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Bitaro: Esta geocache foi arquivada por falta de uma resposta atempada e/ou adequada perante uma situação de falta de manutenção.
Relembro a secção das Linhas de Orientação que regulam a manutenção das geocaches:

O dono da geocache é responsável por visitas à localização física.

Você é responsável por visitas ocasionais à sua geocache para assegurar que está tudo em ordem para funcionar, especialmente quando alguém reporta um problema com a geocache (desaparecimento, estrago, humidade/infiltrações, etc.), ou faz um registo "Precisa de Manutenção". Desactive temporariamente a sua geocache para que os outros saibam que não devem procurar a geocache até que tenha resolvido o problema. É-lhe concedido um período razoável de tempo - geralmente até 4 semanas - dentro do qual deverá verificar o estado da sua geocache. Se a geocache não estiver a receber a manutenção necessária ou estiver temporariamente desactivada por um longo período de tempo, poderemos arquivar a página da geocache.

Se no local existe algum recipiente por favor recolha-o a fim de evitar que se torne lixo (geolitter).

Uma vez que se trata de um caso de falta de manutenção a sua geocache não poderá ser desarquivada. Caso submeta uma nova será tido em conta este arquivamento por falta de manutenção.

Obrigado pela compreensão,
Bitaro
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A TOCA

A cache by Fernando Rei Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 09/28/2012
Difficulty:
3.5 out of 5
Terrain:
2.5 out of 5

Size: Size: small (small)

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Geocache Description:

A  TOCA


O lobo, quase extinto em todo o país, ainda subsiste no Parque Nacional Peneda Gerês. O lobo ibério é uma espécie que está classificada como vulnerável e encontra-se inscrita no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, ou seja encontra-se em risco elevado de extinção na natureza.

Animal lendário, o lobo povoa o nosso imaginário, carrega sobre si o título de grande matador, símbolo de crueldade, desde sempre perseguido, quase sempre incompreendido, pouco ou nada respeitado; tornou-se numa criatura mortífera, vulto negro que pela noite assombra e assusta com o seu longo uivo, prenúncio de desgraça! A imagem que nos foi plantada e que enraizou no nosso inconsciente, desde pequeninos, sobre o lobo, resulta em grande parte das suas incursões pelo mundo fantástico da literatura infantil. Nela surge-nos como personagem sanguinária, matador implacável, introduzido desta forma em contos tradicionais, tão populares como “O Capuchinho Vermelho” que na sua inocência se deixa seduzir pelo terrível lobo comedor de gente; na horrenda aventura dos “Três Porquinhos”; no logro dos “Sete Cabritinhos”. Escutamos todas elas de olhos arregalados, arrepiados com um misto de prazer e terror enquanto eram derramadas pela boca de mães, avós e professores. No entanto, em todas as batalhas travadas entre o homem e o lobo, este sempre perdeu. Não houve misericórdia, onde ambos coabitam apenas a morte desta criatura “demoníaca” traz a paz aos pastores, criadores de gado e população em geral.

Neste contexto surge a necessidade de reeducar, informar e desmistificar a imagem de “portador de morte” criada em torno do lobo. A escola tem um papel importante a desempenhar no estudo deste animal e na divulgação de novos conhecimentos junto da população em geral.

Mundialmente a área de distribuição do lobo tem vindo a diminuir, o que tem motivado por parte de organismos ligados à preservação do ambiente de um grande esforço no sentido de evitar a sua extinção. A subespécie de lobo que habita a Península Ibérica designa-se cientificamente por Canis lupus signatus e foi descrita por Angel Cabrera em 1907. Outrora distribuindo-se por toda a península, atualmente encontra-se circunscrita às regiões do Centro-Norte e Norte. Apesar de no início do século XX o lobo ocupar praticamente toda a Península Ibérica, nos dias de hoje a sua área de distribuição é cerca de 20% da área original, confinados ao interior norte da Península.

Em Portugal a população encontra-se fragmentada e está distribuída por duas subpopulações. Uma população a norte do rio Douro, distribuindo-se por três núcleos principais: o Parque Nacional Peneda Gerês, o Parque Nacional de Montesinho e o Parque Nacional do Alvão. Existe também uma subpopulação a sul do Douro. Estima-se a sua população em cerca de 300 indivíduos.

O lobo é um animal da família do cão, sendo o maior dos canídeos. Mede cerca de 70 centímetros e pesa entre 25 a 40 kg. Bastante musculado, com uma grande cabeça, membros compridos e patas muito volumosas. Geralmente, os seus olhos são cor de mel ou "amarelos". As orelhas são triangulares, pequenas mas muito rijas e a cauda é muito peluda.

No seu pêlo é possível distinguir cinco a seis cores, que estão todas misturadas: branco, negro, cinzento, grisalho, ocre e castanho. A sua pelagem altera-se conforme a altura do ano: no Inverno é mais peludo (para combater melhor o frio); no Verão, o lobo ibérico, tem menos pêlo e este é mais curtinho (assim suportam melhor o calor).

Este magnífico animal escolhe para habitar, preferencialmente, zonas de floresta com tipografia acidentada e de baixa ocupação humana.

As principais presas silvestres deste predador são o javali, o corço e o veado, enquanto que as presas domésticas mais comuns são os ovinos, os caprinos, os bovinos e os equinos. Pode também predar cães e alimentar-se de cadáveres de outros animais (necrofagia).

O lobo tem uma vida social complexa e semelhante à dos seres humanos em muitos aspetos. São monogâmicos, acasalam para toda a vida e somente o par alfa (casal dominante) se reproduz. Vivem em comunidade, alcateias que são compostas pelos dois animais reprodutores, por outros animais adultos e subadultos (descendentes ou não do par reprodutor) e pelos lobachos que nascem em cada ano.

Quando crescem, os filhos abandonam a alcateia, vão à procura de um companheiro, contudo podem permanecer no grupo familiar até aos 4 anos de idade. Vivem em média 15 anos, embora haja registo de lobos que atingiram os 17 anos em cativeiro. A maturidade sexual acontece entre os 2 e os 3 anos de idade e só se reproduzem uma vez por ano. Os nascimentos ocorrem em geral nos meses de Maio e Junho.

As suas tocas ou covis são buracos situados em zona de vegetação densa, debaixo de rochas, em grutas ou aproveitando e alargando tocas de raposas. São usadas exclusivamente para o nascimento e a proteção das crias. As lobas parem uma ninhada por ano, após um período de gestação de cerca de 2 meses. As crias, entre 3 e 7 indivíduos, nascem com os olhos fechados e têm inicialmente necessidade constante dos cuidados maternais. Por volta dos 11 a 15 dias de vida, abrem os olhos, mas só começam a ver relativamente bem já com várias semanas de idade. Nesta fase, as crias têm os seus movimentos bastante limitados, só o fazem junto à toca e com a progenitora sempre na sua proximidade. Permanecem numa área de criação e são amamentadas e alimentadas com comida trazida pelo macho.

As lobas são mães muito cuidadosas, sempre que suspeitam que a toca foi descoberta mudam os lobachos para uma nova localização. Por volta de outubro as crias abandonam a área de criação e passam a acompanhar a alcateia nas suas deslocações. Nesta fase os restantes membros da alcateia também colaboram nos cuidados prestados às crias, brincando com elas, lambendo-as, desparasitando e ajudando na sua alimentação. Os lobos são muito protetores em relação aos lobachos e chegam mesmo a adotar crias orfãs.

Na caçada é o chefe que vai à frente e os outros seguem-no em silêncio. Quando encontram uma presa, dois atacam enquanto os restantes cercam. O par dominante é o primeiro a comer, depois quando eles terminam servem-se os restantes membros da alcateia . Ao contrário dos humanos, os lobos não matam para se divertirem mas apenas para se alimentarem.

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O uivo do lobo, caraterística tão peculiar neste animal, parece servir fundamentalmente para que se possam localizar depois de ações de caça. No entanto, em determinados momentos, os lobos uivam como que para exprimir a sua excitação, mesmo estando reunidos, nestes momentos foram coros maravilhosos nos quais às vozes mais graves dos machos, se juntam as vozes mais agudas das fêmeas e das crias.

As causas do declínio do lobo são, fundamentalmente, a perseguição direta e o extermínio das suas presas selvagens. O declínio é atualmente agravado pela fragmentação e destruição do habitat e pelo aumento do número de cães assilvestrados. A perseguição direta movida por pastores e caçadores, a caça furtiva com armas de fogo, remoção das crias das tocas, armadilhagem e envenenamento, devem-se à crença generalizada de que o lobo ataca o homem e os animais domésticos.

A escassez de presas naturais, provocada pela excessiva pressão cinegética sobre os cervídeos e pela destruição do habitat, leva a que, de facto, os lobos por vezes ataquem os animais domésticos. No entanto, em áreas onde as presas naturais abundam, os prejuízos provocados pelo lobo no gado são quase inexistentes.

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O habitat do lobo tem diminuído em dimensão, mas também tem sido fragmentado em pedaços pela construção de grandes infraestruturas, como autoestradas, parques eólicos e barragens. Podem ser uma ameaça direta, como é o caso das vias rodoviárias, na origem de muitas mortes por atropelamento, por exemplo. Mas também uma ameaça indireta pois a própria extensão e localização de certas infraestruturas podem provocar um desequilíbrio do ecossistema, ao impedir a livre circulação dos animais.

Torna-se fundamental a adoção de medidas práticas de conservação desta espécie, que passam pela proteção do seu habitat, reintrodução de espécies da sua alimentação natural (cervideos e javalis) e aceitação de baixas nos rebanhos que coabitam no mesmo território, com respetiva indemnização aos pastores lesados.

Não deixemos desaparecer da vida selvagem o Lobo Ibérico!

Fonte: http://www.portal.valedominho.net/

Additional Hints (Decrypt)

Ngraçãb àf pbbeqranqnf r nbf ngevohgbf.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



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