Skip to Content

<

O Sobral

A cache by pjruivo Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 02/20/2013
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size: regular (regular)

Join now to view geocache location details. It's free!

Watch

How Geocaching Works

Please note Use of geocaching.com services is subject to the terms and conditions in our disclaimer.

Geocache Description:


O Sobral

 Tal como os vinhedos do vale do Douro ou a mata Atlântica no Brasil, as florestas de sobreiros são um ecossistema muito particular, de delicado equilíbrio e que subsiste apenas na bacia mediterrânica (Argélia, Marrocos) sobretudo nas regiões a sul da Península Ibérica e com influência atlântica como é o caso de Portugal, um país que se orgulha de possuir a maior extensão de sobreiros do mundo (730 mil hectares, cerca de 33% da área mundial). Considerado património nacional, há séculos que o montado de sobro é legalmente protegido (Decreto-lei nº 169/2001), sendo proibido o seu abate e incentivada a sua plantação e exploração, uma iniciativa em que Portugal foi pioneiro e que se tem revelado acertada, pois actualmente, a extracção da cortiça para o fabrico de rolhas transformou-se numa indústria de enorme importância económica e este país, o seu principal exportador mundial.

A beleza natural

Em Portugal, montado de sobro representa cerca de 21% da área florestal e é responsável pela produção de mais de 50% da cortiça consumida em todo o mundo. Predominante arborizado pela espécie Quercus, o montado apresenta grandes extensões de azinheiras (Quercus Retundifolia), pequenas áreas de carvalho negral (Quercus Pyrenaica) e, sobretudo, de sobreiros (Quercus Suber L). De toda a flora do montado, o sobreiro é o espécimen mais numeroso, estando disseminado por todo o país, do Minho ao Algarve, exclusão feita às zonas mais adversas de Trás-os-Montes e os mais frios cumes e vertentes do norte de Portugal. Existem ainda pequenos bosques que são considerados reservas ecológicas como a da Serra do Gerês e de Bornes, mas também a das Serras da Estrela, Marão, Lousã, Gardunha e Caramulo.No entanto, é costume associar o sobreiro à paisagem alentejana, onde de facto, subsiste em grandes concentrações. Devido ao escasso povoamento desta região, a sua sobrevivência foi mais fácil, embora também tenha sofrido 'baixas' nas guerras peninsulares que marcaram a expansão territorial portuguesa durante sete séculos. Só a partir do século XVIII, com o início da exploração da cortiça, é que se começou a olhar o sobreiro com o respeito sentido e devido a uma das árvores mais características de Portugal. Foi durante esta época que foram introduzidas técnicas de desbaste seletivo e de baixa densidade da zona arborizada para aproveitamento dos solos para a prática agrícola. Graças a estas iniciativas, no final do século XIX,os sobreirais portugueses eram considerados os mais bem tratados do mundo. Árvores frondosas e imponentes, os sobreiros podem por vezes chegar aos vinte e cinco metros e viver até aos trezentos anos, nunca deixando de servir quem os rodeia: as populações que periodicamente as despem dessa sua casca tão especial, caso único entre as cascas de outras árvores, e que as protege tanto das mais gélidas invernias como dos frequentes incêndios que marcam os verões secos e escaldantes que caracterizam as regiões mediterrânicas. É este tecido vegetal que continua a surpreender a comunidade científica pela polivalência das suas qualidades, que resguarda do fogo as partes vitais da árvore, permitindo a sua renovação, num ciclo de vida que atravessa gerações e que assegura a sustentabilidade ambiental, já que todos os descortiçamentos (ou tiradas) são exercidos de forma manual e cuidadosa, para não causar qualquer dano ao sobreiro ou ao meio envolvente. A capacidade de regeneração desta árvore é tal, que mesmo sem serem utilizados herbicidas químicos, fertilizantes ou irrigação, durante os nove anos que separam cada tirada, a casca volta a nascer e a cortiça fica pronta para ser de novo recolhida.Nestas florestas de rara beleza, Homens e animais convivem serenamente, como sempre conviveram desde que, em tempos longínquos, o Homem se apercebeu do muito que o sobreiro tinha para oferecer para além da sua cortiça. Ainda hoje caça nos seus bosques, apanha o mel dos seus cortiços, os cogumelos que crescem em abundância na base dos troncos, usa a sua lenha para combustível e os seus frutos, as bolotas, como alimento para os seus rebanhos. É também o crescente plantio do montado de sobro que impede a desertificação do sul de Portugal, uma região seca, árida e de terrenos arenosos, pois ajuda a reduzir a erosão dos solos e assegura a subsistência das suas populações.

“Quem se preocupa com os seus netos, planta um sobreiro”. É este velho mas sábio ditado popular que os pais insistem em transmitir aos seus filhos. As gentes da terra sabem que o seu futuro e o dos seus descendentes passa não só pela exploração da cortiça e o fabrico de rolhas, como pela manutenção da riquíssima biodiversidade ambiental do montado e até do equilíbrio do próprio clima. Além da capacidade de produção de oxigénio, uma característica comum a todas as árvores, o sobreiro possui uma estrutura celular única e muito particular, que o torna capaz de reter o dióxido de carbono, o principal responsável pelo aquecimento global do planeta

 

This page was generated by GeoPT Listing Generator

Additional Hints (No hints available.)



 

Find...

303 Logged Visits

Found it 280     Didn't find it 1     Write note 15     Temporarily Disable Listing 1     Enable Listing 1     Publish Listing 1     Owner Maintenance 4     

View Logbook | View the Image Gallery of 29 images

**Warning! Spoilers may be included in the descriptions or links.

Current Time:
Last Updated:
Rendered From:Unknown
Coordinates are in the WGS84 datum

Return to the Top of the Page

Reviewer notes

Use this space to describe your geocache location, container, and how it's hidden to your reviewer. If you've made changes, tell the reviewer what changes you made. The more they know, the easier it is for them to publish your geocache. This note will not be visible to the public when your geocache is published.