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HEADSKIN: Vamos lá a colocar uma cache como deve ser neste local!!
Esta terminou a sua jornada.

Miguel aka HEADSKIN

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Quinta da Alagoa

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Hidden : 04/03/2010
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


Quinta da Alagoa, vestígios de um passado

A Quinta da Alagoa, em Carcavelos, é apenas um vestígio da imensa área que a constituía. Um espaço verde e agradável, ensombrado pelas ruínas da casa senhorial que viu florescer o Vinho de Carcavelos.

A Carta Régia de 19 de Janeiro de 1759 confiscou a Quinta da Alagoa à Companhia de Jesus, a quem pertencia provavelmente desde o princípio do século XVII. Segundo D. Luís Manuel da Câmara, há cartas do Padre António Vieira escritas na Quinta da Alagoa, onde este célebre jesuíta terá vivido entre 1641 e 1653.

Alguns anos depois de a Quinta ser confiscada, por volta de 1763, o Rei D. José fez a sua doação a José Francisco da Cruz, anexando diversas parcelas de terra às já pertencentes à quinta. Para que se tenha ideia das dimensões do morgado então constituído, a relação conhecida dos terrenos que abrangia, englobava a Alagoa de Cima, Quinta das Vacas, Casaes do Zambujal, Tires, Quinta do Junqueiro (já perto do mar) e a Quinta Nova ou de Sto. António.

Até 1863, o morgado da Alagoa esteve na posse da mesma família passando de pais para filhos, sendo nesta data José Francisco da Cruz Alagoa, o 3º morgado da Quinta. Seria o terceiro e último, pois no referido ano foi promulgada uma lei que extinguia os morgadios.

Cerca de dez anos mais tarde, a Quinta, já propriedade do filho de José Alagoa, é comprada por Jerónimo José Moreira, natural de S. Domingos de Rana.

O Vinho de Carcavelos

Durante vários anos este novo proprietário fez obras na quinta, construindo novos edifícios, entre eles um «chalet», uma casa com caldeira para destilação de vinho e uma grande adega, onde ainda hoje se pode ver, na cartela sobre a porta Sul, as iniciais J. J. M., sobre a data de 1879.

Era o primeiro passo para a produção do Vinho de Carcavelos, do qual viria a ser um dos principais produtores.

Jerónimo Moreira foi Presidente da Câmara de Oeiras, cargo que assumiu em 1879.

Com a sua morte sem herdeiros directos a Quinta passa para a posse de seu irmão, que veio a falecer em 1895, altura em que se dá nova reviravolta na história da Quinta.

Como os filhos do novo proprietário ainda eram menores, a Quinta foi colocada à venda, sendo comprada por Frederick Davidson que de imediato se dedicou à reanimação da vinha, atacada pela praga das videiras, a «filoxera».

A sua vida na Quinta seria curta, vindo a falecer poucos anos depois de a comprar. Mais uma vez a Alagoa é vendida, desta vez a alguém cujo nome não caberia no espaço que hoje é reservado nos formulários, isto pelo facto do novo proprietário ter onze nomes! Mas tratemo-lo, com o devido respeito, por Vasco de Salles.

A importância da Quinta para além da produção do Vinho de Carcavelos, pelo que recebeu prémios internacionais, era atestada pelas visitas ilustres que recebia, incluindo a família real.

Foi após a implantação da República que Vasco de Salles mais se dedicou à produção do vinho, atingindo valores e prestígio muito importantes até à Guerra de 1914/1918, exportando uma grande parte do vinho produzido.

Depois da Guerra, a concorrência de outros vinhos mais baratos e a degradação das próprias videiras, foram obrigando a substituir zonas de vinha por outras culturas, até que por volta de 1933 a Quinta da Alagoa deixou de produzir o Vinho de Carcavelos.

O fim dos bons tempos

Falecido Vasco de Salles, e mais tarde sua esposa, herda a Quinta o filho, Vasco Manuel da Câmara, que procede a profundas alterações; planta pomares, cedros e eucaliptos, altera o jardim, arranca palmeiras e melhora o campo de Ténis.

A Quinta passa a ser um ponto de encontro de personalidades, com uma vasta lista de nomes, onde figuram, por exemplo, o Rei Umberto de Itália ou o Arquiduque de Áustria e amigos do proprietário, que encontravam para além de um lugar aprazível, a simpatia de quem os recebia. Vasco da Câmara e sua esposa Maria do Carmo morrem em 1973, deixando nove filhos.

A dificuldade de posse da Quinta por qualquer dos herdeiros, levou ao loteamento dos terrenos para urbanização, com doação á Camara Municipal de uma área para parque e arruamentos, assim como das casas, adega e outros anexos, com o fim de serem preservados.

O que resta dos edifícios da Quinta da Alagoa é, infelizmente, mais um exemplo do estado a que deixamos chegar o nosso património histórico. As ruínas que podemos observar, seja qual for a razão porque atingiram tal degradação, mereciam outra sorte e não deixam de fazer pensar nas palavras de D. Luís Manuel da Câmara, no seu livro que serviu de base a este trabalho: «é indissociável a Alagoa de Carcavelos, jamais deixará de estar bem viva e bem presente na sua memória. A Quinta da Alagoa a todos deixou a sua marca, a todos deixou profundas saudades; mas Carcavelos saberá perpetuar a recordação desses tempos, as raízes dessa tradição…»

Texto: Alexandre Gonçalves

Amplamente procurado pela população local, constitui um espaço de utilização informal onde recreio activo e passivo se tornam possíveis nos amplos espaços relvados, nos dois parques infantis, nos campos de ténis, na envolvente da lagoa e mesmo de forma mais nostálgica junto aos elementos arquitectónicos mais antigos.

A CACHE

A cache está acessível  todos os dias do ano nos seguintes horários de funcionamento do parque.

HORÁRIO DE INVERNO: 08:30 - 21:00

HORÁRIO DE VERÃO: 08:30 - 19:45

 Contém o logbook e material de escrita!

ACIMA DE TUDO DIVIRTAM-SE!!!!!!!

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