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Casal da Aroeira Traditional Cache

Hidden : 07/25/2013
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:

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Das esparsas edificações que existiram até ao século XX na zona da Aroeira, a de que temos a notícia mais antiga é o «Casal da Aroeira», ou «do Arneiro», a qual deveria corresponder à actual «Casa da Aroeira», situada entre o Pinhal da Aroeira e o Pinhal do Arneiro, e registada na cartografia do século XIX e XX. Documentada no século XVII, esta propriedade aparece na cartografia até aos anos 60-70 do séc. XX e ainda hoje existe uma propriedade chamada do Pinhal da «Casa da Aroeira» ou «do Inglês» como também é conhecida, situada entre a Urbanização da Aroeira e a estrada de acesso à Fonte da Telha, e onde se encontra uma antiga residência originária já da 1.ª metade do século XX. [ 1.ª Rev.] Encontramos pelo menos 3 registos do século XVII sobre o Casal da Aroeira, dois que se encontram transcritos nos Livros da Câmara Eclesiástica de Lisboa e um citado no Index das notas de vários tabeliães de Lisboa, entre os anos de 1580 e 1747 (obra em 4 tomos com extractos de escrituras coligidos por Luiz Montez Matoso). Os documentos da Câmara Eclesiástica referem que em 1657, o Padre António Soares de Albergaria (1581, Castelo Branco - + 1662 c., Almada, ver apontamentos biográficos no post «Figuras de Almada (2): Padre António Soares de Albergaria, Historiador e Heraldista») tinha edificado no seu Casal da Aroeira, na freguesia de Nossa Senhora do Monte de Caparica, termo da vila de Almada, uma Ermida ou Capela dedicada a Jesus, Maria e José, a Sagrada Família. Na sequência da edificação da Capela o Padre António Soares de Albergaria apresentou uma petição ao Cabido da Sé de Lisboa para se lhe conceder Licença para nela se celebrar Missa como Ermida pública, o que lhe foi concedido por uma Provisão dada em Lisboa, a 11 de Julho de 1657 e registada à folha 294, do Livro IX de Registo da Câmara (cfr. Arquivo Histórico do Patriarcado de Lisboa, U.I. 317, ff. 294-294v), com o seguinte sumário: «Provisão de Licença ao Padre António Soares de Albergaria, para se dizer Missa na Ermida de Jesus, Maria e José, que edificou junto das casas da sua quinta do Casal da Amoreira (sic), na freguesia de Nossa Senhora do Monte de Caparica, termo da vila de Almada». No mesmo livro na folha 294v, regista-se ainda a Escritura de Dote para a constituição da fábrica da Ermida, que era uma das condições necessárias para obter a referida licença, as outras eram ter acesso público e estar decentemente fabricada e com todos ornamentos necessários para a celebração do culto religioso. Na Escritura, feita em 5 de Junho de 1657 por Manuel Medeiros Caldeirão (Tabelião público da vila de Almada), o Padre António Soares de Albergaria, Clérigo do Hábito de S. Pedro, vincula 3$000 réis anuais dos seus rendimentos para a referida fábrica da «Ermida de Jesus, Maria e José, que tinha edificado no seu Casal chamado da Roera, no termo da vila de Almada». É curioso verificar que esta Ermida ou Capela originária de 1657, não aparece posteriormente referida, nem em Corografias e Dicionários Geográficos do século XVIII, nem nas Memórias Paroquiais da Caparica de 1758, tal pode indicar que a mesma, ou pela sua localização remota e certamente isolada, ou por uma existência efémera, poderá ter sido pouco conhecida à época. De facto logo passado 5 anos da fundação da Capela, em 1662, o Casal da Aroeira (então chamado «Casal do Arneiro»), era aforado pelos herdeiros do Padre António Soares de Albergaria, Manuel Soares de Albergaria, seu sobrinho, e respectiva mulher D. Joana Brandoa (moradores em Lisboa, na rua dos Galegos), a um tal Bartolomeu Rodrigues, conforme se regista numa Escritura de aforamento de 7 de Novembro de 1662, nas notas de Gaspar Cardoso, tabelião em Lisboa (Index de Notas de Vários Tabeliães de Lisboa, T. IV, p. 71). Da documentação recolhida não foi possível determinar qual o destino desta propriedade, existem no entanto algumas pistas: Em 1700 um dos pinhais que confrontava com a Quinta da Charneca de Luís de Sousa Valdez (depois Quinta de Cima de Feliciano Velho) era o Pinhal de D. Fernando de Almeida, tio do 3.º Conde de Assumar/1.º Marquês de Alorna. Em 1814/1816 é referido que o Pinhal da Aroeira fora confiscado ao Marquês de Alorna. Tudo parece pois indicar que o Casal e Pinhal da Aroeira tenham sido adquiridos no último quartel do século XVII por D. Fernando de Almeida tendo depois passado à posse da Casa de Alorna. Entretanto (depois da 1.ª edição deste artigo) foi possível confirmar na Lista dos Fregueses de N:ª Sr.ª do Monte de Caparica no ano de 1745, que o Casal da Aroeira pertencia ao já referido Conde de Assumar, residindo nele 6 pessoas, um casal, três criados, e um mateiro. [2.ª Rev.] Segundo apurámos junto do Sr. Salgueiro (actual caseiro do Pinhal da Casa da Aroeira, ou Pinhal do Inglês), já no século XX o Pinhal e a Casa da Aroeira entram na posse de um senhor inglês de nome Alfred Sindley (?), estando actualmente na posse do seu filho, terá sido este Sr. Alfred Sindley responsável pela actual Casa da Aroeira, uma residência simples da primeira metade do séc. XX, que de acordo com o Sr. Salgueiro não terá mais de 60-70 anos, o que faria com que tivesse sido construída por volta dos anos 4o do século XX. [ 1.ª Rev.]. Em 1972 o Pinhal da Aroeira era pertença de Alda Maria do Rosário Harriet da Silveira Bulloch e fazia extrema a norte com as Quintinhas, a nascente com Valbom, a sul com o Pinhal do Arneiro dos herdeiros de Domingos de Sousa e Holstein Beck, e a poente com o Pinhal dos Medos da Direcção Geral dos Serviços Florestais, conforme se depreende do Decreto n.º 213/72 de 26 de Junho. Este Decreto clarifica os limites administrativos entre os concelhos de Almada e Seixal, determinando que a extrema entre os dois concelhos seja estabelecida pela extrema entre o Pinhal da Aroeira e o Pinhal do Arneiro [3.ª Rev.].

Additional Hints (Decrypt)

craqhenqn

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)