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Passos pelo Antigo Paço Episcopal de Pinhel Multi-Cache

Hidden : 05/14/2010
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
1 out of 5

Size: Size:   not chosen (not chosen)

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Geocache Description:


O conhecido Largo dos Combatentes, em Pinhel, é um dos mais nobres espaços desta cidade da Beira Alta. Aparentemente, até aos finais do século XVIII, esta zona da cidade estava fora do núcleo urbano original, e o actual espaço estava ocupado por pequenos campos de cultivo. Dos edifícios que existem actualmente na envolvente próxima do actual largo, a construção mais antiga será o antigo convento de Santo António, actual Igreja de Santo António, conhecida popularmente como "Igreja dos Frades", edificado por volta de 1731.

O facto de a zona do actual Largo dos Combatentes estar então fora da povoação, embora relativamente próxima, fez com que a mesma fosse objecto da atenção dos bispos de Pinhel, após a criação da diocese em 1770. Com efeito, D. José António Pinto de Mendonça Arrais, terceiro Bispo de Pinhel, ordenou a construção do paço episcopal (actual sede da Falcão EM), algures entre 1783 e 1797. Tinha este bispo a intenção de desenvolver, na área do actual largo, um considerável projecto urbanístico. O edifício do paço episcopal, actualmente existente, seria a fachada Oeste de uma grande praça. Em frente deste seria construído um edifício semelhante, onde iria funcionar um seminário, e que seria a fachada Leste da mesma praça. Um terceiro lado da praça seria formado pela fachada da Sé Catedral, que seria também construída de raiz. Os desentendimentos entre o bispo D. José Arrais e a Câmara de então acabariam por impedir a realização física deste grande projecto.

Depois da extinção da diocese de Pinhel, em 1882, seria instalado no antigo paço episcopal o regimento de Infantaria nº 24, pelo que o terreiro em frente ao paço constituía um largo utilizado em grande parte por este regimento. Em 1922 inaugurou-se o monumento aos mortos da Grande Guerra (1ª Guerra Mundial), quando era comandante do regimento o Cor. Lima da Veiga, que daria o nome à parada defronte da actual Adega Cooperativa. Provavelmente, o local passou a designar-se "Largo dos Combatentes" a partir desta época.

Após o desmantelamento disciplinar do regimento de Caçadores nº 10, entretanto instalado no paço, no seguimento da revolta de 20 de Julho de 1928, o exército deixou de ter uma guarnição militar em Pinhel. Posto isto, no antigo paço episcopal viria a ser instalado o "Colégio da Beira" em 1954. Data sensivelmente da mesma época a construção do primeiro edifício da Adega Cooperativa de Pinhel, na parada lateral ao largo.

Em 1972 seria instalada no paço a Escola Secundária, que ali funcionou até à década de 1980, e uma residência de estudantes após o restauro do edifício nos anos 1990, pelo que a zona era sobretudo frequentada por estudantes. Com a transferência provisória dos serviços da Câmara Municipal para o antigo pavilhão desportivo da Escola Secundária, e a instalação da Falcão EM no antigo paço episcopal, o Largo dos Combatentes tem sido o palco de várias manifestações cívicas da cidade de Pinhel, como as comemorações dos feriados nacionais e municipal, festas da cidade, festas de Sto. António, entre outras.

Pontos de interesse:

1. Largo do Marco - Pequena praceta utilizada desde há décadas para a realização de festas populares, particularmente os bailes de S. João. O largo foi requalificado há alguns anos, quando se efectuou um arranjo do fontanário central. N 40° 46.453 W 007° 03.728

2. Calçada medieval - Trata-se de uma calçada elaborada com seixos de rio utilizados para representar motivos vegetalistas. Tendo em conta a sua decoração e características, seria um pavimento interior, provavelmente o piso de uma antiga capela, uma vez que foi recolhida uma ossada humana na zona adjacente. É possível que tenha sido este o local de uma antiga capela conhecida como "S. João do Seixo", designação alusiva ao material usado no pavimento. A este factor também poderia estar associada a realização das festas de S. João no largo do Marco. Estes vestígios arqueológicos, datados da plena Idade Média, surgiram aquando das obras de requalificação do Largo dos Combatentes, projecto alterado em função destas descobertas, tendo em vista a sua preservação. Na época em que foi utilizada, a capela seria uma ermida relativamente isolada. N 40° 46.438 W 007° 03.733

3. Aqueduto subterrâneo - Nas mesmas obras de requalificação do Largo dos Combatentes, foi identificado um tramo de aqueduto subterrâneo (cerca de 80 metros), com uma calha central, cobertura de lajes de granito e xisto e paredes de pedra aparelhada, ou directamente escavadas na rocha, em alguns pontos. Trata-se de uma obra associada à canalização de águas, datada do século XVIII ou do século XIX. O tramo descoberto no decorrer das obras foi preservado, e é visível ao longo do largo através de um passadiço em ladrilhos. (Passadeira Vermelha ao longo do Largo)

4. Paço episcopal - Palácio de finais do século XVIII, edificado por ordem do Bispo de Pinhel D. José António Pinto de Mendonça Arrais, para residência episcopal. O edifício, em estilo "joanino" com linhas clássicas, tem uma planta rectangular, com quatro alas rodeando um pátio interior. Na fachada principal, sobre a porta, está o brasão do bispo que ordenou a construção. Nas traseiras conserva-se uma monumental chaminé, no local das antigas cozinhas do palácio. O espaço interior foi bastante descaracterizado ao longo do século XX, tendo em conta as diferentes utilizações que teve depois de 1882: quartel militar, colégio/escola, residência de estudantes, serviços da Autarquia. Conserva-se, no entanto, no compartimento da escadaria, na ala Norte, um tecto de estuque decorado da época do paço episcopal. N 40° 46.392 W 007° 03.738

5. Monumento de Homenagem aos Mortos da Grande Guerra - Baseou-se na Torre Eiffel de Paris, ideia trazida pelos soldados que naquela zona combateram. Nele podemos ver inscritos em placas de mármore, os nomes de oficiais e soldados do concelho de Pinhel que foram mortos durante a Grande Guerra de 1914-1918.Inaugurado em 1922, 4 anos depois do fim da guerra.. N 40° 46.396 W 007° 03.710

6. Antigo Convento de Santo António - Edifício conventual construído de raiz a partir de 1731, por ordem de D. João V, perto do local onde existia já uma capela de Santo António. Foi um mosteiro de monges Franciscanos que incluía uma igreja conventual (a actual parte preservada), claustro "joanino", sala do capítulo, celas para os monges, cozinhas e refeitório. Todos estes espaços são ainda identificáveis, embora o edifício do convento se encontre em ruínas, mantendo-se em pé as paredes mestras. Talvez se deva aos frades Franciscanos, que aqui habitaram, o culto a Santo António que ainda hoje tem lugar em Pinhel. No interior da igreja guarda-se uma imagem do santo que é considerada uma das mais belas do país. O mosteiro seria extinto em 1834, e vendido em hasta pública, pelo que apenas funcionou cerca de um século. No início do século XX ocorreu no espaço do convento um grande incêndio que destruiu grande parte do seu interior. A parte da igreja seria depois doada à Santa Casa da Misericórdia de Pinhel, que a restaurou na década de 1980. N 40° 46.308 W 007° 03.626

Toda esta informação foi cedia pelo Gonçalo Cruz, que ao conversar com ele sobre este projecto se mostrou bastante colaborante, como se pode ver, desde já o meu muito obrigado!!!

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