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Ferbikes: A morte chegou silenciosa na bruma da Floresta.
Adorou todos como ela se sentaram a beber a paisagem magnífica.

Um bem hajam

Donzela

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A Donzela Sentada

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Hidden : 7/13/2012
Difficulty:
3.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size: other (other)

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Geocache Description:




A Donzela sentada

Da saga da Floresta das Sombras
Episodio III


Uma mulher entrava pelos enormes portões do Castelo magnífico que se erguia no centro da Floresta das Sombras. Tinha sido escoltada por um Vigilante. Ele fazia parte da guarda da Irmandade “Guardiões da Sombra”. Esta guarda evitava entradas e saídas daquele local mágico e impenetrável, rodeado por uma névoa protetora.

Donzela1  A Donzela andava passo a passo e apenas se lembrava que tinha tido a intenção de espreitar o Mundo exterior, os Vigilantes vieram e, em vez de a executarem, escoltaram-na de volta para a sua clausura. Lembrava-se de uns olhos verdes terem olhado para os seus e terem ganho um brilho súbito de reconhecimento. Nunca antes os dois se tinham visto, no entanto, reconheceram-se...


Tinha sido reclusa toda a sua vida, apenas lia, pintava e cantava e tinha poucas companhias nas figuras de algumas aias e vassalos do Castelo de Gelo. Nunca antes tinha visto um Vigilante.
Ouvira falar nestes soldados fiéis que patrulhavam as muralhas invisíveis da Floresta das Sombras, as aias riam e conversavam entre elas, sussurravam e segredavam. Na maioria das vezes a Donzela não ouvia, os seus ouvidos escutavam, mas ela não ouvia...estava perdida em pensamentos.

A Donzela dormia pouco, comia pouco, vivia pouco... A melhor parte do dia era o espaço de tempo entre a refeição final e a hora de recolher. Naqueles breves instantes podia olhar pela grande janela do salão do Castelo, podia ver o horizonte até onde os seus olhos alcançavam e podia ansiar por uma centelha de liberdade.

Donzela2  Depois vinha a Aia Mor e era compelida a segui-la até aos aposentos fechados e sem janelas que lhe estavam destinados, no alto da torre da ala esquerda do Castelo.

A ala direita estava interdita, nunca ninguém lá entrava. Sussurrava-se acerca de um Duque que lá se alojava e, a medo, falava-se de este ser implacável e cruel.
 

Tinha um coração de gelo, diziam. Chamavam-no Duque de Gelo por essa mesma razão. Ninguém gosta de sentir frio, ninguém queria entrar no seu domínio. A ala esquerda era a morada da Donzela, aias e vassalos. A ala direita, proibida...

A Donzela tinha então uma aia que lhe penteava os cabelos longos e os entrançava para a noite. Outra aia que a ajudava a trocar as vestes coloridas por vestes de dormir. O seu quarto não tinha janelas mas também não tinha espelhos. Nunca a Donzela tinha antes visto o seu próprio rosto de forma límpida e clara. Espreitava nos reflexos que podia...tentava ver nas pratas em que eram servidas as refeições, olhava para todas as superfícies de água com que se deparava: banho, bacias, e o riacho de hoje. Antes de olhar para aqueles olhos verdes do Vigilante (iam mais dois homens com eles mas ela não se conseguia fazer lembrar de nenhuma das suas características, apenas conseguiria descrever o Vigilante 379) estendia a mão para tocar na água do riacho porque tinha a ilusão de poder tocar a própria face, estava a ver-se, o melhor que tinha conseguido até hoje.

Os outros diziam que era bonita, ela não tinha forma de o saber. Os outros elogiavam os seus cabelos e ela apenas via as suas pontas longas. Os outros falavam da profundidade e brilho dos seus olhos, ela nem imaginava o porquê. Mas hoje tivera um vislumbre, a sua face aparecera ondeante na superfície do riacho, mas apenas por segundos. Depois ouviu cavalos a aproximar-se e o ruído estridente do relincho de um obrigado a parar bruscamente. E ela vira-o. A ele. Ao Vigilante 379. Ele identificou-se e ela também. No caminho até ao Castelo ninguém falou. Na despedida, um aceno suave de ambas as partes.

Nenhum olhou para trás na hora do adeus.

Mas nas suas memórias perdurou esse encontro orquestrado pelo destino. Todos os dias, desde então, ao acordar de madrugada, estava placidamente colocada ao lado da sua almofada uma rosa branca, à qual tinham sido retirados os espinhos. Ela colocava-a numa jarra e ia sempre adicionando uma nova rosa ao conjunto, retirava as mais velhas e colocava as novas. Até que um dia a Donzela acordou e ao seu lado repousava a mais bela rosa que já tinha visto...vermelha....


Escrito por: Cláudia Machado
Cache: By Ferbikes


A saga continua...
Episodio I: Floresta das Sombras GC3KF6H
Episodio II:O Vigilante 379 GC3Q6VXO
Episodio III: A Donzela Sentada GC3QDKK



Additional Hints (Decrypt)

Ab Zvenqbheb
Aãb é abf pnagrvebf qnf syberf r arz ab rfcryub...YBY

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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