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MISTÉRIO NAS MINAS DA BORRALHA

A cache by eterlusitano Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 02/15/2012
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2.5 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:

Esta Cache Final e respectivas letras/números pode ser obtida através da descoberta das restantes caches "Visita Guiada às Minas da Borralha" através da seguinte fórmula:

N41º E.AG W007º B.DFC



Reportagem: Borralha
31 Agosto 2006

...Não foi nas minas de volfrâmio da Borralha que Alboím perdeu a cabeça do dedo maior da mão direita, aquele que apesar do enxerto conservou o sabugo da unha e a fez crescer, centímetros abaixo da carne onde antes se agarrava. Desse trabalho subterrâneo em Pisões e do acidente com a britadora não guarda grandes recordações: as mais vivas estão aqui, na terra cheia de cicatrizes da extracção de minério e areias, perto da barragem da Venda Nova.
As feridas visíveis seguem a rota da mina abandonada, até à II Guerra Mundial a maior produtora de volfrâmio do País e uma das maiores da Europa, usado para fabricar bombas e armamento. As feridas rasgadas estão 210 metros debaixo de terra, para onde Alboím descia dentro de uma jaula; e estão também nos pulmões de Albino, compostos em 30% por pó de volfrâmio.

O mal da mina, a silicose, vitimou centenas de operários que aqui trabalharam desde 1890, data do início da exploração. A aldeia da Borralha, construída à custa do volfrâmio, está agora tão desprovida de propósito como as minas, habitada por uma centena de ex-operários e suas mulheres, mantidos por reformas e trabalhos esporádicos. Muitos não conseguem nem querem sair daqui. Passeiam as mazelas a céu aberto, as mesmas que contraíram nos subterrâneos do monte que continua a dominar o horizonte. Depois de abandonada a exploração de volfrâmio, em 1986, a terra ainda foi exaurida de toda a areia que tinha para dar. Até isso acabou, só ficou uma cratera ferrugenta onde antes existia uma encosta.

As marés de fárrea, o período áureo destas minas registado a partir da década de 30, trouxeram trabalho a Albino Gonçalves. Furava a rocha e carregava os escombros das explosões, as lajes que chegavam a ter o tamanho de um homem mesmo depois de já serem fragmentos dinamitados do filão - e por isso tinham de ser novamente divididas. "Fazia tudo a seco, 160 metros debaixo do chão", e por não humedecer o minério o pó apoderou-se dele.

A epidemia silenciosa não foi fatal, mas tirou-o das minas após dez anos de trabalho, trouxe-o à superfície, onde passou a vigilante. "Sinto todos os dias este pó de pedra, fica para sempre nos pulmões", faz perder o fôlego a cada passo, a cada palavra. Mesmo assim, Albino chorou quando fecharam as jazidas e só deixou de fumar dois maços por dia há quatro anos. Tem 68 e aspecto de octogenário, magro, pálido e rugoso. Vende no seu quintal figuras da Nossa Senhora de Fátima em volfrâmio, que alguns dizem ser resquícios do contrabando mas ele garante comprar aos farristas e apanhistas, os que andam pela zona à procura de vestígios do minério, longe das jazidas nas entranhas do monte que "ainda davam para uns 400 anos de extracção".

Foram sempre enganados, estes homens e mulheres da Borralha. Alboím ganhava 20 escudos para trabalhar oito horas por dia em 1964, o ano da sua estreia. Acabou com uma reforma de 22 contos em 1986, "que já subiu até aos 60 mil escudos", contas feitas como sabe, na moeda antiga. As condições de trabalho eram péssimas e os acidentes - quedas da jaula, descuidos com o material, "tirei de lá muitos colegas a braços - mais do que frequentes....

Espero que se tenham divertido na busca destes tesourinhos...

Additional Hints (Decrypt)

cbe onvkb qn crqen, qrvkrz vthny cs
aãb nprvgb sbgbybtf, yrirz pbz dhr rfperire...

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



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