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Colmeal – Aldeia Fantasma

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Hidden : 08/29/2009
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Colmeal



Colmeal é a única freguesia portuguesa cuja sede tem 0 habitantes. Localizada num paradisíaco vale nas faldas da Serra da Marofa tem a sua Junta de Freguesia, a igreja paroquial e o novo cemitério no lugar do Bizarral, onde alguns dos antigos habitantes do Colmeal foram refazendo a sua vida.
A 10 (ou 8) de Julho de 1957, decidido, e fortemente armado, um destacamento da Guarda Nacional Republicana, fazendo cumprir uma ordem judicial, irrompe pela aldeia e, em poucas horas, expulsa as 14 famílias de camponeses pobres que ali viviam, descendentes de gerações e gerações de lavradores e pastores que desde sempre aí habitaram, trabalharam e, na velha igreja quinhentista, se baptizaram, casaram e enterraram. A nova herdeira das terras onde se situava a aldeia, sob o pretexto de que os habitantes do Colmeal, ao contrário do que até então haviam feito, se recusavam agora a pagar os foros e rendas devidos pelos trabalhos agrícolas que aí desenvolviam, moveu um processo judicial contra aquela comunidade. Os cerca de cinquenta habitantes do Colmeal são expulsos, por ordem judicial, durante o regime autoritário e ditatorial de Salazar, da sua terra.
Estranhamente, ou talvez sintomaticamente, a história deste episódio judicial teve um curioso desenlace. A dona e senhora, agora única, do Colmeal acabou por ter que vender, como forma de pagamento, estes seus domínios ao próprio advogado!
Hoje o Colmeal não passa de uma grande quinta agrícola que engloba a arruinada aldeia fantasma, coberta de vegetação, e na qual se destaca a velha igreja medieval, dedicada a S. Miguel, que vem sendo objecto de contínuos e profundos atentados ao longo dos anos tendo-se transformando, também ela, numa triste ruína. O Conjunto da povoação do Colmeal é Imóvel Classificado desde 1985 mas mesmo assim tem sofrido saques e delapidações ao património edificado e hoje só a decadência e a ruína acompanham o silêncio absoluto e sepulcral que se vive neste bucólico vale encaixado no sopé da Serra da Marofa (pode ser até que avistem Grifos).


Com origem provável no século XII, sabe-se que em 1527 tinha 15 moradores. Número que sobe, no século seguinte, para cerca de 50 habitantes. Nos dois séculos seguintes a população continuará a aumentar. O século XX inverterá, contudo, a tendência. Em 1940 já possuía apenas 12 fogos e 62 habitantes. Aqui terá vivido Pedro Álvares Cabral, o famoso descobridor do Brasil. O “solar” brasonado da família, não obstante a ruína, ainda é visível em lugar de destaque na aldeia.


A Lenda


Há muitos, muitos anos, depois de sucessivos sonhos que o impeliam a ir a Belém, onde encontraria “o seu bem”, um pastor desta região decide rumar até aquele destino. Aí chegado, e depois de ter permanecido durante algum tempo junto a uma fonte, foi interpelado por um outro homem que, depois de saber que ele aí se encontrava por causa de um sonho, lhe indicou que também ele sonhava, repetidamente, em deslocar-se ao Colmeal das rolas onde encontraria um chibo (cabrito) deitado sobre uma pedra e, sob esta, uma cabra e um cabritinho de ouro. Convencido de que esta revelação era o sinal que aguardava, o pastor regressou ao Colmeal onde, de facto, encontrou um chibo deitado sobre uma pedra e, debaixo desta, a já esperada cabra e um cabritinho de ouro. Não ficou no entanto com o tesouro. A sua honestidade e honradez, e seguramente algum temor pela reacção das autoridades, levaram-no a querer presentear o rei. Quando, após muita insistência, conseguiu ser recebido pelo monarca, perguntou-lhe se desejava que lhe oferecesse uma cabra ou um cabritinho, tendo o rei optado pelo último, pensando que este seria mais tenro. Espantado quando descobre que, afinal, não se trata de carne mas sim de ouro, e sensibilizado pelo gesto honrado do pastor, o rei, impossibilitado de alterar a sua opção (a palavra de rei não volta atrás), pede ao pastor que lhe indique um pedido. Uma vez mais, de forma honesta e tímida, o pastor solicita apenas um bocado de terra para lavrar. O rei ordena-lhe que regresse ao local onde encontrara as cabras e que, com uma junta de bois e o rego do arado, marcasse o máximo de terreno que conseguisse do nascer ao pôr-do-sol. E assim nasceu a Quinta do Colmeal...


Fontes

- Joel Cleto e Suzana Faro – “Aldeia fantasma em Figueira de Castelo Rodrigo. Quem tramou o Colmeal?”
O Comércio do Porto, Revista Domingo, Porto, 1 de Abril 2001, p.20-22.
- Wikipédia - Aldeia do Colmeal
- Wapedia - Colmeal (Figueira de Castelo Rodrigo)
- Bloqueios - Colmeal


Como Chegar

A partir de Figueira de Castelo Rodrigo tomar a N332 em direcção a Almeida. Na rotunda de acesso a Castelo Rodrigo e Serra da Marofa, tomar a N221 na direcção de Pinhel. Cerca de 4,5 km depois, do lado direito, tem a indicação para Colmeal. Siga a (nova) estrada (2 km) alcatroada até à aldeia.


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Additional Hints (Decrypt)

[pt] Ab zrvb qnf ebfrvenf.
[en] Va gur ebfrohfu.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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