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Fortaleza de Valença

A cache by AK team & XXL team Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 04/11/2013
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


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Fortaleza de Valença do Minho

Classificada como Monumento Nacional, a Fortaleza de Valença assume particular importância pela dimensão, com uma extensão de muralha de 5,5 quilómetros, e história, tendo sido, ao longo dos seus cerca de 700 anos, a terceira mais importante de Portugal. A presença militar só terminou em 1927, com a saída do último batalhão do Exército. No século XVII, no contexto das Guerras da Restauração da Independência Portuguesa, construiu-se uma impressionante fortificação abaluartada, de patamares sobrepostos para melhor aproveitar as condições topográficas do local, projecto grandioso que se assumiu como obra de propaganda e de ameaça face à vizinha Espanha.

As origens da cidade são, contudo, anteriores. Elas remontam à viragem para o século XIII e ao reinado de D. Sancho I, monarca que coutou a povoação e a entregou a Paio Carramundo, com a obrigação de a povoar e organizar. Face à natureza expansionista do bispo de Tui e do mosteiro de Ganfei, a fundação da localidade insere-se no processo de reconhecimento da autoridade régia no Alto Minho, que percorre grande parte da política real durante a primeira dinastia. Imediatamente se terá construído um primitivo reduto defensivo, sucessivamente reformado ao longo dos séculos seguintes. Com foral a partir de 1217, e com cintura de muralhas datadas, muito provavelmente, da mesma época, Valença foi assumindo uma importância estratégica no contexto das relações do Minho com a Galiza, estatuto reforçado por ser o principal ponto de passagem entre as duas regiões.

O que resta da fortaleza medieval data do reinado de D. Afonso III. Em 1262, o rei ordenou uma grande reforma do sistema militar da vila, cujas muralhas passaram a abarcar toda a povoação. Desconhecemos, em grande parte, a sua configuração, pelas múltiplas transformações posteriores, mas restam ainda alguns vestígios que podemos atribuir a essa época.

Na Porta do Açougue, virada a Norte, é ainda possível verificar a existência de um escudo medieval na pedra de fecho. A porta da Gabiarra, voltada a nascente, era a principal entrada na fortaleza, dando para a zona ribeirinha e para a barca que fazia a travessia do Minho. Assumia-se como uma entrada triunfal, de grande impacto cenográfico e onde se concentravam os elementos identificativos do patrocínio régio, compondo-se por uma passagem ladeada harmonicamente por duas imponentes torres quadrangulares.

No final da Idade Média, como desenhou Duarte d'Armas, a fortaleza afonsina foi complementada por barbacãs e por uma couraça, elementos que revelam a sua importância no período de transição para a guerra de pólvora.

Chegados ao século XVII, Valença era uma das localidades mais expostas aos ataques espanhóis, cujas tropas a tentaram tomar em 1643 e 1657. A localização privilegiada no curso do Minho e as condições do terreno possibilitaram a construção de uma das mais significativas realizações militares da História de Portugal. O projecto ficou a dever-se a Miguel de l'Escole, engenheiro militar com outros trabalhos documentados em fortalezas do Alto Minho, arrancando as obras em 1661. Estas, só ficaram formalmente concluídas em 1713, ano em que uma planta do seu último arquitecto, Manuel Pinto de Vilalobos, a dá como concluída, embora existam referências à construção de baluartes nos anos seguintes.

Meio século de trabalhos alteraram radicalmente a fisionomia de Valença e a relação da localidade com o rio, separados, a partir daí, por uma gigantesca malha de baluartes e de patamares comunicantes entre si através de fossos e de passagens superiores. Planimetricamente, a nova fortaleza dividia-se em duas áreas, ainda hoje bem vincadas, inter-ligadas pela Porta do Meio: a Norte, abrangendo o velho núcleo medieval, a "Vila", onde se concentrava o grosso da população e os principais equipamentos sociais; a Sul, correspondendo a uma área menor, mas praticamente desimpedida de construções, a "Coroada". A rodear os dois espaços urbanos, uma densa malha de baluartes, revelins e fossos isolava a cidade e permitia uma ampla área de visibilidade e de fogo.

Considerada como a mais importante fortificação do Alto Minho, objeto de diversas intervenções de conservação e restauro ao longo do século XX, as estruturas que chegaram até nós encontram-se em bom estado de conservação, abertas à visitação pública.

S. Teotónio - O primeiro santo português nasceu em Valença


Teotónio nasceu na freguesia de Ganfei, Valença, em 1082. Com apenas 10 anos foi estudar para Coimbra onde se distinguiu entre os demais pela sua inteligência e valor das suas virtudes.

Em 1098 vai para Viseu continuar os estudos junto do prior da ordem de Santo Agostinho. Teotónio afastava-se de todos os prazeres que não fossem da mais pura ordem espiritual. Todo o tempo achava pouco para rezar a Deus, consolar os aflitos, tratar os enfermos, e conduzir os homens pelo caminho da virtude. O clero respeitava-o e admirava-o. Contudo para evitar ser nomeado bispo, sai de Portugal como peregrino rumo a Jerusalém onde passa um ano a imitar os passos de Jesus.

Volta a Portugal e durante a viagem dá-se o seu primeiro milagre. O navio em que seguia foi assaltado por uma violenta tempestade. Na eminência de um naufrágio Teotónio dirige-se aos navegantes e promete que se todos se arrependessem dos seus pecados e devidamente confessados a tempestade passaria e as suas vidas seriam salvas. O vento deixou de soprar...as ondas amansaram...o mar acalmou e ficou tranquilo como um lago.

De regresso são e salvo a Portugal, a ordem de Santo Agostinho resolvem fundar uma pequena comunidade em Coimbra, e contra sua vontade, elegem Teotónio o seu prior-mor em Santa Cruz. O convento de Santa Cruz tornou-se um colégio de estudos superiores e rapidamente adquiriu a importância de uma universidade.

Sempre que o rei Afonso Henriques empreendia uma batalha, cerco ou assalto a terras e castelos, aconselhava-se com Teotónio. Tinha por ele tanta amizade e dedicação que o havia escolhido para seu conselheiro e director espiritual. Nesses momentos de batalha, Teotónio e os seus religiosos rezavam no claustro de Santa Cruz pedindo a Deus que estivesse do lado dos portugueses no bom combate.

Aos 70 anos Teotónio abandonou o seu priorado voltando a ser um simples religioso, renunciando assim às honras com que reis e papas queriam consagrá-lo.

Faleceu em 18 de Fevereiro de 1162 aos 80 anos. O seu muito amigo rei D. Afonso acompanha os últimos momentos exclamando: "Primeiro sua alma há-de entrar no céu que o corpo na sepultura." Logo o rei começou a tratar da canonização do seu querido santo. Um ano depois Teotónio é canonizado.

Os milagres que depois da sua morte se vão sucedendo foram tantos que pouco tempo depois da sua morte, a sua imagem já havia subido aos altares. Santo Teotónio foi considerado o nosso primeiro santo que houve no reino de Portugal. O seu corpo encontra-se numa urna de prata que em 1630 foi depositada ao lado de D. Afonso Henriques na igreja de Santa Cruz de Coimbra.

Valença tornou o dia da sua morte em Feriado Municipal - 18 de Fevereiro.

Additional Hints (Decrypt)

Rfgvpn-gr!

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)