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Nossa Senhora da Luz

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Hidden : 12/28/2012
Difficulty:
3 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size: micro (micro)

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Geocache Description:

Esta cache é para dar a conhecer esta linda igreja de Nossa Senhora Da Luz. A cache nao esta nas coordenadas da cache.

 A IGREJA MATRIZ DE N.ª S.ra DA LUZ – A primitiva igreja de Santa Maria da Luz, conhecida a partir de 13 de Setembro de 1509, foi sendo sujeita a obras de manutenção e de ampliação até à primeira década do séc XVIII. Seria reconstruida e ampliada de 1714 a 1748, durante o reinado de D.João V que lhe ofereceu “o sino grande” de 177 quilos. Ampliada e modificada pelo vigário João Jorge Bettencourt que construiu a torre sineira e nela colocou, além do “sino grande”, os dois sinos laterais, o dos quartos de hora e o das horas, bem como o relógio de pesos com corda para oito dias, oferta de Arsénio de Mendonça, perdurou até ao ano de 1964. O mesmo vigário mandou amurar o adro, calcetá-lo com pedra de calhau escolhida e embelezá-lo com largas passadeiras de pedra calcária branca, avivadas com losangos e círculos subdivididos, tornado-o assim o adro mais espectacular de toda a ilha que pelos anos quarenta e cinquenta não só pertencia a toda a gente, sem qualquer descriminação, como era o parque de recreio dos rapazes e das raparigas das três escolas das circunvizinhanças da igreja, onde havia sessões de cinema e de ilusionismo, o lugar onde os habitantes dos diferentes sitios montavam as baracas para receberem as oferendas das romagens para serem arrematadas no dia da festa. Essa igreja que perdurou até o ano de 1964, era um edíficio orientado no sentido Norte-Sul, sólido e robusto, alto e espaçoso, bastante arejado, com cantarias de pedra rija na porta de entrada, na arcada para a capela-mor, na sacristia e nas capelas laterais. Um incêndio, ocorrido na madrugada de 20 de Setembro de 1964, destruiu-a quase totalmente. Em seu lugar, foi construido o actual templo cujos custos foram suportados, na sua quase totalidade, pela bondade e generosidade dos gauleses, tanto residentes, como ausentes. Da igreja antiga tudo levou descaminho, nada resta, nem a estátua de mámore da Senhora da Luz que encimava o coruchéu da torre, nem as cantarias, nem os sinos, nem o maquinismo em cobre dos três relógios. Até as próprias pedras da calçada do adro levaram descaminho.

 A FESTA DA PADROEIRA – A festa em honra da Senhora da Luz, a padroeira da freguesia de Gaula desde a sua fundação, é celebrada anualmente no domingo da semana que contém o dia 8 de Setembo, o dia do nascimento da estrela de primeira grandeza chamada Spica, a espiga de trigo segura na mão direita da Virgem, simbolo da procriação da espécie humana, representada desde a antiguidade numa constelação do céu austral. Os homens mais importantes e mais abastados da freguesia foram, em tempos idos, os mesários da confraria e os mordomos da sua festa anual. Nesse dia sai uma procissão muito concorrida por devotos, muitos vindo de outras freguesias, que dá a volta ao quarteirão que contém a igreja paroquial e cujo ponto de atração é a imagem da Senhora da Luz, carregada de ouro, produto de promessas e doações.

 O ROUBO DO OURO DE N.ª SENHORA – Todo o ouro das promessas e das ofertas feitas à Senhora da Luz desde a criação da paroquia, pesando alguns quilos, foi roubado na madrugada duma segunda feira de Setembro do ano 1918, após a sua festa anual. António de Nóbrega, o Pilro, um moço da Quinta de São João onde sua mãe era criada, em rapaz, um tanto traquinas, foi acusado pelo professor Luis Pedro de Castro e Abreu, genro do morgado de São João, e pelo vigário da freguesia, na altura, o P.e João Jorge Bettencourt, de ter sido o autor do roubo. Luis Pedro de Castro e Abreu, além de professor primário, de fazer de solicitador e de advogado, era também detentor de vários cargos públicos na administração do concelho e na Càmara de Santa Cruz. António de Nóbrega, acusado por testemunhas de peso, foi julgado no Tribunal de Santa Cruz que o condou a cumprir 20 anos de degredo na ilha S.Tomé dos quais, por bom comportamento, apenas cumpriu dezoito anos. Quando o levaram preso para a ilha de São Tomé deixava a mulher e a filha que na acosião tinha dois mezes de idade. Na prisão, partia partia pedra durante o dia e à noite recolha à masmorra. Era muito devota de N.ª S.ra da Luz a quem recorreu durante uma grande trovoada que fulminou sete prisioneiros que se tinham abrigado debaixo dum imbondeiro, tendo ele se salvado com mais dois companheiros, devido a se terem, a seu conselho, acolhido a uma lapa. O verdadeiro ladrão, tendo emigrado para os Estados Unidos da América, na hora da morte, mandou uma carta ao vigário de Gaula, na altura o P.e João Pedro que a leu no púlpito na “missa do dia”. O homem dizia ter sido ele o autor do roubo do ouro de cujo acto estava arrependido e pedia perdão aos gaulezes. Dizia que, ao se sentir perseguido pelo povo que, em grande quantidade e em grande tropel, o vinha perseguindo, tinha escondido todo o ouro numa parede do caminho de concelho, no lado direito da Capela da Mãe de Deus Caniço. A confraria de N.ª S.ra da Luz mandou mesários e homens que escavacaram a parede ao longo de uma grande extenção mas, que se saiba, nada foi encontrado até hoje.


A COROAÇÃO DA PADROEIRA DA FREGUESIA DE GAULA – Em 15/08/1958, numa cerimónia que teve lugar no adro da igreja matriz, o bispo da diocese do Funchal, D.David de Sousa, veio a Gaula coroar a imagem de N.ª S.ra da Luz com duas coroas de ouro cravejadas de pedras preciosas e dois diamantes que pesam1.038 gramas. Essas coroas foram adquiridas devido a uma recolha de donativos pelas pessoas da freguesia, residentes e ausentes, levada a efeito pelo mesário Januário José Lobo, descendente duma familia tradicionalmente devota da Senhora da Luz, à qual aderiram 635 pessoas, entre crianças e adultos, umas com ofertas em dinheiro, desde a menor, no valor de 5$00, à maior, no valor de 6.292$00 e outras em ouro, desde 0,8 gramas a 3,6 gramas. Essas coroas, anualmente exibidas na festa da Senhora da Luz, foram salvas do incêndio de 1964 que destruiu a antiga igreja matriz, devido a estarem guardadas num cofre à prova de roubo e de fogo, adquirido com o remanescente das promessas a das ofertas feitas a quando da campahna de angariação de fundos para a compra das duas coroas para a Senhora da Luz Actualmente, o chamado “o oiro de Nossa Senhora”, do qual fazem parte as duas coroas adquiridas em 1958, peza alguns quilos.

A CRUZ MANUELINA – A igreja de Nossa Senhora da Luz de Gaula possuiu durante séculos, não se sabe desde quando, uma cruz processional de prata, em estilo gótico, recoberta com uma espessa pátina de ouro, muito valiosa pela sua raridade e pelo seu valor artístico que, até 1994, pertenceu à confraria de N.ª Sra da Luz desta freguesia onde se encontrava guardada no respectivo escritório, dentro de rico estojo de pelúcia. Tem 70 centimetros de altura e sem a cobertura de ouro, que lhe foi roubada no ano de 1954, pesa 1730 gramas. Em 1882 foi requisitada a fim de figurar numa exposição de arte ornamental realizada em Lisboa. Em 1994 voltou a ser lavada de Gaula, desta vêz para Sevila, Espanha, a fim de figurar numa exposião durante as comemorações do Tratado de Tordesillas. Depois de ter marcado presença nessa exposição, por ordem do bispo, a cruz gótica da igreja de Gaula, também por ordem do mesmo bispo, acabaria por ficar depositada no Museu de Arte Sacra, como se alguma vêz lhe tivesse pertencido, com a agravante de, despicientemente, nenhum responsável ter dado a mínima satisfação à população da freguesia de Gaula, ou, que mais não fossse, à Confraria de N.a Senhora da Luz, por direito, sua única proprietária e, até então, a sua fiel depositária.

A cache para obteres as coordenadas finais tens que saber as seguintes datas. O dia do incendio e o ano. ___ Stembro a) 18=402 b) 20=474 c) 21=710 Do ano____ d)1897=472 e)1964=656 f)1970=995 coordenadas finais N 32 ° 40. a ,b ou c W 016 ° 48. d,e ou f

Additional Hints (Decrypt)

N iretn-gr

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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