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Moinho do Descanso (do Breyner) Traditional Cache

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miltonleopoldo: Vai ser verificada esta semana

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Hidden : 09/17/2012
Difficulty:
3 out of 5
Terrain:
2.5 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:

Contém Logbook,Caneta e TB (pelo menos agora).

O moinho do Breyner foi erguido no século XV, na margem esquerda do rio Coina, na sequência da construção de uma série de moagens da região, inauguradas pela edificação do Moinho de Corroios, este ainda datado de 1403.

É constituído por um conjunto de edifícios de planta rectangular, integrando a casa de moagem, com oito casais de mós, um corpo alongado com um andar acima da cota do rio e o sistema de rodízios abrigado sob arcadas submersas na maré cheia, a casa do moleiro, de dois pisos, e anexos destinados a armazenamento do cereal. As fundações são lançadas sobre o leito do rio, e a porta principal abre para um pequeno cais. A composição geral e distribuição dos edifícios, bem como a existência de cais de embarque, são características comuns a todos os moinhos da bacia do Seixal.

Este moinho, como os restantes na região, recebeu grandes obras de reconstrução a partir do século XVIII, nomeadamente após o terremoto de 1755. Desta forma, e apesar da recuada data da construção original, a maior parte do edifício actual, bem como o sistema de moagem, é já oitocentista, devendo-se a direcção dos trabalhos ao conceituado Mateus Vicente de Oliveira, engenheiro militar e arquitecto da Casa do Infantado.

Os moinhos servem-se de um sistema de comportas que permite o aproveitamento das duas marés diárias, recebendo a água na maré cheia, período em que as mós estão paradas, e começando a vazá-la progressivamente na baixa-mar. À medida que a água empurra as travessas dos rodízios, também chamadas de penas, estes rodam, fazendo rodar igualmente as mós. O curto tempo de moagem diário era compensado pelo grande número de mós a funcionar na região, que forneciam um serviço constante, sem o carácter aleatório dos moinhos de vento.


 

Moinho do Descanso estava ligado à  fabrica  do Breyner e era composto por duas instalações que se sobrepunham, ambas as unidades eram servidas pela água do mesmo reservatório e tinham 8 moendas, cada uma produziria em média perto de 300 Kg / dia, o que fazia deste moinho um dos mais importantes da região em termos de produtividade.

Na segunda metade do Séc.XIX , este moinho foi adaptado para uma fábrica de massas alimentícias da firma Miguéis & Filhos, que em 1895 entrou na era do vapor.  Foi ali instalada uma roda clássica, movida por um sistema de tambores e correias, que accionavam o mecanismo pelo rodízio,  tirando partido da corrente de ambas as marés, o que aumentou exponencialmente a produção. Dava na altura trabalho a cerca de quarenta almas.
Foi em 1908, que esta fábrica foi adquirida pela Companhia Nacional de Moagens, passando a fazer parte de um vasto monopólio que quando ruiu deixou profundas cicatrizes neste País.
Nos anos trinta do século XX, foi instalada no mesmo local a empresa Sereia - Fábrica de Adubos Orgânicos, Lda., produzindo farinhas, óleos de peixe e adubos orgânicos a partir dos desperdícios das  fábricas de peixe, mantendo-se em laboração até 1976.
Esta actividade foi contestada pelas populações do Seixal e de Paio Pires. Devido à moagem, resíduos e armazenagem de peixe, o cheiro nauseabundo que dali emanava ameaçava a saúde publica e afastava qualquer incauto que por ali se aventurasse, condenando todo o ambiente e sanidade mental / emocional ao mais insensível dos munícipes.
A questão resolveu-se quando sabiamente substituíram o produto final  por  conservas de peixe. Peixe esse que gozava o estatuto de fresco e poderia ser "aturado" com mais facilidade, o seu aroma deveria ser considerado perfume comparado ao da matéria prima da indústria anterior, além de dar emprego a cerca de 300 senhoras num espaço de convívio com 2500 m2.
Enlatavam-se por dia, três camionetas de sardinha em azeite, cavala, atum e carapau, que atarefadamente chegavam da lota de Setúbal.

A Sereia foi feliz até 1989, até que fechou os portões por inviabilidade financeira, e desde então que deste local só restam memórias...

 

Importante: Por uma questão de segurança a cache foi colocada do lado de fora das instalações do moinho. Desaconselho a fazer esta cache sozinho ou a noite, estamos a falar das ruinas de uma antiga fabrica.
 

Photobucket Photobucket Fontes : http://www.igespar.pt/en/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/72392/ http://ruinarte.blogspot.pt/2011/01/o-moinho-do-breyner-fabrica-sereia.html

Additional Hints (Decrypt)

Fhoverv baqr n green cergn rfgvire. Freá dhr b gryunqb pbzrçnin ndhv?

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)