Skip to content

Santa Luzia [Arouca] v2 Traditional Geocache

Hidden : 04/19/2015
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

Join now to view geocache location details. It's free!

Watch

How Geocaching Works

Please note Use of geocaching.com services is subject to the terms and conditions in our disclaimer.

Geocache Description:

Esta cache leva-o a conhecer o lugar de Santa Luzia de Arouca e a história da Santa Luzia.

Este ponto apresenta uma vista única sobre a vila. É muito fácil chegar ao local, basta seguir a Estrada Nacional 326-1 (Ligação de Arouca a Alvarenga) e subir um pouco pela estrada (agora alcatroada).

Descrição da cache: Tupperware envolto em dois sacos de plástico. Conteúdo inicial: Tazo, Colar, autocolante.


 

 

DIA DE SANTA LUZIA - DIA 13 DE DEZEMBRO

Santa Luzia, virgem e mártir é um dos modelos mais acabados de santidade que surgiu nos primeiros séculos do cristianismo. Nasceu em Siracusa, cidade da Sicília (Itália) entre os anos de 280 a 290. De família ilustre, pois seus pais pertenciam a nobreza siciliana. A Sua mãe Eutíquia, depois de convertida ao cristianismo, tornou-se fervorosa dama cristã e, segundo se afirma, recebeu como a filha a palma do martírio. O nascimento de Luzia foi motivo de grande alegria para toda a família por ser o primeiro e o único fruto da união indissolúvel dos seus venturosos pais. Constituiu-se ela numa risonha esperança para todos os familiares. Bem cedo, porém, Luzia se viu privada do afecto paterno. O pai que amava com entranhado amor e nela via um sinal de glória e de justificado orgulho, deixou este mundo quando Luzia tinha quatro anos apenas. Na verdade a inocente menina tornaria glorioso o nome da família não somente em Siracusa mas em todo o mundo pela excelência de suas virtudes, pela sua pureza angélica e pelo seu aceso amor a Nosso Senhor. Seus dotes físicos eram de tal encanto parecendo que o céu houvesse feito extravasar por sobre ela a abundância dos seus dons: os olhos traduzindo a pureza da alma e o rosto de uma formosura pouco comum. Tais predicados chamaram a atenção de quantos a viram e foi, por isso mesmo que atraiu os olhares de um jovem de nobre linhagem que dela se enamorou e manifestou o desejo sincero de tê-la como esposa. Em se tratando de um moço que se distinguia pela nobreza da estirpe, refinada educação e senhor de muitos haveres, não faltaram reiterados e insistentes apelos da parte dos familiares de Luzia para que aceitasse o vantajoso e honroso partido. Ela porém, que de há muito havia se comprometido com o Esposo Divino, consagrando-se-lhe inteiramente pelo voto de castidade, recusou, com nobreza, a proposta do reputado patrício. Para se assegurar cada vez mais nos santos desejos, quis visitar, em Catânia, juntamente com sua mãe, doente, o túmulo da virgem e mártir Santa Águeda que também havia preferido o martírio às honras do mundo, com o intuito de recomendar à gloriosa padroeira daquela cidade siciliana o voto que fizera de, como ela, ser tão somente de Jesus Cristo, o Divino Esposo. Da visita ao túmulo da excelsa virgem e mártir resultou a cura de uma doença grave da sua mãe, e conferiu-lhe mais força e coragem para se manter fiel nos santos propósitos.

O século terceiro foi tristemente célebre pelas ferozes perseguições aos cristãos sobretudo ao tempo de Diocleciano e Maximiliano. Luzia e seus familiares, fervorosos praticantes do cristianismo, viviam uma vida acentuadamente cristã, não só através de exercícios religiosos em casa e nas catacumbas, mas também, valendo-se dos bens da fortuna que possuíam, auxiliando generosamente os pobres e doentes. Eram inúmeros os necessitados que procuravam a casa de Luzia afim de receberem alimentos, roupas, remédios e mais que tudo isso, lições do Santo Evangelho. A prática de tanta caridade irritou terrivelmente os perseguidores dos cristãos e para que tal prática fosse abolida, o jovem pretendente à mão de Luzia, denunciou-a ao feroz inimigo dos seguidores de Cristo, o prefeito Pascásio, induzindo-o, pelo seu prestígio a forçar a jovem cristã a aceitá-lo como esposo. Pascásio não se fez de rogado e atendeu de súbito à solicitação do moço fidalgo. Imediatamente ordenou que trouxessem à sua presença a inocente Luzia, obrigando-a a abandonar o cristianismo e aceitar o jovem patrício como esposo, se recusasse, o preço seria a morte. Mas Luzia não se atemorizou com as ameaças de Pascásio e permaneceu fiel na resolução de ser somente esposa de Jesus Cristo pelo voto de castidade. O prefeito, irritado com a corajosa recusa de Luzia, ameaçou violar seu corpo virginal. Ao ouvir a terrível ameaça, a princípio Luzia se apavorou, mas depois confiante na proteção divina pode dizer como São Paulo "tudo posso naquele que me conforta " e respondeu ao algoz: " o corpo só é violado quando há consentimento e por isso mesmo eu te digo: Deus que conhece os meus desejos, propósitos e pensamentos, sabe que eu de modo algum lhe serei infiel, enquanto tu, Pascásio, não podes induzir-me ao pecado. Aqui está meu corpo disposto a todas as torturas : porque demoras? Começa a por em prática o que teu pai, o demónio, deseja", foram suas últimas palavras. Admiremos a fortaleza de ânimo da jovem Luzia e em suas palavras divisemos o Divino Espírito Santo a sugeri-las. Logo em seguida, Luzia é condenada à morte, maravilhando a todos com sua inabalável resolução e seu profundo espírito de fé. Antes, porém, de infligir-lhe o martírio, Pascásio ordenou que lhe atassem fortemente as mãos e os pés. Aproximava-se a hora por ela tão desejada, hora em que podia entregar sua bela alma ao Esposo celeste e ser imersa em Deus que lhe sugeria tudo o que dizia. Ajoelhada em atitude de oração proferiu estas memoráveis palavras: " SENHOR, EIS QUE SUPLICO PAZ PARA A IGREJA DE CRISTO. DIOCLESIANO E MAXIMILIANO DECAIRÃO DO IMPÉRIO E COMO A CIDADE DE CATÂNIA VENERA A SANTA ÁGUEDA, TAMBÉM SEREI VENERADA POR GRAÇA DO SENHOR JESUS CRISTO, OBSERVANDO DE CORAÇÃO OS PRECEITOS DO SENHOR." Nem bem acabava de pronunciar estas palavras, quando o juiz irado e insolente vendo-a triunfar de todas as provações, afim de puni-la mandou degola-la. Um dos algozes mergulhou-lhe um punhal na garganta que a trespassou e ela entregou sua cândida alma a seu criador e Esposo Divino. Cerrou-se as suaves pupilas à luz terrena, para contemplar com os olhos gloriosos da Visão Beatífica na Mansão dos justos. Ao cair martirizada seu corpo permaneceu em atitude de oração e o rosto voltado para o céu. Sua alma, partida do corpo virginal subia ao céu acompanhada de um cortejo de anjos para ocupar o trono que lhe estava preparado e receber a dúplice coroa tanto almejada da virgindade e do martírio. Era o dia 13 de Dezembro de 304. Neste mesmo dia Diocleciano que se vangloriava de haver banido o cristianismo do Império, era acometido de grave enfermidade que conforme testemunho ocular de Lactâncio pareceu a todos que havia morrido. Recuperado apareceu somente para abdicar de suas funções no cume de uma colina de Nicomédia a 1º de maio de 305. Nesse mesmo dia, Maximiliano abdicava em Milão

Os cristãos de Siracusa logo após a morte de Santa Luzia elegeram sua padroeira e já no ano 310, seis anos após sua morte, no mesmo local onde se dera o martírio construíram um templo em sua honra. O corpo da virgem e mártir recolhido com reverência e piedade fora colocado num lugar sagrado, nas catacumbas onde dormiam os filhos da Cruz e os mártires do Senhor até que em 1040 o general grego Jorge Mariace apoderando-se da cidade de Siracusa requisitou o corpo da santa e o fez transportar para Constantinopla afim de doá-lo à imperatriz Teodora. Finalmente os cruzados venezianos após a conquista de 1204 levaram-no para Veneza onde ainda hoje se venera na igreja de São Jeremias sob o altar lateral e conservado numa preciosa urna de mármore.

SANTA LUZIA – PROTETORA DOS OLHOS
A lenda que deu origem à devoção de Santa Luzia como protectora dos olhos e da vista deve-se ao seguinte facto: Tendo Pascásio perguntado a Luzia porque não consentia no casamento com o jovem patrício que a desejava como esposa, ela em resposta disse-lhe " mas afinal o que o nobre patrício vê em mim que seja belo e desejável?" O tirano respondeu: "os teus olhos brilham como duas estrelas e encantam como duas pérolas", ao que Luzia acrescentou: " traga-me um prato" e quando lhe foi apresentado numa bandeja de prata, Luzia, num gesto rápido e sublime heroísmo, arrancou os dois olhos tão decantados e os colocou na bandeja ordenando que os enviasse ao seu pretendente. Muito embora este facto seja apenas uma lenda, por este motivo e também pelo significado do nome de Luzia, que quer dizer LUZ, nasceu naqueles povos grande devoção a Santa Luzia como protectora dos olhos e muitos prodígios foram operados por ela nesse sentido.

P.F tentem recolocar a cache da mesma forma como a encontraram. É NECESSÁRIO LEVAR OBJECTOS PEQUENOS PARA A TROCA... Façam o C.I.T.O se possível. Tirem fotos durante o percurso. Obrigado pela vossa visita. Divirtam-se.

Additional Hints (No hints available.)