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The Wall

A cache by Valente Cruz Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 3/30/2012
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
3 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:


Translation
Esta cache foi colocada no Terreiro das Bruxas, na Cascata das Aguieiras e pertence ao projeto O Legado Pink Floyd, que é composto por Dark Side of the Moon [O Álbum], Wish You Were Here [A Música] e The Wall [O Espetáculo], sendo que o objetivo é simultaneamente prestar uma singela homenagem a um dos grupos mais influentes da música e fomentar o contato com a Natureza, a Cultura e o Património da região.

Não me lembro propriamente do momento em que comecei a gostar da música dos Pink Floyd. Na verdade, acho que sou um fã de sempre. Mal ouvi que Roger Waters viria a Portugal apresentar o espetáculo The Wall, foi quase um deixar tudo o que estava a fazer e ir a correr comprar o bilhete. Durante quase um ano o título foi guardado na secretária como se fosse um tesouro. Não é que passasse por lá todos os dias para ver se estava tudo bem, mas às vezes não conseguia resistir.

Com o início da Primavera, em 21Lis03boa11, veio finalmente o dia do concerto que inaugurou a tour europeia. As expetativas estavam bem lá em cima mas ainda assim foram claramente superadas. Um espetáculo elaboradíssimo de som e imagem, aprimorado ao mais ínfimo pormenor, recheado de efeitos cénicos com porcos gigantes a sobrevoar o público, aviões em tamanho real a despenharem-se contra o palco e é claro a construção do famoso muro, que serve de tela de projeção para uma das imagens de marca do álbum.

The Wall é um álbum concetual lançado em 1979. Na altura, a banda realizou poucos concertos, já que toda a logística que estava associada ao espetáculo era absolutamente incomportável. Para além do famoso muro que ia sendo construído à medida que o espetáculo avançava, havia marionetas gigantes que deambulavam pelo palco e sobre os espetadores, o que exigia a presença de maquinaria pesada.

Os Pink Floyd sempre se assumiram como uma banda underground. Faziam a música que queriam, como queriam e quando não estavam nos estúdios de gravação ou nos concertos apenas queriam ser mais alguns entre a multidão. Demoraram muito tempo a compreender ou a aceitar que o simples facto de serem reconhecidos por algo que faziam, os transformava de imediato em pessoas especiais ou estrelas. Enquanto outros procuravam a fama, o dinheiro, o reconhecimento, eles começaram apenas por ser um grupo de rapazes que amavam a música e que tinham uma ideia muito pessoal sobre a mesma. A este nível é muito curiosa a opinião de Roger Waters sobre o álbum Dark Side of the Moon, que ele afirma ter sido uma espécie de "princípio do fim" da banda, pelo sucesso mundial que o mesmo alcançou e na forma como isso alterou e "aliciou" cada um dos membros da banda.

Antes de mais, para se entender o álbum é preciso compreender dois pormenores com bastante relevância: Roger Waters tinha uma relação difícil com o público e o seu pai tinha falecido durante a 2ª guerra mundial. Aquando da digressão do álbum Animals, num espetáculo no Canadá, Roger Waters teve uma altercação com um fã, que estava a ter um comportamento perturbador, e chegou mesmo a cuspi-lo. Foi deste incidente, um pouco sinistro, que nasceu a ideia de criar um muro que separasse a banda do público. A esta ideia juntou-se a ausência que o autor nunca conseguiu ultrapassar pela morte precoce do pai, militar morto em combate durante a 2ª guerra mundial. Importa aqui referir que, na altura, e ao contrário do que acontecera em Dark Side of the Moon, Wish You Were Here ou mesmo em Animals, Roger Waters assumira a maioria da composição e os outros elementos passaram a ter um papel menos relevante. Inclusive, Richard Wright foi despedido da banda, mas continuou a tocar nos concertos ao vivo como um músico pago, facto esse que permitiu que apenas ele não tivesse ficado praticamente falido depois do álbum The Wall.


Aliando-se às duas ideias anteriores, junta-se a omnipresença de Syd Barret, que terá sido a maior inspiração na criação da personagem principal do álbum: Pink.

A história retrata, em ficção, a vida de um anti-herói, que é martelado e espancado pela sociedade desde os primeiros dias da sua vida: sufocado pela mãe, oprimido na escola (Another Brick in the Wall), ele cresce e transforma-se num ídolo de música pop. Rodeado pelo abismo da ausência, numa vida vazia, ele constrói um muro na sua consciência para isolá-lo da sociedade e refugia-se num mundo de fantasia que criou para si. Durante uma alucinação provocada pela droga, Pink transforma-se num ditador fascista e, depois das perseguições, a sua consciência rebelde coloca-o num tribunal, onde seu juiz interior ordena-lhe que mande abaixo o seu próprio muro e se abra para o mundo exterior. O álbum termina então com uma luz de esperança para o futuro.

The Wall é o álbum mais visual da banda e as músicas seguem um sentido lógico e temporal. Em termos instrumentais, a maioria das faixas estão ligadas entre si. Estes factos criaram a noção que o álbum é uma ópera rock, sendo que a sua qualidade, aliada ao sucesso, rapidamente despertaram o interesse do cinema. Foi Alan Parker, enquanto realizador, quem se chegou à frente e transformou a história num filme, em 1982. Ironicamente, e apesar de ter participado na escrita do guião, Roger Waters não gostou do resultado final e afirmou que não conseguia identificar-se com a personagem do filme.



Uma associação lógica e imediata que se pode estabelecer em torno do álbum é com o muro de Berlim, que caiu em 1989. Essa é de facto uma das imagens de marca do álbum, mas penso que o muro começou por ser sobretudo psicológico, sendo que houve depois uma agremiação natural do conceito.

Com a passagem dos anos, e como fez questão de sublinhar no espetáculo no Pavilhão Atlântico, Roger Waters melhorou, e muito, a sua relação com o público e usou o álbum como o seu “cavalo da batalha” para fazer críticas sociais, revelando a preocupação do autor sobre as vicissitudes da vida moderna, particularmente sobre a guerra e os interesses económicos e políticos que se sobrepõem ao valor da vida humana, factos que tornam The Wall num álbum absolutamente intemporal.

As músicas, e algumas informações diversas do álbum, estão descritas na tabela seguinte:

 

Vinil 1 - Lado 1

#

Título

Compositor(es)

Duração

 

 

 

 

 

 

1.

 In the Flesh?   

Waters

3:19

 

 

 

 

 

 

2.

 The Thin Ice   

Waters

2:27

 

 

 

 

 

 

3.

 Another Brick in the Wall (Part 1)   

Waters

3:21

 

 

 

 

 

 

4.

 The Happiest Days of Our Lives  

Waters

1:46

 

 

 

 

 

 

5.

 Another Brick in the Wall (Part 2)  

Waters

3:21

 

 

 

 

 

 

6.

 Mother  

Waters

5:36

 

 

 

 

 

 

Vinil 1 - Lado 2

#

Título

Compositor(es)

Duração

 

 

 

 

 

 

1.

 Goodbye Blue Sky   

Waters

2:45

 

 

 

 

 

 

2.

 Empty Spaces

Waters

2:10

 

 

 

 

 

 

3.

 Young Lust  

Gilmour, Waters

3:25

 

 

 

 

 

 

4.

 One of My Turns  

Waters

3:35

 

 

 

 

 

 

5.

 Don't Leave Me Now  

Waters

4:16

 

 

 

 

 

 

6.

 Another Brick in the Wall (Part 3)   

Waters

1:14

 

 

 

 

 

 

7.

 Goodbye Cruel World  

Waters

1:13

 

 

 

 

 

 

 

Vinil 2 - Lado 1

#

Título

Compositor(es)

Duração

 

 

 

 

 

 

1.

 Hey You

Waters

4:40

 

 

 

 

 

 

2.

 Is There Anybody Out There?   

Waters

2:44

 

 

 

 

 

 

3.

 Nobody Home   

Waters

3:26

 

 

 

 

 

 

4.

 Vera  

Waters

1:35

 

 

 

 

 

 

5.

 Bring the Boys Back Home   

Waters

1:21

 

 

 

 

 

 

6.

 Comfortably Numb  

Gilmour, Waters

6:24

 

 

 

 

 

 

Vinil 2 - Lado 2

#

Título

Compositor(es)

Duração

 

 

 

 

 

 

1.

 The Show Must Go On

Waters

1:36

 

 

 

 

 

 

2.

 In the Flesh  

Waters

4:13

 

 

 

 

 

 

3.

 Run Like Hell

Gilmour, Waters

4:19

 

 

 

 

 

 

4.

 Waiting for the Worms

Waters

4:04

 

 

 

 

 

 

5.

 Stop

Waters

0:30

 

 

 

 

 

 

6.

 The Trial

Bob Ezrin, Waters

5:13

 

 

 

 

 

 

7.

 Outside the Wall

Waters

1:41

 

 

 

 

 

 



Another Brick in the Wall tornou-se na música mais reconhecida do álbum. Porém, pessoalmente, considero que a música mais completa, em termos instrumentais e de composição, é Comfortably Numb, cuja profundidade da letra nos leva para um mundo sem sentidos ou e/ou sentimentos, alheados da realidade. Contudo, se tiver que escolher um momento do álbum, devo dizer que o meu preferido é a música Stop, que é curiosamente a faixa mais curta:

“Stop

I wanna go home

Take off this uniform

And leave the show

And i'm waiting here in this cell

Because I have to know

Have I been guilty all this time?”


É nesta música que a personagem tem a perceção do vazio em que a sua vida foi mergulhada e ela precede o “julgamento”, onde é ordenado que o muro seja deitado abaixo (que é em termos cénicos, no espetáculo, o clímax da história).

Sempre achei nesta música um sentido muito peculiar e que pode ser encarado quase como um devaneio da vida moderna. O desejo de largar tudo e voltar para casa. Não se trata de voltarmos para as quatro paredes onde vivemos, mas o lugar-sentimento a que chamamos “casa” e onde gostamos de regressar. O conforto da felicidade; o colo da mãe numa noite de inverno; um abraço de um amigo que perdurou no tempo; qualquer coisa que nos mantém em segurança pela vida fora. Afastamo-nos desse momento e continuamos a lutar; seguimos o nosso caminho; rodeamos a nossa vida de grilhões e habituamo-nos à ideia de viver numa cela. Muitas vezes queremos regressar, mas continuamos, não propriamente pela culpa, mas apenas por querermos provar que somos capazes.

Um projecto megalómano apenas possível de concretizar graças ao desenvolvimento da tecnologia!

Um espetáculo nascido de um génio da música!

Um manifesto de vontades!

Um testemunho de intemporalidade!

Um privilégio para recordar!



A CACHE

Esta cache encontra-se próximo de um local conhecido como Terreiro das Bruxas, na Cascata das Aguieiras, perto de Alvarenga. Para lá chegar deverão seguir até ao waypoint "Estacionamento" e continuar posteriormente a pé pelo caminho que segue pela esquerda. Pouco depois da curva irão chegar a uma cancela fechada. Deverão então seguir pela vossa direita em direcção ao waypoint "Início da descida", onde irão encontrar um trilho de pedra que desce a encosta e que vos guiará precisamente até ao Terreiro das Bruxas, de onde a água da ribeira de Alvarenga se precipita numa queda ao longo de uma grande parede de uma altura total com cerca de 200 metros, encontrando por fim o Rio Paiva.

Depois de chegarem ao Terreiro das Bruxas, deverão encontrar um trilho que segue pela vossa esquerda. A cache encontra-se num local de fácil acesso e não deverão ter problemas em lá chegar, mas ainda assim recomendamos que tenham cuidado. Se, depois da cache, desejarem descer mais um pouco deverão ter ainda mais cuidado, já que o local é constituído por vários patamares e antes de descerem deverão ter a certeza absoluta que conseguirão sair de lá. Notem que a ascensão poderá ser mais difícil do que parece.


Indo apenas até ao local onde está a cache não irão usufruir de todos os cenários que estão representados neste listing. De Verão, ou em alturas em que haja pouca humidade/pluviosidade e com muito cuidado, é possível aceder ao waypoint "Meio da cascata". Devem levar contudo uma corda como medida de segurança. Irão ter de “destrepar” em locais ou próximos de locais com alturas consideráveis, pelo que é necessário cuidado, calma e capacidade de discernimento para escolher o melhor acesso para descer e apenas para onde tenham a certeza que conseguem sair. Em alguns sítios terão de atravessar lajes com cerca de 15/20 metros de comprimento e bastante inclinadas, pelo que é fundamental muito equilíbrio e boa aderência. Quando essas lajes estiveram com a superfície molhada, a única forma segura de descer é com cordas. Podem descarregar o track da descida aqui.



Esta cache poderá ser visitada tanto no verão como no inverno. Em alturas com mais água, a Cascata das Aguieiras é uma força da Natureza assustadoramente bela, como pode ser constatado pela primeira imagem do listing (onde está inscrita a palavra “Waterfall”), da autoria de Pedro Miguel Bastos, no entanto dificilmente conseguirão passar do local da cache. Por outro lado, quando houver menos água poderão aceder, com cuidado e segurança, a zonas muito pitorescas.



Não publiquem fotos do container e não revelem dados sobre o mesmo!

Desfrutem do percurso, protegendo a Natureza!


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Additional Hints (Decrypt)

Ab Greerveb qnf Oehknf, qronvkb qb crarqb.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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