Skip to content

Igreja de Santa Justa - Terreiro da Erva Traditional Cache

This cache has been archived.

Zitos: Pedimos desculpa pelo incómodo. Apenas quisemos transformar esta cache numa mais interessante, mas foi um erro. Vamos fazer um cache nova, uma vez que no site dá para alterar tudo, menos o tipo de cache que é. Como tal vamos fazer uma do início, mas multi-cache, para vos podermos mostrar mais um pouco de história.´

More
Hidden : 04/09/2015
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

Join now to view geocache location details. It's free!

Watch

How Geocaching Works

Please note Use of geocaching.com services is subject to the terms and conditions in our disclaimer.

Geocache Description:


Atenção: a cache não se encontra nas coordenadas indicadas!

É conhecido atualmente como o “Terreiro da Erva”, embora a toponímia revele ainda dois outros espaços: a Quinta do Prior e o Adro de Santa Justa. A toponímia esclarece a “estranheza” de vermos um adro sem igreja. Desta igreja resta só a capela-mor e a capela da epístola, meias soterradas.

Imagem 1 – Terreiro da Erva (Vista aérea e localização).

As notícias mais antigas que existem sobre a atual zona do Terreiro da Erva remontam a 1100, (Teixeira, 1890:173; Brito, s.d:146), data de fundação de um mosteiro dedicado a Santa Justa, padroeira dos oleiros. De facto, a zona encontra-se em pleno bairro medieval das olarias.

Embora o arquiteto Walter Rossa (2001:284), proceda a uma referência de existência a uma evocação a Santa Justa e Santa Rufina, já no ano de 1098.

Imagem 2 – Relicário das Santas Justa e Rufina (séc. XVI).

No ano de 1102, o Bispo de Coimbra D. Maurício, doou a igreja de Santa Justa, ao abade D. Hugo em honra de Santa Maria da Caridade, para que quando os monges franceses viessem a Coimbra, lhes servisse de recolhimento.

Após expulsão dos monges, passou a ser sede de paróquia, tendo sido habitada pelos Cónegos Regrantes, na forma de uma doação real efetuada em 1152.

Na época afonsina a igreja, o claustro e as construções anexas, foram reedificadas pelo Presbítero Rodrigo, assim o testemunha o epitáfio do mesmo, que atualmente se encontra no Museu Nacional Machado de Castro, e no séc. XIII/XIV sofreram uma nova reforma.

Na igreja de Santa Justa mantinham-se os serviços religiosos, e apesar do templo estar reconstruído, o rio Mondego continuava a visitá-lo. No dia 1 de fevereiro de 1708 as águas entraram na igreja, chegando à tribuna do altar-mor. Os danos causados pelas inundações do rio forçaram o abandono da igreja de Santa Justa.

Em 24 agosto de 1710, o bispo conde D. António de Vasconcelos e Sousa lançou a primeira pedra de construção da nova igreja, e no ano de 1724 foi sagrada pelo Deão da Sé, Luís Pereira de Sampaio, passando assim os serviços religiosos para a nova igreja. Esta nova igreja, homónimo da antiga, substituiu, assim, o templo medieval do Terreiro da Erva.

Imagem 3 - Fotografia da Igreja atual de Santa Justa (2015).

Segundo registo de Vergílio Correia e Nogueira Gonçalves (1947:34), em meados do séc. XX, e ainda hoje, se conservam no local primitivo da igreja, uma abóbada numa casa de habitação.

Imagens 4 – Vestígios da cabeceira da Igreja de Santa Justa, no Terreiro da Erva.

Na análise da planta datada de 1907, verificam-se igualmente os topónimos, que ainda hoje subsistem, indicadores da presença da igreja e da sua localização, como “Adro de Santa Justa” ou “Páteo do Prior”, hoje Quintal do Prior (realçados a vermelho).

Imagem 5 – Planta de 1907, com destaque da toponímia indicativa da igreja de Santa Justa, realçado a verde.

Foram realizadas sondagens arqueológicas prévias ao projeto de Reabilitação Urbana do Terreiro da Erva, em Coimbra, entre 2003 e 2004. Destas sondagens destacaram-se 2 estruturas de pedra de médio e grande porte com argamassa e reboco que, pela sua imponência, são atribuíveis à igreja. 

Imagem 6 – Sucessão de pisos e uma das estruturas atribuíveis ao templo.

 Em termos de espólio registado, destaca-se uma pia em pedra, descontextualizada, cerâmica de várias épocas (desde séc. XVI, até ao séc. XX), ferro e várias moedas datadas entre séc. XVII e o séc. XIX, sendo a mais antiga uma moeda de III reis de 1699.

No que diz respeito a estruturas, para além de um arco tamponado na parede, constituído por pedras de médio e grande porte de aparelho regular e tijolo com argamassa que era visível antes da escavação, registaram-se duas estruturas constituídas por tijoleiras argamassadas e pedras de médio e grande porte, tratavam-se de arranques de dois arcos.

Imagem 7 – O arco tamponado e um dos arranques de um outro arco.

Adaptado de:

http://gch.cm-coimbra.pt/wp-content/uploads/2012/12/TE-artigo-Terreiro-da-Erva.pdf

Correia, Virgilio e Gonçalves, Nogueira. Inventário Artístico de Portugal - Cidade de Coimbra - II. Lisboa: 1947.

Departamento de Cultura - Gabinete de Arqueologia, Arte e História. Património Edificado com Interesse Cultural - Concelho de Coimbra. Câmara Municipal de Coimbra: junho de 2009.

A CACHE:

Nas coordenadas publicadas têm que contar quantas abóbodas (A) se conservam no local primitivo da igreja de Santa Justa, que é agora uma casa de habitação, no Terreiro da Erva. E contar os canteiros públicos (B) que se encontram em todo o Terreiro da Erva.

A cache final está em: N 40º 12.9(A+1)7, W 008º (B-6).963

A cache não tem material de escrita e não permite troca de objetos. Boas cachadas!

Atenção: Ao recolocarem a cache no local, deixem-na tal e qual como estava! Só assim asseguramos a durabilidade desta.

Additional Hints (Decrypt)

1b: yrvnz bf qrgnyurf qn Pnpur. Ab svz: an enauhen. 1fg: ernq qrgnvyf sebz gur pnpur. Ng gur raq: va gur fybg.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)