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Nascente do Alviela Multi-Cache

Hidden : 01/10/2009
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
3 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


Alviela… antes de mergulhares no Tejo, depois de saíres da

serra, que maravilhas guardas?”

 

O Rio Alviela nasce no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, no Concelho de Alcanena, freguesia da Louriceira e desagua na margem direita do Rio Tejo, perto de Vale de Figueira, no Concelho de Santarém. Ocupa uma extensão de cerca de 40 km. A sua nascente é a mais importante nascente cársica do país, localizada na transição entre o Maciço Calcário Estremenho e a Bacia Terciária do Tejo, na base de uma escarpa, local conhecido por Olhos de Água, cuja bacia de alimentação está estimada em cerca de 180 km2. “A água que brota da nascente é originária da chuva que se precipita e se infiltra no Planalto de Santo António e é conduzida até este local por uma complexa rede de galerias subterrâneas que constituem centenas de grutas existentes na região” (Guia de Percursos Pedestres do PNSAC, 2006).

O Alviela foi outrora um rio de águas transparentes, de elevada biodiversidade e fonte de trabalho e lazer para as populações ribeirinhas. Do rio tiravam o sustento muitos pescadores, muitas lavadeiras lavavam a roupa, e constituía o orgulho das populações da região; “Onde hoje se amontoam ruínas e lembranças pescavam homens graúdos, nadavam nus os miúdos, vinham turistas de Lisboa comer melão e assar peixe à beira do rio” (in Pública, 17 Julho de 2005). Ao longo do rio várias azenhas movidas pela força da água serviram as gerações de moleiros. Também figuras ilustres como Camões e Bocage por ali passaram, chamando-lhe este último “gárrulo Alviela”.

A partir de 1880 e durante muitas décadas, constituiu a principal fonte de abastecimento de água para a cidade de Lisboa. Contudo, o desenvolvimento das indústrias de curtumes no Concelho de Alcanena, que na década de 70 chegou mesmo a atingir cerca de 80% da produção nacional de curtumes, alterou drasticamente o ecossistema fluvial, e o Alviela transformou-se num dos rios mais poluídos de Portugal.

As descargas industriais passaram a ser diárias e directas para o rio ou seus afluentes.

Alguns anos mais tarde, e com avanços e recuos, construiu-se uma das primeiras ETAR’s de resíduos industriais do país, na zona de Alcanena. Contudo, passados mais de 15 anos, esta já não dá resposta às necessidades básicas de tratamento dos resíduos e de vez em quando são feitas descargas directamente para o Rio, causando a morte de milhares de peixes. Entretanto, ao longo do troço médio do Rio Alviela (no Concelho de Santarém) foram-se instalando várias suiniculturas, vacarias, aviários, etc., contribuindo imenso para a poluição e destruição deste Ecossistema. Apesar de tudo, alguns troços do Rio encontram-se bastante bem preservados, e o Alviela apresenta um património natural e cultural únicos, de grande importância, pelo seu enquadramento geográfico e história de ligação às populações, que urge preservar, fazendo parte da sua memória colectiva.

 

Retirado do panfleto elaborado pelo Clube Bio-Ecológico  Amigos da Vida Selvagem – Alviela da serra à lezíria.

 

Nascente do Alviela

 

A nascente do Alviela situa-se na transição entre o Maciço Calcário Estremenho e a Bacia Terciária do Tejo. O Maciço Calcário Estremenho é um grande bloco de calcários jurássicos com cerca de 800 km2, situado entre Rio Maior, Tomar e Leiria e constitui a bacia de alimentação da nascente. A Bacia Terciária do Tejo estende-se, a norte, desde Tomar a Vila Franca de Xira e, a sul, desde Abrantes e Ponte de Sôr a Vendas Novas e Lisboa.

Há uma diferença de cerca de 140 milhões de anos entre as rochas do Maciço Calcário Estremenho e as da Bacia Terciária do Tejo: as do Maciço têm cerca de 160 milhões de anos (calcários do Jurássico) e estão em contacto com as formações da Bacia Terciária do Tejo, com apenas 20 milhões de anos (formações de uma época que se designa por Miocénico).

Esta situação é o resultado de várias fases da orogenia alpina, a mesma que formou os Alpes e os Pirinéus. Há muitos milhões de anos, as terras situadas a oeste duma linha entre Aveiro, Coimbra, Tomar e Setúbal, constituíam a Bacia Lusitânica e estavam imersas, depositando-se nessa altura grande parte das formações marinhas que hoje as constituem. A este período inicial, seguiram-se   episódios compressivos na sequência da aproximação entre a Placa Africana e a Placa Euroasiática, resultando, num primeiro momento, a Bacia Terciária do Tejo. Posteriormente ocorreu um período de compressão que originou o cavalgamento das rochas mais antigas do Maciço Calcário Estremenho sobre as rochas, mais modernas, da Bacia do Tejo. E é assim que hoje encontramos as formações rochosas mais antigas por cima das mais recentes, os arrifes.

Os maciços calcários formam aquíferos importantes, onde a água se infiltra rapidamente e circula em galerias subterrâneas formadas pela dissolução da rocha. Ao contrário das regiões situadas à superfície destes maciços, caracterizadas pela ausência de rios, na sua periferia as águas surgem em nascentes caudalosas.

A nascente mais importante do Maciço Calcário Estremenho é os Olhos de Água do Alviela, a bacia de alimentação da nascente estende-se ao longo de cerca de 180 km2, onde a água percorre verdadeiros labirintos subterrêneos até chegar aos Olhos de Água. 

Aconselho uma passagem pelo CARSOSCÓPIO - Centro Ciência Viva do Alviela para compreender melhor a importância da Nascente e a sua envolvente natural, assim como os fenómenos geológicos que estiveram na sua origem (http://www.alviela.cienciaviva.pt).

 

A cache:

Com esta cache pretendo dar-vos a conhecer a nascente do Rio Alviela e as formações geológicas envolventes, do local da cache irão ter uma visão absolutamente magnífica do Maciço Calcário Estremenho, dos seus Arrifes, e da Bacia Terciária do Tejo.

As coordenadas iniciais são da nascente do Rio Alviela, ai procurem um placard de informações e acertem as coordenadas:

 

N 39º 27.0A0    - A = Nº de candeeiros em cima da ponte

W  8º 42.62B     - B = quantas letras R têm a placa

 

 

Existe uma estrada de terra batida que passa junto às coordenadas finais, aconselhada apenas a quem tiver um veículo TT, a caminhada não é muito difícil de se fazer.

 

 

Não se esqueçam , façam CITO    

 

 

Additional Hints (Decrypt)

aãb rager

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)