Perguntas:
Para logar esse EarthCache, envie as respostas das perguntas abaixo através de email usando o meu perfil no geocaching.com. Coloque o texto " GC394VG – Gruta de Maquiné" na primeira linha do email. Os cachers que não enviarem as respostas em no máximo 2 semanas terão suas entradas removidas.
1. Mande um email (não publique). Dê o nome de dois espeleotemas encontrados na caverna que não sejam estalactites, estalagmites e colunas. Escreva o nome popular e o respectivo nome do espeleotema.
2. Mande um email (não publique). A gruta de Maquiné é uma caverna “seca” ou “molhada”? Ela ainda está crescendo?
3. Publique uma foto sua com o seu GPS em mãos na entrada da gruta (opcional).
Questions:
To log this EarthCache, cachers are asked to e-mail the answers to the following questions to me through my geocaching.com profile. Add the text "GC394VG – Gruta de Maquiné" to the first line of the email. Cache loggers that do not send me answers within 2 weeks will have their logs deleted.
1. E-mail (do not post). Name two speleothems found in the cave, other than a stalactite, a stalagmite, or a column. Provide their popular name and their respective speleothem name.
2. E-mail (do not post). Is the Maquiné cave a 'dry' or 'wet' cave? Is it still growing?
3. Post a photo of yourself with your GPS in hand at the entrance of the cave. (optional).
Gruta de Maquiné
A gruta foi descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné, na época proprietário das terras. Berço da paleontologia brasileira foi explorada cientificamente pelo naturalista dinamarquês Dr. Peter Wilhelm Lund em 1834. Dr. Lund permaneceu dentro da caverna quase dois anos fazendo seus estudos onde descobriu restos humanos e de animais fossilizados do período Quaternário.

Entrada da Gruta
A gruta possui 7 salões explorados, totalizando 650 metros lineares e desnível de apenas 18 metros. Todos os salões possuem iluminação e passarelas possibilitam aos visitantes vislumbrarem, com segurança, as maravilhas da caverna. Maquiné acha-se voltada para o norte e apresenta a forma de um arco abatido com largura de 20 metros e uma altura de 8,5 metros. A direção principal da caverna é de norte para sul, tendo em sua maior extensão de 480 metros. É essencialmente horizontal, apenas descendo pouco para terminarem numa fenda vertical que parece fechar-se pela parte superior. Forma uma galeria contínua com uma largura média de 10 a 13 metros e uma altura de 17 a 20 metros. O elemento principal de sua formação é o carbonato de cálcio, mas outros minerais como a sílica, gesso, quartzo e o ferro também estão presentes. Suas galerias e salões, são resultado do trabalho da água em ao longo de milênios.
Acredita-se que a Gruta de Maquiné tenha se originado da passagem de um rio subterrâneo pelas profundezas da terra naquela região. A época de sua formação é incerta – a estimativa mais aceita data a caverna em milhões de anos.
As cavernas formam-se principalmente por dissolução das rochas. Por isso, são muito mais comuns em zonas de rochas carbonáceas, como mármores e calcários. Embora a calcita, mineral que forma os calcários e mármores, seja um carbonato de cálcio pouco solúvel em água, se essa água absorver pequenas quantidades de dióxido de carbono esse irá reagir com a calcita e formar ácido carbônico.
H2O + CO2 −> H2CO3
Este ácido é fraco, mas basta uma pequena quantidade dele para que a água dissolva facilmente o carbonato de cálcio. Forma-se, assim, carbonato ácido de cálcio (mais conhecido como bicarbonato de cálcio), que é solúvel e vai embora com a água.
CaCO3 + H2CO3 −> Ca(HCO3)2
Normalmente o calcário é uma rocha com abundantes fraturas. À medida que a água dissolve a rocha, vai alargando essas aberturas e, com isso, mais água pode ali penetrar, de modo que o processo tende a se acelerar cada vez mais.

Formação de Cavernas
As formações dentro da Gruta de Maquiné são o resultado da extensa erosão de suas rochas calcárias. A rocha foi desgastada pela água, passagens naturais foram criadas eventualmente desenvolvendo a caverna que se vê agora. Os depósitos de calcita criaram maravilhas naturais – os espeleotemas
Espeleotema é uma formação rochosa originada pela dissolução de minerais e sua recristalização em níveis inferiores, no teto, paredes e chão das cavernas. A substância mais comum nesse processo é o carbonato de cálcio, que, ao recristalizar, forma os minerais calcita ou aragonita. Se há também magnésio dissolvido, pode-se formar outro mineral, a dolomita. Outros possíveis minerais formadores de espeleotemas são a gipsita (sulfato hidratado de magnésio) e a malaquita (carbonato básico de cobre).
No caso da Gruta de maquiné a água que penetra pelas paredes da caverna traz bicarbonato de cálcio dissolvido. Ao entrar em contato com a atmosfera da caverna, ela libera CO2, porque a concentração desse gás é menor na atmosfera da caverna (osmose). Com isso, resta na água apenas calcita. Sendo esse mineral pouco solúvel, deposita-se (precipita) e começa a formar-se um depósito de carbonato de cálcio, o espeleotema. Se isso acontecer no teto da caverna, surgirá provavelmente uma estalactite. Os espeleotemas mais comuns são as estalactites, as estalagmites e as colunas.
a) Estalactites – formam-se por gotejamento através de fendas ou furos no teto. A água desce pela fenda ou furo e, ao chegar ao teto da caverna, para em razão da tensão superficial, formando uma gota. Com isso, o carbonato de cálcio precipita, como um anel em torno da gota. Quando a gota fica grande o suficiente para cair, a água se cai e o carbonato de cálcio fica aderido à rocha. O processo repete-se continuamente e assim vai surgindo a estalactite (do grego stalassein, que significa pingar). Os anéis unem-se uns aos outros, formando tubos cilíndricos com 2 a 9 mm de diâmetro interno e paredes com aproximadamente 0,5 mm de espessura. Esses tubos crescem rumo ao chão, de 6 a 25 mm por século. A forma cônica surge pelo escorrimento da água pela parte externa de suas paredes.
b) Estalagmites – formam-se de modo similar, a partir do carbonato de cálcio que ainda ficou na gota quando esta caiu no chão. A água evapora e ele precipita, formando uma estrutura semelhante à estalactite, mas que cresce debaixo para cima. A estalagmite costuma ser cilíndrica e com a ponta arredondada. Pode ter mais de um metro de diâmetro e vários metros de comprimento. Na maior parte dos casos, há uma estalagmite para cada estalactite, mas as primeiras podem se juntar em maciços estalagmíticos.
c) Colunas – forma-se pela união de uma estalactite e uma estalagmite.
d) Escorrimentos - ao longo das paredes da caverna podem surgir outros tipos de formação que recebem nomes como órgãos, candelabros, pingentes, discos, folhas e cascatas rochosas, dependendo da forma.
e) Cortinas – interessante figura formada em tetos inclinados, onde a água, em vez de pingar, escorre, sempre pelo mesmo caminho, criando finas paredes onduladas. Essas cortinas podem atingir o chão e se tornar muito espessas e resistentes.
f) Helictites e heligmites - espeleotemas espiralados que se formam em tetos, paredes, no chão ou mesmo sobre outros espeleotemas por mecanismos não totalmente conhecidos, e que, às vezes, lembram as raízes de uma árvore.
g) Flores - espeleotemas de aragonita, calcita ou gipsita, que se irradiam em todas as direções, a partir de um ponto central ou de um eixo. Algumas são esféricas como um dente-de-leão, outras lembram cachos de flores ou flocos de algodão.
Maquiné Cave
The Maquiné Cave was discovered in 1825 by the farmer Joaquim Maria Maquiné, then the landowner. The cradle of Brazilian paleontology was explored scientifically by the Danish naturalist Peter Wilhelm Lund in 1834. Dr. Lund has remained inside the cave for almost two years doing his studies and found human remains and fossil animals from the Quaternary period.
The cave has 7 explored rooms totalling 650 linear metres and a drop of only 18 meters. All rooms have lighting and walkways allowing visitors to enjoy in safety the wonders of the cave. Maquiné finds itself facing north and has the shape of an arch with a width of 20 metres and a height of 8.5 metres. The main direction of the cave is from north to south, taking its greatest extent of 480 metres. It is essentially horizontal, going down just a little to finish in a slit that seems to close the top. It forms a continuous gallery with an average width of 10 to 13 metres and a height of 17 to 20 metres. The main element of its formation is calcium carbonate, but other minerals such as silica, gypsum, quartz and iron are also present. Its galleries and salons are the result of the water works during millennia.
It is believed the Maquiné Cave originated from the passage of a subteranean river through the region’s depths. Its formation age it is still uncertain – the most accepted estimate dates the cavern in millions of years.
Caves are created mostly by rock dissolution. That’s why they a much more common in zones made of carbonaceous rocks like marbles and limestone. Even though calcite, mineral that makes up limetones and marbles, is a cacium carbonate little soluble in water, if the water absorbs small quantities of carbon dioxide it will react with the calcite and create carbonic acid.
H2O + CO2 −> H2CO3
Carbonic acid is a weak acid, but just a small small quantity can make water disolv calcuium carbonate. This reaction originates calcium hydrogencarbonate also known as calcium bicarbonate, which is soluble and goes away with the water.
CaCO3 + H2CO3 −> Ca(HCO3)2
Normaly limestone is a rock with many fractures. As the water dissolves the rock these fractures get larger and larger, increasing its contact with the water and accelerating the process even more.
The formations within the Maquiné Cave have all resulted from extensive water erosion of the limestone rocks within. As the stone was eaten away by the water, natural gateways were created, eventually developing into the cave we see today. Calcite deposits have created natural marvels of their own - the Speleothems.
Speleothem is a rock formation originated by the dissolution of minerals and their recrystalization in a cave’s inferior levels, ceilings, walls and floor. The most common substance in this process is the calcium carbonate that when recrystalized creates the minerals calcite and aragonite. If dissolved magnesium is also found in the water, another mineral can be created, the dolomite. Other possible minerals creating espeleothems are gypsum (calcium sulfate dihydrate) and malachite (copper carbonate).
In Maquiné’s cave case the water that penetrates through the cave walls brings dissolved calcium bicarbonate. When the water enters in contact with the cave’s atmosphere it liberates CO2, as the the gas concentration in the cave’s air is smaller than in the water (osmosis). Once this happen only the calcite remains in the water, but as this mineral is little soluble, it deposits (precipits) and start forming a calcium carbonate deposit, the espeleothem. If this happens on the cave’s ceiling, probably a stalactite will be formed. The most common speleothems are stalactites, stalagmites and columns.
a) Stalactites– form by water dripping through cracks or holes on the ceiling. The water falls through the crack or hole and when it arrives to the cave’s ceiling stops due to superficial tension, creating a drop. When this happens, the calcium carbonate precipitates as a ring aroung the drop. When the drop is big enough to drip, the water falls and the calcium carbonate remains adhered to the ceiling rock. This process repeats continuously and a stalactite starts to form (in Greek stalassein means “to drip”). The rings merge one to another forming a cylindrical pipe with 2 to 9 mm in internal diameter and walls with approximately 0.5 mm thickness. These pipes grow towards the floor 6 to 25 mm per century. The conic shape appears due to water flowing on the external side of the pipe’s wall.
b) Stalagmites – are formed in a similar way from the calcium carbonate that remained in the water drop when it fell on the floor. The water evaporates and the calcium carbonate precipitates creating a structure similar to the stalatctite but which grows from bottom up. A stalagmite usually is cylindrical with a rounded point. It can have more than 1 metre of diameter and mny metres high. In most cases there is one stalagmite for each stalactite but the latter can merge in stalagmite mounds.
c) Columns– are fomed by the union between a stalactite and a stalagmite.
d) Flowstones – other kind of formations can happen over the cave wall and depending on their forms receive names like pipe organs, chandeliers, pendants, discs, leaves and stone waterfals.
e) Curtains or Draperies – are interresting figures formed on sloped ceilings where the water, instead of driping, flows always on the same path, creating thin wavy walls. These curtains can reach the ground and become very thick and strong.
f) Helictites and heligmites – are spiral speleothems that form in ceilings, walls, on floors or even on other speleothems by mechanisms not fully understood. Sometimes they resemble the roots of a tree.
g) Flowers – are speleothem made of aragonite, calcite or gypsum, which radiate in all directions from a central point or axis. Some are spherical like a dandelion, others resemble bunches of flowers or cotton balls.

Cave's Interior

luizhenriquevas Parabéns pelo / Congratulations for the First to Find (FTF) 
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