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Anilhagem de aves selvagens Event Cache

This cache has been archived.

btreviewer: Mais de um mês passado sobre a data do evento, é altura de o arquivar de forma a que não apareça desnecessariamente nas procuras efectuadas na zona.

Obrigado a todos os que estiveram presentes e que colaboraram neste evento.

[b] btreviewer [/b]
Geocaching.com Volunteer Cache Reviewer

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Hidden : Saturday, 30 July 2011
Difficulty:
1 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   not chosen (not chosen)

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Geocache Description:



A anilhagem científica das aves

A anilhagem científica é um método de investigação que se baseia na marcação individual das aves. Qualquer registo de uma ave anilhada, obtido através da sua recaptura e posterior libertação ou quando a ave é encontrada morta, poderá fornecer-nos muita informação acerca da vida dessa ave e, em particular, sobre os seus movimentos.

A análise das deslocações das aves anilhadas permite definir as suas rotas migratórias e as áreas de repouso e paragem, disponibilizando deste modo informação crucial para o planeamento de sistemas integrados de áreas protegidas para a avifauna. Paralelamente, com base na informação recolhida através da recaptura de aves anilhadas, pode obter-se um conjunto de parâmetros populacionais (e.g. taxa de sobrevivência, sucesso reprodutor) essenciais para determinar as causas das variações numéricas das populações de aves.

Durante os seus longos voos, as aves migradoras deslocam-se livremente através das fronteiras políticas dos Estados, devendo por isso ser encaradas como património colectivo da comunidade internacional. A criação em 1963 de uma rede internacional devidamente coordenada de estações de anilhagem e de Centrais Nacionais de Anilhagem, conhecida por EURING (www.euring.org), foi indispensável para uma gestão correcta e eficaz da anilhagem científica na Europa.

 

As técnicas da anilhagem científica das aves

A anilhagem de aves com objectivos científicos iniciou-se em 1889 na Dinamarca, quando H. D. Mortensen libertou estorninhos portadores de anilhas metálicas numeradas, onde se encontrava gravado o seu endereço. Desde essa época pioneira, a anilhagem transformou-se rapidamente numa técnica de investigação normalizada, utilizada em todo o mundo. Actualmente é usada uma grande variedade de tamanhos e tipos de anilhas para marcar diferentes espécies, de acordo com o diâmetro e estrutura das patas e com os habitats que as aves frequentam durante o seu ciclo de vida.

Podem ainda utilizar-se anilhas especiais e outros tipos de marca para identificação das aves à distância, sem que seja necessário capturá-las de novo.

Muitas aves são anilhadas no ninho enquanto juvenis não-voadores, sendo porém necessário utilizar diversos tipos de redes ou armadilhas para capturar a maior parte das aves adultas. Contudo, e independentemente do método de captura usado, é fundamental que os anilhadores garantam a segurança das aves que anilham. As aves muito pequenas são quase sempre capturadas em redes japonesas muito finas, sendo essencial uma selecção cuidadosa da dimensão da malha e do tipo de material utilizado na confecção da rede, a fim de reduzir o risco de danificar as penas das aves. As aves maiores, como por exemplo os patos, são geralmente capturadas em armadilhas "encaminhadoras" walk-in traps, que não colocam problemas de segurança importantes.

Após serem retiradas das redes ou das armadilhas, as aves são geralmente colocadas em sacos macios de algodão ou em caixas especiais, onde permanecem sossegadas e secas até serem anilhadas e libertadas.

 

Os anilhadores

Por toda a Europa, mais de dez mil pessoas entusiastas e altamente experientes anilham regularmente aves, naquilo que poderá ser considerado como um fenómeno ímpar na investigação zoológica europeia e mundial.

A anilhagem é pois uma técnica de investigação científica na qual os amadores desempenham um papel primordial. A maior parte dos anilhadores são entusiastas não profissionalizados que contribuem com a sua experiência e tempo livre para o estudo das aves, enquanto os anilhadores profissionais pertencem geralmente a universidades e instituições de investigação espalhadas pela Europa.

Às Centrais Nacionais de Anilhagem cabe a responsabilidade de coordenar e dirigir esta vasta equipa internacional de investigação. Trabalhando a partir destas Centrais, ornitólogos profissionais estimulam os anilhadores a participar em projectos coordenados de investigação e garantem a obediência aos mais elevados padrões técnicos e de segurança das aves.

Na maior parte dos países europeus, qualquer pessoa que pretenda vir a ser um anilhador deverá passar por um período de formação, durante o qual aprenderá a capturar e anilhar aves de modo correcto e seguro. Para este efeito, muitas Centrais de Anilhagem organizam cursos de formação onde os futuros anilhadores aprendem os aspectos técnicos deste método, como, por exemplo, a determinação da idade e do sexo de uma ave e os métodos normalizados de pesagem e medição destes animais. Após ter completado um período de aprendizagem que dura normalmente de um a três anos, o futuro anilhador é ainda sujeito, em alguns países, a um exame final para a concessão da credencial de anilhagem.

 

Informação dada pela anilha

Quando as aves são capturadas no decurso de uma operação de anilhagem podem ser registados diferentes tipos de informação: a idade e o sexo da ave, diversos tipos de medições morfológicas (ou biometrias) que podem ser utilizadas na caracterização de diferentes populações, a quantidade de gordura acumulada nas aves migradoras, o estado da muda das penas e o habitat em que a ave foi capturada.

Uma ave pode ser recapturada por outros anilhadores, observada de novo ou recuperada por elementos do público, numa grande variedade de circunstâncias (atropelada por um carro, encontrada morta, abatida a tiro, etc.).

No caso de uma ave ser recapturada por outro anilhador (controlada), o registo sucessivo das biometrias permite estudar diferentes aspectos do seu ciclo de vida anual, tais como as variações da massa corporal que antecedem a migração ou o desenvolvimento sazonal da muda. Há que ter em atenção que, quando se pretende comparar as biometrias registadas por diversos anilhadores, as técnicas utilizadas para a sua obtenção deverão ser rigorosamente padronizadas entre os vários anilhadores e entre os diferentes países.

Quando uma anilha é recuperada por um elemento do público ou por outro anilhador, esse facto é comunicado à Central Nacional de Anilhagem. Aqui, o número dessa anilha é verificado nos registos de aves anilhadas que são remetidos pelos anilhadores; o captor e o anilhador são depois informados sobre os locais, datas e circunstâncias de anilhagem e recuperação da ave. Quando uma anilha é recuperada fora do país onde foi colocada é necessário que as Centrais de Anilhagem troquem a informação necessária.

 

O Evento

Irá ser feita uma breve apresentação da actividade e das aves habitualmente capturadas para anilhagem científica aos Geocachers participantes. De seguida será feita uma demonstração de todo o processo de anilhagem acompanhada de uma pormenorizada explicação, dada por um anilhador credenciado sobre cada uma das etapas. Os participantes poderão ficar a assistir a toda a sessão de anilhagem entre as 7 e as 12 horas ( as aves diminuem de actividade durante o decorrer do dia, sendo aconselhável a presença nas primeiras horas do dia). Devem ir acompanhados de botas de borracha e de uma cadeira ou banco.

Additional Hints (No hints available.)