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This cache has been archived.

ajsa: Esta cache já foi alvo de diversos vandalismos desaparecendo inclusivamente alguns contentores quase que à prova de muggles.

Claramente o local é pretendido para outros projectos de geocaching.

Para tornar viável esta cache teremos de refazê-la tornando-a mais difícil e de acesso menos simplificado. Infelizmente para nós, não existe no momento, e pelo menos até ao final do ano, possibilidade de o fazer pelo que resta apenas o seu arquivamento.

No próximo ano, e estando em condições de o fazer, repensaremos no assunto.

Muito obrigado a todos os visitantes em especial aqueles que nos honraram com sua companhia e partilharam grandes gargalhadas.

Até sempre!

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Wild Poison

A cache by ajsa & golfinha Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 05/31/2009
Difficulty:
3.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size: regular (regular)

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How Geocaching Works

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Geocache Description:


Wild Poison
         Por ser uma actividade ao ar livre que nos pode transportar para os recônditos mais fascinantes do nosso planeta, que outra forma nunca visitaríamos, o número de geocachers cresce a cada dia que passa e com eles também as possibilidades de mais e mais caches colocadas normalmente onde não existe ou é reduzida a presença humana a um número não preocupante sob o ponto de vista dos ecossistemas.

         Esta cache, mais do que um motivo de diversão, pretende apresentar um pequeno compêndio dos animais venenosos existentes em Portugal ou que possam apresentar algum tipo de perigo para os praticantes desta actividade que, de forma despreocupada e desprotegida, metem a mão em qualquer buraco, levantam qualquer pedra, descem para os locais mais inconcebíveis apenas na ânsia de encontrar mais uma caixa de brinquedos ignorando que em vez do contentor poderão encontrar um escorpião ou sair do buraco um assustado rato ou mesmo até tropeçar numa cobra-rateira a maior serpente existente em Portugal.

         Existe uma ideia generalizada que não existem animais venenosos em Portugal. Nada mais errado, o que não existe são animais com toxinas normalmente muito agressivas mas que devem ser tomadas todas as medidas de precaução uma vez que a diferença entre um ligeira mordedura ou picada com resultados num simples edema ou, por outro lado, resultar num choque anafiláctico, coma ou até mesmo a morte, apenas dista da capacidade de resistência de cada indivíduo, da quantidade de toxina inoculada e da altura em que o acidente aconteceu.

    Vespas (Philanthus triangulum) e Abelhas (Apis mellifera)

         Esta é provavelmente a maior ameaça que um geocacher poderá estar sujeito. Um simples picada de Vespa ou de Abelha resulta sempre numa dor intensa e poderá desenvolver complicações bastante graves à pessoas que sofrem de alergia a estes insectos pelo que estes deverão trazer sempre consigo as substancias prescritas pelo médico.

         Após a picada de Abelha, o ferrão deverá ser imediatamente removido uma vez que continuará a injectar veneno e o local deverá ser desinfectado com um anti-séptico. Para controlara a dor aplica-se gelo e compressas humedecidas em bicarbonato ou amónia que ajudam a neutralizar o veneno que possui características ácidas. Muito embora, para um adulto normal, o veneno duma picada de abelha não acarrete nada de potencialmente perigoso, picadas múltiplas resultantes de um enxame poderão ser extremamente perigosas e inclusivamente mortais.

         A Vespa, facilmente diferenciada da abelha pela sua característica coloração amarela com manchas pretas no abdómen, contrariamente à abelha não possui farpelas no seu ferrão pelo que não fica preso na vítima e permite que sejam infligidas diversas picadas. Contrariamente ao que se pensa, como o ferrão não é libertado a veneno inoculado pela vespa é em muito menor quantidade que pela abelha mas, por outro lado, o seu ferrão poderá transportar agentes extremamente infecciosos uma vez que se alimentam de cadáveres em decomposição. Também o tipo de veneno da vespa é diferente do da abelha e possuem características alcalinas pelo que as compressas a aplicar para aliviar a dor deverão conter substancias ácidas como o sumo de limão ou vinagre.

Víbora-cornuda (Vipera latastei)

         A Víbora-cornuda apesar de preferir os habitats serranos, principalmente no Parque Natural de Montesinho e Nordeste Trasmontano, pode ser encontrada em qualquer região de Portugal.
         Normalmente os encontros com este animal são sempre acompanhados de alguma ansiedade por ser bastante difícil de encontrar e, acima de tudo, por ser uma cobra venenosa.
         Com cerca de 75 cm, a sua cabeça possui o formato triangular característico das víboras, e tem coloração azul / cinza ou castanha com uma mancha dorso mais escura em formato de ziguezague com manchas amarelas, alaranjadas ou avermelhadas ao longo de todo o corpo.
         Os sintomas mais frequentes provocados pelo veneno desta espécie são dores agudas e inchaço forte.

   
    Víbora de Seoane (Vipera seoanei)

         Esta cobra é endemica da Peninsula Iberica e, em Portugal, está onfinada à região de Tourem, Soajo e Castro Laboreiro.
         Um pouco mais pequena que a Vibora-cornuna, com cerca de 50 cm, e igualmente de hábito diurnos é um animal bastante polimórfico uma vez que já foram identificados quatro colorações distintas sempre com padrões em ziguezag e tonalidaes próximas do castanho.
         De igual modo à cornuda, os sintomas podem incluir edema, eritema, taquicardia, hipotensão, vómitos e convulsões.

         Em caso de confronto, pare, não se aproxime. As víboras não são animais agressivos e tentaram afastar-se rapidamente. No caso de ser mordido, o sucesso da sua recuperação essencialmente depende de si. Os sintomas mais frequentes provocados pelo veneno desta espécie são dores agudas e inchaço forte. Mantenha-se calmo e repouse, não corra para não acelerar o seu metabolismo resultando numa distribuição muito rápida do veneno pelo corpo. Procure urgentemente auxílio médico e descreva detalhadamente qual o animal que mordeu a fim de ser eficazmente tratado para que a sua vida não fique em perigo ou resultem lesões graves e permanentes.

Cobra-rateira (Malpolon monspessulanus)

         Esta é a maior cobra de Portugal e mesmo de toda a Europa ocupando uma grande variedade de habitats, incluindo zonas de matos, áreas pedregosas abertas, bosques de carvalhos e sobreiros, estepes cerealíferas, zonas agrícolas, pinhais arenosos, ruínas e jardins. Bastante ágil e excelente nadadora, não hesita em trepar com facilidade as árvores ou atravessar qualquer tipo de rio para caçar ou fugir.
         Tal como as víboras, é uma espécie diurna podendo ter uma actividade crepuscular nos dias mais quentes do verão.
         Com dimensões entre os 180 e 230 cm, olhos grandes que lhe confere um ar de ferocidade, possui uma coloração dorsal bastante variada, desde padrões de manchas escuras e dispersas até formações de listras. A cor predominante nos adultos é o verde oliváceo, mas com variações até ao castanho acinzentado. A região ventral apresenta uma coloração amarelada, frequentemente com manchas escuras.
         Devido à posição das suas presas na zona posterior da boca, esta cobra venenosa não apresenta grande perigo para o homem mas deve ser vista, tal como qualquer animal selvagem, com todo o respeito e sempre evitando qualquer tipo de confronto.

   
    Lacrau (Buthus occitanus)

         O lacrau é o único escorpião existente em Portugal podendo ser encontrado em qualquer região do país desde o Minho ao Algarve preferindo as zonas áridas e com rochas expostas ao sol.
         Estes animais de pequeno porte, cerca de 5 a 8 cm, com coloração castanha clara e corpo de queratina, possui hábito nocturno pelo que as suas picadas são relativamente raras em Portugal.
         Muito embora a picada deste escorpião não seja muito perigosa, a dor é extremamente intensa apresentando edema e a zona picada fica parcialmente paralisada. Normalmente as picadas destes animais ocorrem nos pés ou nas mãos que pela característica dura dessas regiões do nosso corpo dificultam a inoculação do veneno que, apesar de muito raro, se for picado noutra região que não estas, a inoculação do veneno é profunda e mais preocupante.
         O tratamento duma picada dum escorpião deve ser feito nas seguintes seis horas principalmente se a vítima for uma criança ou idoso.

Viúva negra europeia (Latrodectus tredecimguttatus)

         Todas as aranhas são venenosas ou de outra forma simplesmente não sobreviveriam uma vez que não possuem um aparelho bocal apropriado para mastigar. Em vez deste bem conhecido processo de alimentação, mastigação, as aranhas optam por digerir o interior da sua presa no próprio corpo através da injecção no seu interior de substâncias químicas que transformam os oragos internos das presas numa sopa pronta a comer. A presa é imobilizada através da primeira picada com uma toxina imobilizadora seguida da injecção das enzimas digestoras. Após algum tempo, as aranhas deliciam-se sugando o interior da presa deixando apenas as suas carcaças completamente vazias.
         A viúva negra europeia, muito afamada pelo apetite da fêmea em devorar o macho após acasalamento e grande estrela do cinema, possui um corpo escuro com cerca de 10 mm e apresenta alguma linhas brancas e manchas vermelhas vivas no abdómen.
         Sendo apenas a fêmea perigosa, apesar de não serem perigosas uma vez que apenas picam quando comprimidas contra o corpo como por exemplo ao vestir algo como um boné ou uns sapatos, a virulência da sua picada venenosa, dependo da altura do ano, poderá ser muito grave especialmente as pessoas muito sensíveis como crianças, pessoas com cardiopatias, grávidas e idosos.

   
    Tarântula (Lycosa tarentula)

         Este magnifico animal, apesar do seu aspecto ameaçador, não é perigoso para o homem. São muito raras as suas picadas no homem e a, acontecerem, o seu veneno geralmente apresenta menos problemas que o veneno duma abelha. Muito comum, esta espécie é o maior, e mais belo, representante da família das aranhas-lobo em Portugal.
         Com dimensões de cerca de 30 mm no corpo e entre 60 a 70 mm de envergadura, esta tarântula de cor cinzenta com colorações laranjas vivo nos lados, encontra-se distribuída por praticamente todo o país com especial preferência pelas zonas áridas e quentes.
         Como indicado na viúva negras, a tarântula utiliza o veneno quase exclusivamente caçar e só em casos extremos para defesa. Esta espécie, quando ameaçada, opta por permanecer imóvel e camuflada no solo ou então por fugir e só no caso de não haver fuga possível poderá recorrer à picada. Muitas vezes, adopta uma posição de ameaça que consiste em levantar as duas patas dianteiras e batê-las com força contra o animal que a ameaça mas sem picar; pode ter este comportamento também para afugentar presas de que não se queira alimentar.
         Apesar da fama, o seu veneno não é verdadeiramente perigoso para o Homem, embora a picada de uma destas aranhas possa provocar algumas dores, edema e necrose local e, em casos mais graves, pequenas perturbações mesmo num adulto.

Processionária (Thaumetophoea pityocampa)

         A fase larvar desta espécie acontece nas árvores, com especial incidência nos pinheiros, onde se alimentam durante o dia premanecendo durante a noite nos seus ninhos onde se juntam em colónias. Quando alcançam uma fase larvar mais avançada, descem em carreirinho como que em procissão, daí o seu nome, sendo esta encabeçada sempre por uma fêmea, enterrando-se no solo a cerca de 10 cm até emergirem como borboletas no final do verão.
         Os pêlos desta espécie são extremamente urticantes, encontrando-se não só nas lagartas, mas também espalhados pelos ramos e ninhos. Em caso de aparecimento de sintomas de alergia consulte o seu médico pois as conjuntivites e os eczemas são frequentes. Se sofre de asma e/ou rinites alérgicas evite zonas de pinhal, onde a exposição a estes pêlos é maior.

   
         Apesar das características potencialmente perigosas destes animais, lembre-se que eles fazem parte dos ecossistemas, desempenhando papéis tão importantes como o controlo das populações de roedores e das doenças por eles disseminadas. O seu desaparecimento tem sempre consequências graves no equilíbrio natural, já tantas vezes instável. Para além deste aspecto, a impressionante e complexa constituição dos venenos abre perspectivas inquestionáveis na investigação médica, na pesquisa de novas substâncias activas com propriedades terapêuticas. Por todos estes motivos, estes animais não devem ser considerados como criaturas perversas e facínoras, mas devem ser respeitados por todas as funções benéficas por que são responsáveis.

         Esta multi-cache é composta por três pontos. Nas coordenadas publicadas deverá obter o valor de A que dará origem às coordenadas para o segundo ponto (ver WP2). No segundo ponto encontrará algo escrito. O número de carateres aqui escrito será B que servirá para calcular as coordenadas para o contentor final (ver WP3).

         O terreno não apresenta dificuldade maior mas recomendamos algum cuidado na procura dos contentores. Lembre-se que se o caminho estiver vedado é porque não se deve passar, divirta-se com o Geocaching, não procure acidentes. A distância entre o primeiro e o último contentor é cerca de 230 metros.

         Esta cache é apenas para os mais corajosos, para aqueles que não receiam o eventual contacto com seres completamente inofensivos, para aquelas pessoas que são determinadas e não possuem qualquer tipo de medo. Para os outros talvez seja melhor partir para outra, esta não é definitivamente a sua cache de eleição.

         Gostaríamos de frisar novamente que esta não é a sua casa, é a casa dos animais aqui descritos e de outros não referidos. Respeite-os, evite o confronto. Lembre-se, o que seria de nós sem as cobras, ou sem aranhas?!

         Por favor, mantenha os contentores bem camuflados. No último contentor não exerça força, seja gentil e meigo, não puxe, rode apenas!

Additional Hints (Decrypt)

Yrvnz b grkgb, irevsvdhrz nf pnenpgrevfgvpnf qrfgrf navznvf.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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