivo de orgulho para toda a Vila. Mais tarde surgem os Bombeiros Voluntários, o Clube Recreativo de Alhandra, o Alhandra Sporting Club, etc. A Cimpor trouxe o desenvolvimento à Vila, mas trouxe também os telhados cinzentos, as paredes manchadas e os azulejos queimados. Com a inauguração da ponte rodoviária em 1993 terminou o movimento de camiões no interior da Vila, começando agora a surgir novas cores nesta povoação.

Alhandra vai crescendo e acompanhando as novas tendências, recuperando algum do tempo perdido. É uma terra que vale a pena visitar, não só pelas marcas do passado, mas também pelo que tem para oferecer dia a dia.

A cache:

Está lá à vossa espera :-)

Sejam muito, muito, mas mesmo MUITO discretos! Antes de a retirar do esconderijo, vejam bem onde e como está colocada, para depois a deixarem exactamente da mesma forma. É uma cache "no trade", o que significa que não dá para deixar lembranças :-(





Additional Hints (Decrypt)

Aãb rfgá anf crqenf / Abg va gur ebpxf

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)