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Traditional Geocache

Moinhos Modernos

A cache by JoanCarl Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 1/17/2013
In Santarém, Portugal
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size: micro (micro)

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Geocache Description:


Moinhos modernos

Com o tempo, novas técnicas foram adaptadas para fazer face às necessidades do nosso quotidiano. Nomeadamente, no mundo industrial está bastante implícito a competitividade. Para responder a este facto, novas medidas tiveram que ser tomadas levando o Homem a ser substituído pelas máquinas, diminuindo a mão-de-obra e os custos, aumentando assim a produtividade no mesmo espaço de tempo. Os processos que hoje estão instalados nas fábricas mais modernas têm por base os métodos mais tradicionais, mas de um modo mais industrializado. Todas estas mudanças aconteceram, devido às exigências que esta sociedade de consumo impõe.

No início do século XX existiam dois tipos de fábricas:
Moagem de espoadas e moagem de ramas.
As fábricas de moagem de espoadas eram as de maiores dimensões, com equipamentos mais sofisticados e com uma produção mais elevada.
As fábricas de moagem de ramas eram essencialmente as fábricas pequenas, ou seja, as azenhas (moinhos de água) e os moinhos de vento. Mais tarde, algumas fábricas de moagem de ramas já eram movidas com energia eléctrica, mas o processo de moagem era o mesmo. A diferença entre estes dois tipos de fábrica não era só a dimensão, mas também os processos de fabrico de cada uma. As fábricas de moagem de rama faziam a sua moenda num só acto. O grão entrava no olho da mó e esta expelia o produto moído que era a farinha integral (farinha mais o farelo). Posteriormente era tudo peneirado para fazer a separação. As fábricas de moagem de espoadas eram compostas por vários actos de moenda em que cada mó tinha a sua função.
Actualmente, não se faz a diferenciação entre estes dois tipos de fábrica, existindo só fábricas de moagem.

O cereal que é transformado não provém só do nosso país porque Portugal não é um grande produtor de cereais, sempre dependeu de terceiros. Sendo assim, os cereais são importados dos Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha e França. Normalmente, chega por via marítima aos portos de Lisboa e Leixões e posteriormente é transportado para as unidades fabris por via rodoviária ou ferroviária.
O cereal ao chegar à fábrica é sujeito a uma pré-limpeza, ou seja, passa por um equipamento onde lhe é tirado as poeiras, palhas, pedras, ou qualquer sujidade mais acentuada, com maior granulometria. Seguidamente, o cereal é colocado nos silos, onde posteriormente vai para a primeira limpeza. Esta consiste em limpar e preparar o cereal para ser aditivado com água e entrar nos silos de repouso, onde têm que permanecer mais de 24h. Este processo é contínuo visto que existe vários silos. Quando o cereal sai do silo de repouso, passa por um outro aparelho de limpeza onde lhe vai ser retirado algum gérmen que não tenha sido detectado nos aparelhos da primeira limpeza. O que lhe foi retirado da primeira e da segunda limpeza, a casca do cereal, é a chamada sêmea ou farelo que é o subproduto da fábrica de moagem e que é encaminhado para os silos do farelo. Depois de todo este procedimento entramos então no processo de moenda. A balança ordena a saída do cereal dos silos de repouso para os moinhos. O cereal entra no primeiro triturador (moinho) e em seguida é peneirado. Este processo é repetido pelos seis moinhos seguintes. Estas peneirações servem para separar a farinha do farelo, onde este vai ser adicionado ao subproduto atrás mencionado (silos do farelo). A farinha segue para os silos da farinha.

A farinha para chegar ao cliente pode ser colocada em sacas ou transportada a granel. Hoje em dia, as sacas estão cada vez mais em desuso, pois a mão-de-obra esta cada vez mais cara e escassa. Chama-se granel ao transporte de farinha dentro de uma cisterna. Este tipo de transporte está a começar a ser muito utilizado, pois é muito mais prático, económico, poupa-se tempo e mão-de-obra.

O cereal

A composição química dos cereais varia de acordo com as características do solo, com as condições ambientais e com a sua variedade.

O trigo, planta herbácea da família das gramineas, contém, aproximadamente, 72.7% de glícidos; 10.2% de proteínas; 2.0% de lípidos e 13.1% de água. É o cereal mais utilizado na produção de farinhas panificáveis devido ao elevado teor proteico. A cultura do trigo não necessita, apenas, de solos profundos em que ocorra a mistura de argilas, sílica, húmus e elementos calcários mas também de abundância orgânica, fertilizantes e correctivos.

O milho é uma planta anual da família das gramineas, que contém, aproximadamente, 72.3% de glícidos, 9.3% de proteínas, 4.9% de lípidos e 11.9% de água, e é um dos cereais mais cultivados em todo o Mundo quer como forragem verde quer em grão, a sua produção tem como objectivo o consumo humano assim como a obtenção de amido. Sem modificações genéticas, tem a propriedade de produzir pão de melhor qualidade que se conserva durante mais tempo, não necessita de fertilizações elevadas e é capaz de tirar melhor partido das condições adversas do meio em que se encontram (solos ácidos e com toxicidade em alumínio, insuficiências em água de rega, por vezes pobres em fósforo e em potássio).

As farinhas

Independentemente do cereal que dá origem à farinha, esta é classificada de acordo com as características que apresenta. Sendo assim, podemos definir farinha como o produto que resulta da moenda de grãos de um ou mais cereais, maduros, sãos, não germinados e isentos de impurezas. A sua composição química é uma mistura complexa de componentes orgânicos – macromoléculas (amido e proteínas), açucares, lípidos, e matéria inorgânica – sais minerais e água.

De acordo com a legislação existente em Portugal, Portaria nº254/2003 de 19 de Março de 2003, publicada no Diário da Republica 66 – SÉRIE I – B, são considerados vários tipos de farinha:

- “«Farinha corrigida» a farinha resultante de uma mistura com outros ingredientes, aditivos e auxiliares tecnológicos com o objectivo de garantir a sua estabilidade funcional;

- «Farinha composta» a farinha resultante da sua mistura com outros ingredientes, aditivos e auxiliares tecnológicos, incluindo os aditivos permitidos para os produtos finais a cujo fabrico se destina a farinha;

- «Farinha autolevedante» a farinha composta para usos culinários, resultante da adição de levedantes químicos legalmente autorizados, a um ou mais tipos de farinha extrema”.

Todos estes tipos de farinha são manipulados devido à adição de componentes químicos, tais como, aditivos alimentares e autolevedantes. Um aditivo alimentar é qualquer substância com ou sem valor nutritivo que por si só não é um género alimentício, nem ingrediente característico de um género alimentício, em que a sua adição intencional tem como finalidade tecnológica ou organoléptica, em qualquer fase de obtenção, transformação, preparação, tratamento, acondicionamento, transporte ou armazenamento de um género alimentício. Os aditivos alimentares não abrangem contaminantes nem substâncias adicionadas aos géneros alimentícios com o objectivo de lhes manter ou melhorar as propriedades nutritivas. A maior parte da classificação dos aditivos alimentares baseia-se na função que estes desempenham no alimento, o que é útil pois colocam-se moléculas de estrutura e propriedades físico-químicas semelhantes numa mesma categoria.

Assim é possível encontrar as seguintes categorias ou classes de aditivos alimentares: corantes, conservantes, antioxidantes, emulsionantes, espessantes, gelificantes, estabilizantes, intensificadores de sabor, acidificantes, correctores de acidez, antiaglomerantes, antiespumas, edulcorantes, levedantes químicos, sequestrantes, amidos modificados, antiespumantes e aromatizantes.

Os aditivos alimentares são autorizados na Comunidade Europeia apenas se:

- existir uma necessidade tecnológica para a sua utilização; - não induzirem o consumidor em erro; - não apresentarem nenhum dano para a saúde do consumidor.

Numa perspectiva pormenorizada, a farinha tem na sua composição mais de 70% de amido, sendo o amido um glícido que pertence à família dos açúcares. O amido é composto por dois tipos de moléculas, ambas com uma estrutura semelhante a um colar, onde nas pontas estão as unidades de glucose.

Um desses tipos de moléculas é linear – a amilose – e o outro ramificado – a amilopectina.

Acontece que, nas farinhas, existe normalmente umas enzimas – as amilases – que, na presença de água, catalisam (aceleram) a quebra (hidrólise) de algumas ligações das moléculas de amido, daí resultando glucoses lineares ou maltoses, que são dimeros de glucose (moléculas constituídas por duas glicoses ligadas entre si).

E a levedura tanto gosta de glucose como de maltose e utiliza-as como fonte de energia para o seu metabolismo.

O que faz a massa subir é o gás (o dióxido de carbono) que a levedura produz quando se alimenta dos açúcares existentes na massa. Como Pasteur dizia: «fermentar é viver sem oxigénio». É que no interior da massa o oxigénio é bastante limitado, por este motivo a levedura fermenta, produzindo o dióxido de carbono que falamos anteriormente, que é o etanol, mais conhecido como álcool etílico e muitos outros compostos que conferem óptimos sabores e aromas ao nosso pão.

É aqui que entram as proteínas do cereal, dependendo das suas características vai originar um tipo de pão diferente, de melhor ou pior qualidade, de acordo com o cereal que lhe deu origem.

Cultura / Tradição

Desde há muitos séculos que o povo português aproveita a energia da natureza para seu próprio proveito. Os moinhos de água e os moinhos de vento são exemplo disso mesmo, pois eram utilizados para a produção de farinha que era indispensável para a fabricação de um alimento muito característico da mesa portuguesa – o pão. Por esse motivo, os moinhos são e devem continuar a ser preservados em Portugal, pois transmitem um saber e uma cultura com muitos séculos de existência e de tradição.
A CACHE

Peço que sejam discretos na busca da cache, porque em alguns momentos do dia passa muito transito derivado às fábricas da zona. A sua durabilidade depende disso.

O container contém stashnote e logbook.
Levem material de escrita.
Divirtam-se e boas cachadas.
Não mudem o container se sítio por favor, deixem tudo como encontraram.


PÓDIO

Additional Hints (No hints available.)



 

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Last Updated: on 8/26/2017 2:01:16 PM Pacific Daylight Time (9:01 PM GMT)
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