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A queda de Sonho

A cache by Valente Cruz Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 3/12/2011
Difficulty:
5 out of 5
Terrain:
5 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Translation

 

Esta geocache pertence ao projecto A TRILOGIA DE SONHO, que é composto por A queda de Sonho, Indiana Taparué e o legado de Sonho, Indiana Taparué e o Sonho no Portal do Inferno.

A QUEDA DE SONHO

No início das eras, num tempo sem tempo, a Terra era governada por gigantes e os homens eram seus escravos. Os gigantes viviam em palácios de pedra no cimo das montanhas e eram caçadores exímios. Tinham uma feição macilenta e horrenda, com um único olho de íris negra como a noite e os dentes afiados como as garras do diabo. A sua respiração era pesada e o seu grito ouvia-se para lá das brumas do mundo. Por cada lua cheia, organizavam jogos bélicos em que os homens digladiavam-se pela vida e quem perdesse servia de alimento para os gigantes inexoráveis. Nesse tempo, os homens comunicavam por murmúrios tristes e incompreensíveis, pois ainda não tinham inventado a palavra escrita ou falada.

 

Certo dia chegou a um palácio uma escrava vinda do norte. Tinha os olhos azuis e os cabelos loiros como sol. Chamaram-lhe Gaia. Frágil e inefável, o destino subjugou-a à derrota numa luta e o lume foi aceso debaixo dos funestos caldeirões. Houve porém um gigante, de seu nome Sonho, que se apiedou dela e levou-a às escondidas dos outros, embrulhada no coldre onde habitualmente carregava a sua espada. Quando os outros gigantes descobriram a traição, procuraram-nos por todas as montanhas e vales, até que os encontraram, já depois de muitas luas. Sonho agarrou na sua amada e precipitou-se numa fuga por entre as armadilhas montadas pelos seus inimigos, até que o senhor dos gigantes o fez cair.

 

Encurralado e ferido, diminuído de qualquer vã esperança, num instante longe das vistas dos seus irmãos, escondeu-a num recanto da pedra e com um dedo abriu o seu próprio peito e tocou no coração, enquanto com outro dedo tocou na testa de Gaia, dizendo-lhe que ela iria encontrá-lo quando encontrasse o sono, desfazendo-se depois numa miríade infinita de gotas de água. Os gigantes procuraram-no até perderem a paciência e desistirem. Gaia manteve-se escondida e quando o cansaço sobreveio ao medo, adormeceu e encontrou Sonho na sua consciência. Maravilhada, passou a adormecer cada vez mais cedo e vivia entre o Sonho. Ele, com o tempo, ensinou-lhe o dom da palavra falada e escrita. À medida que as diferenças se iam esbatendo por força do seu amor perene, a vida cresceu no ventre de Gaia. Nasceu uma menina e decidiram chama-la Água.

 

Outros filhos se sucederam e Gaia ensinou a todos como encontrar o seu pai Sonho, continuando a viver escondidos dos terríveis gigantes. Perto da sua morte, Gaia retornou ao local onde Sonho tinha caído e escondeu uma caixa de vontades, para que todos os seus descendentes nunca se esquecessem das palavras reveladas assim como de visitarem o Sonho tão antigo como o tempo. Já depois de a lua ter desistido de contar voltas, pela palavra e por todas as vontades que se foram juntando, Sonho instou os homens a derrotarem os gigantes e finalmente conseguiram conquistar a liberdade que souberam merecer. A caixa de vontades ainda pode ser visitada junto à queda de Sonho, mas como lá foi colocada em tempos imemoriais, numa altura em que ainda não havia satélites em órbita, as coordenadas podem divergir um pouco.

 

 

Esta geocache pertence ainda ao projecto SUBIDA DA PENA AMARELA, que é composto por: O sol da vida, O despertar da mente, O princípio da incerteza, A vontade eterna, A percepção do efémero, A passagem, O equilíbrio da rotina, O refúgio da memória, A singularidade do tempo, A queda de Sonho e A contemplação da lua. Pretende-se que o percurso reflicta a viagem de uma vida, desde o nascimento até ao desejo de eternidade. Trata-se de uma viagem de sentidos, entre o sol e a lua; um caminhar em si próprio que visa a superação da pessoa que julgam ser.

 

Advertências

A geocache foi colocada junto a uma cascata da Ribeira da Pena Amarela, num percurso de canyoning, perto da aldeia de Cando. O acesso ao local é difícil mas possível. A maneira mais segura de realizarem o percurso completo é através de canyoning, sendo que se desaconselha a ida sem material às geocaches cuja dificuldade de terreno seja 5. Desta forma, desejamos apenas que desfrutem tanto do local como nós. Caso não consigam suster a vontade e decidam arriscar sem material de apoio, deverão ter muito cuidado!

Se vierem da SUBIDA DA PENA AMARELA, para transporem a cascata deverão subir para o waypoint "Descida_1". Está quase! De outra forma, devem começar no “Trilho para o Abismo” e seguir até ao “Abismo”. Caso percam o trilho, sigam a azimute. Não tem muito que enganar. Podem chegar ao GZ de várias maneiras; de qualquer forma aconselhamos que vão sempre ao “Abismo”, sendo que lá, para além de perceberem como estão as vossas vertigens, podem avaliar qual será a melhor forma para descerem.

Nós fomos pela “Descida_1”. Caso optem descer por aqui, que aconselhamos, devem saber que a inclinação é bastante acentuada (aproximadamente 70%), pelo que devem ter sempre pelo menos uma das mãos agarrada à vegetação, nem que seja às silvas, mas não arranquem as giestas pois precisarão delas na subida. Se forem por aqui devem estar preparados para fazerem algum sku. Foi também por aqui que subimos, ainda que o esforço e a dificuldade sejam maiores, já que não existem santos a ajudar. Em alternativa podem seguir pela “Descida_2”. Inicialmente parece ser mais fácil, porém irão ficar mais afastados do GZ e vão encontrar dificuldades em subir a ribeira até à cascata, visto o terreno ser muito escarpado. Boa sorte com a escolha!

Ainda, e se tiverem muito tempo, podem sempre apanhar o trilho junto à placa informativa do percurso de canyoning que por sua vez está junto à estrada e perto da ribeira. No entanto, se forem descendo o rio, terão sempre que transpor a cascata e aí provavelmente será melhor irem pelas descidas referenciadas. Aproveitem ainda para irem à aldeia e, entre outras coisas, conhecerem o famoso cão de Cando, sempre disponível para receber com simpatia os visitantes. Perto do “Abismo”, se virem a Sra. Raposa e família, mandem cumprimentos da nossa parte. Evitem ir sozinhos ao GZ, já que, devido à depressão, dificilmente terão rede de telemóvel.

Não façam como nós e evitem lá ir em dias de chuva pois, para lá do óbvio, o terreno torna-se muito mais perigoso. Escolham bem os sítios onde podem cair. No caso de lá irem em pleno Verão, a descida/subida ao GZ pode tornar-se um pouco mais fácil mas podem contudo perder o esplendor da cascata. Lembrem-se que a segurança está acima de qualquer estatística. Se, ao chegarem ao fundo da cascata, se sentarem e ao contemplarem a escarpa que acabaram de transpor, considerarem que foi a coisa mais difícil e arriscada que já fizeram na vossa vida, não deverão tentar fazer o resto do percurso da PENA AMARELA a partir deste ponto e sem material. Acreditem que as coisas vão piorar!

Desfrutem do local e protejam a Natureza!

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Additional Hints (Decrypt)

Qrcbvf qn pnfpngn, cnffnaqb crynf tenaqrf áeiberf, qrirz fhove n "cnerqr". B erpvcvragr rapbagen-fr ab gbcb, cregb qn áeiber znvf nygn, ahz ohenpb qn ebpun.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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