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Milagre da Fonte Santa #1 Traditional Cache

Hidden : 05/20/2013
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:

Milagre da Fonte Santa

  


O MILAGRE DA FONTE SANTA “Conta a tradição que a 11 de Agosto de 1623, no local onde hoje se encontra a FONTE SANTA, a pouco mais de um quilómetro de Ansião, junto de uma eira, sob a ardência dos raios solares, estava uma criança a brincar com umas flores campestres, guardando o milho que naquela eira seus pais tinham a secar. Recomendaram-lhe seus pais que não abandonasse a eira, mas a criança mortificada pela sede, esquece aquela recomendação e vem a casa pedir água. A mãe irada por a filha ter transgredido as suas ordens, não só lhe não deixou beber água, como a castigou e obrigou a voltar com sede para a eira. A pobrezinha lá foi chorando a sua desdita, sentar-se na eira junto das flores colhidas já quase secas, como secos seus olhos estavam de chorar. Ninguém ouvia os seus gemidos, ninguém passava que a socorresse, e a infeliz não podendo por mais tempo suportar a sede que a devorava, lembrou-se de Nossa Senhora; ajoelhou, com as mãos erguidas, olhos fitos no céu, aquele anjo depois de ter pronunciado as primeiras palavras da Ave Maria, vê junto de si, cercada de um resplendor imenso, a Rainha dos Anjos a dizer-lhe: «Não chores filha, procura nessa areia e encontrarás água.» A tremer, a criança, volve com as mãos a areia e encontra logo água cristalina com que matou a sede que a consumia. Poucos momentos depois, passaram por ali varias pessoas que ficaram admiradas de verem a criança a beber água num local onde bem sabiam não a haver horas antes, e interrogando-a, ouvem aqueles lábios juvenis que já sorriam de alegria, contar a milagrosa aparição de Nossa Senhora. A nova bem depressa se espalhou por toda a freguesia de Ansião e o povo correu a procurar naquela água remédio para as suas doenças, e levado de santo fervor mandou construir naquele lugar uma fonte de cantaria que é conhecida pelo nome de FONTE SANTA em que mandaram gravar a seguinte inscrição: «ESTA FONTE APPARECEU A 11 DE AGOSTO DE 1623» Algumas pessoas mais devotas de Nossa Senhora lembraram-se de colocar no nicho da FONTE SANTA uma imagem da Virgem e encontrando uma nas ruínas da antiga igreja paroquial de Ansião, em S. Lourenço, mandaram-na pintar e no meio de grandiosos festejos para lá a conduziram e ali se conservou até á construção da capela da Constantina, onde hoje se venera o milagrosa imagem, sob a invocação de Nossa Senhora da Paz. Instituiu-se então naquela capela a Confraria de Nossa Senhora da Paz, em reconhecimento das mercês com que a mesma Senhora favorecia o povo da freguesia de Ansião e dos contínuos milagres por ela praticados. Os irmãos da confraria pediram ao Rei D. Filipe III confirmação para o compromisso que tomaram de velarem pelo culto de Nossa Senhora da Paz, de se amarem uns aos outros com verdadeira caridade cristã, socorrendo-se mutuamente nas suas necessidades e em louvor de Deus e da Santíssima Virgem reunirem os pobres na capela da Constantina uma vez cada ano e dar-lhes um bodo em memória dos finados. A Confirmação foi-lhes dada em alvará de 30 d’Outubro de 1624. Com o andar dos tempos arruinou-se a fonte e a água deixou de correr. Em Junho de 1905, devido aos esforços da Confraria de Nossa Senhora da Paz e por meio de subscrição entre o povo da freguesia de Ansião a fonte foi reparada e hoje como outrora na FONTE SANTA, corre a água cristalina com que os doentes vindos de toda a parte se curam dos seus padecimentos, e aos pés da Virgem da Paz, na sua capela da Constantina, todos encontram consolação para as suas mágoas, alívio para as suas dores e a esperança de pela sua intercessão alcançarem a felicidade eterna.”

Reedição Grupo de Jovens da Constantina 1984 (Transcrição do documento original)

Uma joia da arte religiosa na paróquia de Ansião. Construída no séc. XVII, na sequência do “milagre da Fonte Santa”.

Na povoação de Constantina. A sua Capela é uma joia da arte religiosa na paróquia de Ansião.

Trata-se de um belo e espaçoso templo, edificado no século XVII, na sequência do milagre da Fonte Santa, para acolher os peregrinos que ali acorriam em grande número na busca de "remédio" para os seus problemas e sofrimentos ou para agradecerem à Senhora da Paz os benefícios recebidos.

Quem vem do lado da Fonte Santa, depara-se com uma larga escadaria de pedra que dá acesso a uma galilé alpendrada, com cobertura assente em dez colunas. A data de 1623, que se encontra na verga da porta principal, indica, provavelmente, a data da construção. No campanário tem a data de 1692 e o sino exibe a legenda: "SNRA DA PAZ ORA PRONOBIS", e a data de 1746.

O interior evidencia ainda a época áurea de outros séculos, quando esta localidade era o centro de convergência de inúmeros peregrinos. De nave única, o teto é em madeira e o púlpito e escada são em pedra. Tem coro em madeira, a que se acede por uma estreita escada lateral.

Tem dois altares colaterais com mesa de pedra, retábulo de talha dourada e nichos, um dedicado a Santo António (o do lado esquerdo), o outro, a S. Bento (o do lado direito). Estes altares foram recuperados em 1993 pelo departamento de Arte e Arqueologia da Escola Superior de Tecnologia de Tomar.

O belo e gigantesco arco cruzeiro, em cantaria, faz a ligação da nave à Capela-mor e é lavrado e decorado por losângulos e assente em colunas salomónicas e motivos geométricos ornamentais.

O teto da Capela-mor é constituído por 35 caixotões decorados com laçarias, ramos de plantas, conchas, motivos geométricos, torres, igrejas e árvores; os do fecho têm entre a ramagem a coroa real da dinastia de Bragança.

Nas paredes laterais encontram-se telas pintadas com motivos alusivos ao Génesis. Na parede do lado Sul: Eva a colher a maçã da árvore onde a serpente se envolveu; Adão e Eva juntos à árvore da vida; e, por último, Deus, Adão e Eva (com inscrição).

A parede lateral Norte da Capela-mor possui quatro retábulos com telas que representam o Anjo no momento da expulsão; a Expulsão de Adão e Eva; os filhos de Adão e Eva: Caim e Abel (Caim mata Abel); e Nossa Senhora da Conceição tendo nos pés a serpente.

O retábulo do Altar-mor é constituído por dois níveis com cinco pinturas seiscentistas sobre tábua de carvalho: no plano inferior, do lado esquerdo da imagem de Nossa Sra., está uma pintura de Jesus Cristo com três lanças apontadas ao coração de Maria; do outro lado, a Visitação de Maria a Santa Isabel; ao centro, a imagem de Nossa Senhora sobre um pequeno estrado suportado por três cabeças de anjos; no plano superior à imagem da Nossa Sra. está uma pintura de Nossa Sra. que investe um bispo, entregando-lhe a casula (veste litúrgica para a celebração da missa), a mitra (insígnia eclesiástica que cobre a cabeça) e obáculo (bordão); do lado esquerdo, uma pintura mais pequena retrata o nascimento de Jesus; e, do outro lado, a Virgem com o menino ao colo.

A capela tem Confraria com livro de estatutos e compromissos datado de 1623, assinado por D. Filipe III de Portugal.

Este bonito templo, rico pela sua história e pela arte pictórica que ostenta, está em vias de classificação.


Geocaches

Anualmente no segundo Domingo do mês de agosto, realiza-se o regresso em procissão da imagem da Nossa Senhora da Paz à capela da Constantina, que na noite anterior faz o trajeto ao contrário em procissão de velas.

O principal objetivo deste percurso, constituído por três geocaches tradicionais mais uma de bónus, é mostrar todo o trajeto da procissão que começa na Fonte e acaba na Capela, desfrutando de belas paisagens de campo rural ao longo de aproximadamente 800 m (11 mins).

Se pretendem fazer o percurso a pé, deveram ter atenção ao local de estacionamento junto à geocache #1

As geocaches #1, #2 e #3 são constituídas por um recipiente micro, com livro de registos, nota informativa e sem material de escrita.



Geocache Bónus

A geocache não se encontra nas coordenadas indicadas! Para isso é necessário fazer o pequeno percurso constituído pelas três geocaches, em que nos respetivos livros de registo encontra-se números que correspondem às letras que representam as coordenadas de acesso à Geoache Bónus (ex.: D = 22).


N 39º 55.A
W 008º 25.BC


A geocache bónus é constituída por um recipiente normal, com livro de registos, nota informativa e material de escrita.


Additional Hints (Decrypt)

Onfr qb cbfgr

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)