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Projecto Geogare - Vale do Peso Railroad Station Traditional Geocache

This cache has been archived.

btreviewer: Esta geocache foi arquivada por falta de uma resposta atempada e/ou adequada perante uma situação de falta de manutenção.
Relembro a secção das Linhas de Orientação que regulam a manutenção das geocaches:

O dono da geocache é responsável por visitas à localização física.

Você é responsável por visitas ocasionais à sua geocache para assegurar que está tudo em ordem para funcionar, especialmente quando alguém reporta um problema com a geocache (desaparecimento, estrago, humidade/infiltrações, etc.), ou faz um registo "Precisa de Manutenção". Desactive temporariamente a sua geocache para que os outros saibam que não devem procurar a geocache até que tenha resolvido o problema. É-lhe concedido um período razoável de tempo - geralmente até 4 semanas - dentro do qual deverá verificar o estado da sua geocache. Se a geocache não estiver a receber a manutenção necessária ou estiver temporariamente desactivada por um longo período de tempo, poderemos arquivar a página da geocache.

Se no local existe algum recipiente por favor recolha-o a fim de evitar que se torne lixo (geolitter).

Uma vez que se trata de um caso de falta de manutenção a sua geocache não poderá ser desarquivada. Caso submeta uma nova será tido em conta este arquivamento por falta de manutenção.

btreviewer
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Hidden : 03/15/2010
Difficulty:
1 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


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Projecto Georage

O ramal de Cáceres (hoje quase desactivado) comemorou no ano de 2008, 130 anos de existência. A sua construção, iniciada em 1878, terminou dois anos mais tarde e a via (que prosseguia no país vizinho na direcção de Madrid, onde chegou em 1881) foi considerada de tal modo importante nas relações entre países ibéricos, que isso justificou, aquando da sua inauguração, um encontro –em Valência de Alcântara- entre os reis de Portugal (D. Luís) e de Espanha (Alfonso XII). Um troço de 81,5 km, que começa na Torre das Vargens, serve as estações da Cunheira, de Vale do Peso e de Castelo de Vide e que tem o seu término nacional na estação de Marvão-Beirã, às portas de Espanha.

As justificações que levaram à realização da ferrovia que atravessa a nossa região foram, essencialmente, as seguintes : aproximar ainda mais as duas capitais da Península Ibérica, já que a linha do Leste, via Elvas e Badajoz, não era nem a mais directa, nem a mais rápida; facilitar o acesso a Lisboa das isoladas populações do norte alentejano; permitir o tráfego nacional e internacional de mercadorias, nomeadamente o dos fosfatos extraídos na região de Cáceres para o porto de Lisboa. Note-se ainda que, a partir de 1887, esta via começou a ser utilizada regularmente (uma vez por semana) pelo célebre e prestigioso comboio Sud-Express. Foi também por aqui que, muito mais tarde, passaria a transitar o Lusitânia, pachorrento, mas confortável comboio-hotel. A condução dos trabalhos desta ferrovia foi entregue a um engenheiro português formado na Bélgica : D. João da Câmara. Personagem que foi, diga-se a título de curiosidade, bisavô do famoso fadista D. Vicente da Câmara, o criador da «Menina das Tranças Pretas». Inspirado nessa sua experiência profissional, o engenheiro D. João da Câmara colheu matéria para escrever uma peça de teatro intitulada «Os Velhos», cuja acção decorre em Santo António das Areias ao tempo da construção da ferrovia. O enredo do livro põe frente a frente os Progressistas da região, empenhados na realização do caminho-de-ferro, e os Conservadores, que, naturalmente, estão contra essa ‘indesejável’ modernice. As estações mais importantes do percurso (Vale de Peso, Castelo de Vide e Beirã), estão dotadas de edifícios com belos painéis de azulejos, retratando cenas do Alentejo e do resto do país, sendo só por si merecedores de uma visita.

A Estação de Vale do Peso, pequena mas bonita, povoada de 8 belos painéis de azulejos que fazem referência às paisagens e monumentos da região, são tal como os das estações de Castelo de Vide e da Beirã (Marvão) da autoria de Jorge Colaço, um dos maiores azulejistas portugueses e terão sido produzidos nos anos 30 do século passado. Mesmo ao lado um pórtico para carregar os pesados blocos de granito extraídos em Alpalhão. Nesta terra, além do granito também os enchidos são uma referência, sendo algo que vale a pena levar de volta na sua bagagem

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