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DINOSSAUROS

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4.5 out of 5
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Introdução

A história dos dinossauros é tão magnífica quanto impressionante. Foram um grupo de animais pré-históricos que povoaram a Terra durante a era Mesozóica e deles fazem parte os maiores animais de todos os tempos. Apareceram durante o período Triássico, há cerca de 231 milhões de anos e foram extintos no final do período Cretáceo, há 66 milhões de anos. Foram os animais terrestres dominantes durante 165 milhões de anos e deixaram um registo fóssil extraordinário que nos permite saber um pouco sobre eles, como viveram e como morreram. O nome dinossauro significa “lagarto terrível”, embora os dinossauros não fossem lagartos mas sim um grupo distinto de répteis, bastante diferente dos répteis atuais. Os primeiros fósseis encontrados pareciam representar algum tipo de animal monstruoso e a imagem popular que temos dos dinossauros é a de animais gigantes, ferozes e imponentes.

No entanto, nem todos os dinossauros eram grandes ou carnívoros, a maioria dos dinossauros que existiram eram na verdade animais herbívoros possivelmente tão pacíficos como uma girafa ou um elefante. Existiram dinossauros de diversas formas, tamanhos e características, tal como acontece com a grande diversidade de animais que existem hoje em dia. Ao longo de milhões de anos, os dinossauros foram evoluindo a partir das primeiras espécies, mais pequenas, até darem origem a espécies de grandes dimensões que preenchem o nosso imaginário, um fenómeno chamado de gigantismo. Entre os diversos tipos de dinossauros que existiram, podemos destacar os terópodes, que incluíam grandes carnívoros tais como o tiranossauro e o alossauro; os saurópodes, como o gigante de longo pescoço diplodocus; os ceratopsídeos, como o triceratops ou os estegossauros, tendo o dinossauro com o mesmo nome como principal representante. Apesar da extinção dos dinossauros, um pequeno grupo evoluído a partir dos dinossauros terópodes sobreviveu e continuou a sua linhagem até aos nossos dias: as aves.



Quando e Onde Surgiram

Os dinossauros surgiram há cerca de 231 milhões de anos, em meados do período Triássico e extinguiram-se à aproximadamente 66 milhões de anos, data que marca o final do período Cretáceo e da era Mesozóica. Antes do aparecimento dos dinossauros, deu-se uma extinção em massa tão devastadora que se estima ter desaparecido 90% da vida marinha e 70% dos animais terrestres. Esta extinção marcou o fim do período Permiano e o início ao Triássico, há cerca de 251 milhões de anos. Os ecossistemas terrestres demoraram cerca de 30 milhões de anos a recuperar desta extinção devastadora e os dinossauros começaram a aparecer durante essa altura. Inicialmente os dinossauros habitavam livremente o super continente – a Pangeia – que se estendia de pólo a pólo. Eram animais relativamente pequenos, tanto carnívoros como herbívoros, que, com o decorrer do tempo, foram superando outros de maior porte mas menor sucesso na luta pela sobrevivência.

Os dinossauros foram-se adaptando às condições existentes na Terra e o seu sucesso como animais dominantes no planeta estendeu-se por 165 milhões de anos – a que podemos chamar de era dos dinossauros. Para ter uma ideia de quão longa foi a era dos dinossauros, os seres humanos modernos (Homo sapiens) só habitam o planeta há cerca de 0,2 milhões de anos. Estamos mais próximos do tempo do tiranossauro (0,2 para 66 milhões de anos) do que o tiranossauro dos primeiros dinossauros que existiram (66 para 231 milhões de anos). Com a evolução e adaptação que foram sofrendo aos mais variados níveis, os dinossauros chegaram ao período Jurássico com um tamanho médio superior, com uma classe carnívora bem definida e herbívoros com defesas mais evoluídas, como couraças, espinhos, placas de protecção, maior densidade óssea em zonas mais sensíveis, entre outras. O período Jurássico (202 – 145 milhões de anos), um pouco por culpa do grande sucesso do cinema «Jurassic Park», é popularmente visto como o período onde habitaram alguns dos dinossauros mais famosos, como o tiranossauro. No entanto, ainda faltariam muitos milhões de anos para surgir. O grande predador do Jurássico era o alossauro, numa época em que viveram também o estegossauro, o braquiossauro e muitos outros, incluindo alguns dinossauros bizarros. O período Cretáceo (145 – 66 milhões de anos) é um pouco ilusório no que diz respeito à evolução dos dinossauros. É neste período que se encontram mais e melhores registos fósseis, bem como foi a época em que maior número de dinossauros habitaram a Terra, no entanto, a diversidade diminuiu e isso pode ter contribuído para a extinção. Apenas dois grupos significantes de dinossauros se diversificaram – os ceratopsídeos e os hadrossauros. As plantas angiospérmicas começaram a dominar a flora e, apesar de vários dinossauros herbívoros se alimentarem destas, a maioria alimentava-se das plantas gimnospérmicas e não conseguiram acompanhar o ritmo das alterações do ecossistema no que dizia respeito à alimentação. A extinção dos dinossauros foi acelerada pelo evento que os dizimou, mas é possível que se tivessem extinto de qualquer forma dada a baixa diversidade que apresentavam nessa altura. Outros animais, porém, ganharam vantagem nisso, como os insectos e os mamíferos. Os lagartos, as cobras, os crocodilos e os pássaros também se diversificaram, sendo as aves descendentes dos dinossauros terópodes. As tartarugas mantiveram-se praticamente inalteradas, desde que surgiram há 215 milhões de anos, até aos dias de hoje.



Modo de Vida

Os dinossauros não eram todos iguais. Variavam em forma, hábitos alimentares, vida, necessidades, tamanho ou peso. A sua morfologia variava consoante os seus hábitos alimentares, uma vez que estes a condicionavam e influenciavam. A maioria dos dinossauros herbívoros eram animais pesados, atarracados, alguns deles lentos, com metabolismo também lento, a maioria pacífica e que vivia em manada. Sendo eles presas, muitos desenvolveram características morfológicas específicas de defesa, quase os fazendo assemelhar a tanques. Algumas destas são, por exemplo, os esporões, as placas nas costas, cristas, cornos, carapaças. Todas estas técnicas eram modos de sobreviver ou evitar serem atacados com sucesso por dinossauros predadores, protegendo os seus pontos vitais mais sensíveis. Mas nem todos os dinossauros herbívoros cumpriam estes requisitos, sendo que alguns deles apostaram antes na leveza e velocidade para poderem escapar. Normalmente os dinossauros mais ágeis eram também pequenos, o que lhes permitia abrigarem-se para escapar. Os maiores herbívoros eram mesmo os saurópodes, que mediam entre 6 a 45 metros de comprimento, de pescoço longo e cauda comprida e estreita como um chicote.

Já os dinossauros carnívoros eram animais relativamente ágeis, adaptados para a caça em altas velocidades. O facto de terem o osso da bacia separado, semelhante à bacia das aves, permitia que se deslocassem em duas patas posteriores mais fortes, sendo as anteriores mais atarracadas. A sua boca era a sua arma mais terrível, com dentes numerosos, afiados, curvados para dentro, de modo a fazer gancho para não largar a presa e cónicos para rasgar carne. Alguns destes dinossauros, como os famosos velociraptores, desenvolveram uma unha que funcionava como gancho que segurava a presa, do modo a não fugir, sendo que também a usava para esventra-la. No caso dos dinossauros predadores, as suas dimensões eram, normalmente, medianas, mas nunca tão grandes como os predados. O maior dinossauro carnívoro conhecido foi o espinossauro, com medidas entre os 13 e os 18 metros de comprimento e entre 7 a 20 toneladas de peso.



Porque Eram Tão Grandes?

Um dos aspetos que nos fascina em relação aos dinossauros é o seu tamanho. Porque eram tão grandes? Porque motivo nenhum animal terrestre atual se aproxima do tamanho que alguns dinossauros atingiam? O que era diferente na altura? Inicialmente os dinossauros eram quase todos de pequenas dimensões (também chamados de protodinossauros), chegando a haver espécies do tamanho de cães e mesmo de galinhas. No entanto, esta característica foi-se alterando, até ao ponto em que uma grande percentagem atingiu dimensões colossais. Um exemplo dessas enormes proporções é o argentinossauros, que chegava a pesar 100 toneladas, ou o diplodocus, cujos achados fósseis revelaram poder ter chegado a medir 45 metros de comprimento.

O fenómeno do gigantismo, porém, ocorreu em muitos animais e não apenas nos dinossauros. Importante também referir que, se em alguns casos os dinossauros evoluíram para espécies muito maiores, outros continuaram relativamente pequenos. Uma das teorias para este fenómeno associa o desenvolvimento do gigantismo ao aumento do CO2 (dióxido de carbono), que se acumulou na atmosfera. Consequentemente, deu-se o aumento das temperaturas – aquecimento global – que foi propício ao aumento de tamanho e de quantidade das plantas angiospérmicas, o que significa que havia maior disponibilidade de alimento, crucial para o desenvolvimento de animais de grandes portes. Por outro lado, o facto de haver uma temperatura superior também leva a que haja uma diminuição do metabolismo, e, por consequente, um fácil aparecimento do gigantismo. Os dinossauros herbívoros que se adaptaram, foram tomando proporções cada vez maiores, e os carnívoros foram evoluindo igualmente para tamanhos superiores, de forma a conseguirem continuar a competir pelo alimento. Outra teoria defende que os dinossauros de maiores dimensões tinham vantagens sobre outros dinossauros mais pequenos (por exemplo na defesa contra predadores) e por isso a seleção natural levou a que as espécies dominantes fossem cada vez maiores. Um diplodocus de 45 metros de comprimento parece virtualmente imune a qualquer predador. Mas claro que aqui se coloca a questão dos próprios predadores. Um carnívoro de 13 metros, como o tiranossauro, limitava-se a caçar animais pequenos? Ou seria necrófago (alimentar-se de carcaças que encontrava, em vez de caçar animais vivos)? Não podemos também ignorar o nosso conhecimento limitado sobre a fauna que existia há tantos milhões de anos atrás. Conhecemos apenas os animais que chegaram até nós no registo fóssil. Um animal pequeno (ossos pequenos) é muito mais difícil de preservar do que um monstro de 20 ou 30 metros (ossos enormes). Quer isto dizer que conhecemos muitas das grandes espécies, mas podemos não conhecer muitas das espécies pequenas e isso pode-nos levar a ter uma ideia errada do tamanho médio dos dinossauros. O motivo pelo qual não temos, hoje, animais terrestres do tamanho dos maiores dinossauros, pode ser em termos simples explicado pela evolução. Os dinossauros dominaram o planeta durante 165 milhões de anos, tempo suficiente para a natureza experimentar todos os tamanhos e feitios. Num dado momento da história da vida na Terra, ser gigante poderia ser uma vantagem. Depois, deixou de o ser. No último período dos dinossauros, o Cretáceo, sabemos que habitaram grandes dinossauros como o tiranossauro, mas também dinossauros muito pequenos, como o microraptor, que não ultrapassava 90 centímetros de comprimento e um quilo de peso. Mesmo após a extinção dos dinossauros, um grupos de dinossauros muito mais pequenos sobreviveu. As aves.

Todas as criaturas acabam por morrer. 90% de todos os seres que já habitaram a Terra, estão hoje extintos. A história da Terra conta-nos que existem períodos calmos, com maior ou menor duração, que terminam bruscamente com uma extinção em massa das espécies existentes. A mais popular das extinções é a dos dinossauros. Os dinossauros foram extintos há 66 milhões de anos, no final do período Cretáceo e da era Mesozóica. O evento que fez desaparecer os animais que, apesar de nunca termos conhecido, preenchem o nosso imaginário, arte e cultura, é objeto de repetidos estudos que procuram uma resposta simples: porque se extinguiram?



Quando os dinossauros subitamente desapareceram

A extinção dos dinossauros é referida cientificamente como a extinção K-Pg (anteriormente extinção K-T), onde K é a abreviatura do período Cretáceo, que terminou e Pg a abreviatura do período Paleogeno, que teve início. Tratou-se de um evento que, subitamente, aniquilou quase toda uma dinastia de criaturas, com populações numerosas pelo planeta, apta a diversos tipos de climas, habitats e com dietas variadas. Para além dos dinossauros, desapareceram nessa extinção os pterossauros, os mosassauros, os plesiossauros, as amonites e algumas espécies de peixes, mamíferos, aves e tubarões.

Contudo, vários outros animais que com eles habitavam sobreviveram, aparentemente sem problemas, tais como alguns lagartos, rãs, tartarugas, salamandras, diversas espécies marinhas, crocodilos e vários tipos de mamíferos e artrópodes – sem esquecer um tipo de dinossauro terópode a que hoje chamamos de aves. Mas vamo-nos focar nos dinossauros. E antes de passarmos às principais teorias que procuram explicar a sua extinção, vamos recuar um pouquinho no tempo e perceber que o futuro dos dinossauros já poderia estar em cheque.



Os dinossauros já estavam destinados a extinguir-se?

Independentemente dos fenómenos que tenham provocado a extinção dos dinossauros, algo de errado já se passava na sua diversidade. A extinção em massa pode ter apenas apressado algo que iria acontecer de qualquer jeito. Nos últimos dois milhões de anos antes da extinção, muitos grupos de dinossauros eram raros ou já se encontravam extintos – casos dos saurópodes e dos estegossauros, por exemplo.

Quase todos os dinossauros que viveram entre os 68 e os 66 milhões de anos pertenciam aos grupos dos hadrossauros e do ceratopsídeos, com alguns terópodes carnívoros entre eles. Esta fraca diversidade pode ter ocorrido devido a uma falha na adaptação ao meio e/ou uma variabilidade genética empobrecida. As alterações do ecossistema ao nível da alimentação dos herbívoros podem ter sido uma das causas, uma vez que as plantas angiospérmicas surgiram em força e muitos dinossauros não estavam adaptados a esse tipo de alimento. Tudo o que afectava os herbívoros, também afectava naturalmente os carnívoros que deles se alimentavam. É possível que os dinossauros não durassem muito mais tempo, mas alguma coisa acabou de forma brusca com a sua dinastia. O que aconteceu há 66 milhões de anos?



Teoria do impacto de um asteróide

São conhecidas cerca de 80 teorias que tentam explicar este desaparecimento, onde até se incluem presumíveis ataques de extraterrestres. Mas a teoria mais aceite na comunidade científica é a de um impacto de um asteróide. Sabe-se que o nosso planeta sofreu uma colisão com um asteróide há 66 milhões de anos e que, com ou sem outros fatores à mistura (como atividade vulcânica intensa, alteração na temperatura e outros), extinguiu cerca de 75% da vida na Terra.

A teoria da colisão com um asteróide foi pela primeira vez proposta por Luís Walter Alvarez (prémio Nobel da Física em 1968) e pelo seu filho Walter Alvarez. Tiveram por base a camada de irídio, presente em quantidades consideráveis nas rochas que marcaram o fim do período Cretáceo e que podem ser vistas por todo o mundo. Este elemento é raro na superfície da Terra – mas encontrado com frequência em corpos celestes como asteróides e cometas. Apesar de existirem várias crateras na Terra resultantes de impactos com asteróides, a cratera de Chicxulub, soterrada debaixo da Península do Iucatã, no México, é identificada como a fonte do material encontrado na borda do Cretáceo com o Paleogeno. O asteróide, que media entre 10 a 15 quilómetros, terá chocado com a Terra há 66,043 milhões de anos e a extinção em massa ocorreu durante os 33 mil anos que se seguiram.



Teorias alternativas

É possível que o impacto não tenha sido motivo para a extinção em massa, ou que tenha contribuído, juntamente com outros fatores, para o que aconteceu. Existem registos paleontológicos de uma intensa atividade vulcânica. A ter ocorrido, poderia explicar algumas das pistas: apesar do irídio ser raro na superfície da Terra, esse elemento existe no interior do planeta e é expelido pelos vulcões, pelo que uma actividade vulcânica longa explicaria a camada de irídio que hoje encontramos nos estratos.

Também explica uma condensação de gases na atmosfera, que teriam causado um arrefecimento e posteriormente um efeito de estufa. Hoje em dia podemos ver que um só vulcão, em erupção, expele uma grande coluna de fumo para a atmosfera. Se em vez de um vulcão fosse uma grande quantidade deles, por todo o globo, dá para imaginar o inferno que não teria sido o mundo naquela época. Em 2013, num artigo publicado na National Geographic, o geólogo Paul Renne propôs a ideia de que os dinossauros já se encontravam extintos no momento da colisão, devido ás intensas erupções vulcânicas que precederam o impacto. Segundo Renne, “nunca ninguém encontrou o fóssil de um dinossauro não aviano exatamente na linha de impacto (…) por isso, e falando com rigor, os dinossauros não avianos” – todos os dinossauros não relacionados com as aves – “talvez já se encontrassem extintos quando se deu o impacto.”. Dada a consistência destas hipóteses, é inclusive proposto na comunidade científica que a extinção tenha sido resultado de todos estes fatores em simultâneo (geologicamente falando, não estamos a falar de um dia ou dois mas sim alguns milhares de anos), o que tornariam a vida no planeta bastante difícil para a maioria dos seres vivos.



Enigmas por desvendar

A extinção dos dinossauros, apesar de intensamente estudada, não deixa de ser algo misteriosa, dado não ser possível viajar no tempo ou recriar de forma exata o nosso mundo há dezenas de milhões de anos. Um dos enigmas associados à extinção dos dinossauros é a descoberta de fragmentos fósseis pertencentes a hadrossauros, datados de há 64,8 (+/- 0,9) milhões de anos. Ou seja, depois da extinção.

A confirmar-se estas datações, significa que alguns dinossauros terão sobrevivido pelo menos mais 300 mil anos. Tal descoberta, apesar de interessante, não muda o facto de que os dinossauros se extinguiram mesmo, de uma forma mais ou menos gradual.



O azar de uns, a oportunidade de outros

Apesar de cerca de 75% da vida na Terra ter sido extinta há 66 milhões de anos, o vazio provocado pela extinção acabou por se revelar uma oportunidade para outros animais aparecerem e proliferarem. Os mamíferos diversificaram-se imenso no período Paleogeno, incluindo cavalos, baleias, morcegos e claro os primatas, dos quais nós fazemos parte.

As aves, descendentes dos dinossauros terópodes, também aproveitaram desde cedo a oportunidade de reconstituir a fauna do nosso planeta. Aves gigantes e não voadoras como a gastornis (2 metros de altura), a dromornis (3 metros de altura) e as predadoras aves do terror foram algumas das espécies que povoaram o planeta.



Vai acontecer outra vez?

A extinção dos dinossauros foi a quinta extinção em massa que o planeta sofreu (ou da qual temos registo). Por ordem:

1.450-440 milhões de anos: transição entre o período Ordoviciano e o período Siluriano, extinguiram-se entre 60% a 70% de todas as espécies;

2.375-360 milhões de anos: entre os períodos Devoniano e Carbonífero, extinguiram-se 70% das espécies;

3.251 milhões de anos: a maior de todas, entre os períodos Permiano e Triássico, extinguiram-se 90% a 96% das espécies;

4.201 milhões de anos: entre os períodos Triássico e Jurássico, extinguiram-se 70% a 75% das espécies;

5.66 milhões de anos: extinção dos dinossauros na transição entre o período Cretáceo e Paleogeno, extinguiram-se 75% das espécies.

Olhando para estes números, percebemos que extinções em massa ocorrem de forma cíclica. Também percebemos que, se acontecer outra vez, nós seremos afetados – de uma maneira ou de outra. A diferença para as extinções em massa anteriores, é que a hipotética sexta grande extinção está a ser provocada por interferência humana. Através da poluição, do aquecimento global, da desflorestação e destruição de diversos habitats, da caça furtiva, tráfico e muitas outras atividades relacionadas com a atividade e expansão humana, estamos a guiar milhares de espécies para a extinção. Só nos últimos séculos, estão registadas oficialmente as extinções de 897 espécies, das quais 763 são animais. O ser humano contribuiu decisivamente para a extinção de animais icónicos como o dodo, a quagga, o tigre-da-tasmânia, o pombo-passageiro, o puma-oriental e muitos outros. E estivemos também envolvidos na extinção de animais mais antigos, pelo menos desde há 40 mil anos. Sinal de extinção em massa? Atualmente não existe consenso, mas o número de animais e plantas que desaparecem a cada ano são alarmantes. Mesmo que queiramos analisar a situação de uma forma egoísta, pensar só em nós, convém lembrar que a sobrevivência da nossa espécie está dependente de muitas outras. Como disse um dia Albert Einstein, “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, então o homem só terá mais quatro anos de vida.” Pelos animais que já se extinguiram infelizmente nada pode ser feito. Pelos que ainda estão vivos, temos esse dever enquanto ainda temos hipótese. Se dentro de algumas décadas virmos desaparecer os grandes felinos, as baleias, as abelhas, os elefantes, as rãs e muitos outros animais que já estão em risco, a questão da sexta extinção fica respondida com a resposta que nenhum de nós quer dar. Seguiremos o mesmo rumo dos dinossauros.





INFO



Tempo estimado para concluir a Letterbox: 4 - 5 Horas



Material necessário:

- GPS;

- Fita Métrica;

- Smartphone/Tablet com leitor de QR Code;

- ...e internet no Smartphone/Tablet







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