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Igreja de Santa Justa Multi-cache

Hidden : 04/27/2015
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

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Geocache Description:


Aviso: a cache não se encontra nas coordenadas indicadas!

Estas são as do primeiro ponto desta Multi-cache!

Attention: The cache is not located at the indicated coordinates!

These coordinates are from the 1st stage of this multi-cache!

É conhecido atualmente como o “Terreiro da Erva”, embora a toponímia revele ainda dois outros espaços: a Quinta do Prior e o Adro de Santa Justa. A toponímia esclarece a “estranheza” de vermos um adro sem igreja. Desta igreja resta só a capela-mor e a capela da epístola, meias soterradas.

Imagem 1 – Terreiro da Erva (Vista aérea e localização).

As notícias mais antigas que existem sobre a atual zona do Terreiro da Erva remontam a 1100, (Teixeira, 1890:173; Brito, s.d:146), data de fundação de um mosteiro dedicado a Santa Justa, padroeira dos oleiros. De facto, a zona encontra-se em pleno bairro medieval das olarias.

Embora o arquiteto Walter Rossa (2001:284), proceda a uma referência de existência a uma evocação a Santa Justa e Santa Rufina, já no ano de 1098.

Imagem 2 – Relicário das Santas Justa e Rufina (séc. XVI).

No ano de 1102, o Bispo de Coimbra D. Maurício, doou a igreja de Santa Justa, ao abade D. Hugo em honra de Santa Maria da Caridade, para que quando os monges franceses viessem a Coimbra, lhes servisse de recolhimento.

Após expulsão dos monges, passou a ser sede de paróquia, tendo sido habitada pelos Cónegos Regrantes, na forma de uma doação real efetuada em 1152.

Na época afonsina a igreja, o claustro e as construções anexas, foram reedificadas pelo Presbítero Rodrigo, assim o testemunha o epitáfio do mesmo, que atualmente se encontra no Museu Nacional Machado de Castro, e no séc. XIII/XIV sofreram uma nova reforma.

Na igreja de Santa Justa mantinham-se os serviços religiosos, e apesar do templo estar reconstruído, o rio Mondego continuava a visitá-lo. No dia 1 de fevereiro de 1708 as águas entraram na igreja, chegando à tribuna do altar-mor. Os danos causados pelas inundações do rio forçaram o abandono da igreja de Santa Justa.

Em 24 agosto de 1710, o bispo conde D. António de Vasconcelos e Sousa lançou a primeira pedra de construção da nova igreja, e no ano de 1724 foi sagrada pelo Deão da Sé, Luís Pereira de Sampaio, passando assim os serviços religiosos para a nova igreja. Esta nova igreja, homónimo da antiga, substituiu, assim, o templo medieval do Terreiro da Erva.

Imagem 3 - Fotografia da Igreja atual de Santa Justa (2015).

Segundo registo de Vergílio Correia e Nogueira Gonçalves (1947:34), em meados do séc. XX, e ainda hoje, se conservam no local primitivo da igreja, uma abóbada numa casa de habitação.

Imagem 4 – Vestígios da cabeceira da Igreja de Santa Justa, no Terreiro da Erva - 2015-04-07.

Imagem 5 – Abóbada interior da Igreja de Santa Justa, no Terreiro da Erva - 2015-05-14.

Na análise da planta datada de 1907, verificam-se igualmente os topónimos, que ainda hoje subsistem, indicadores da presença da igreja e da sua localização, como “Adro de Santa Justa” ou “Páteo do Prior”, hoje Quintal do Prior (realçados a vermelho).

Imagem 6 – Planta de 1907, com destaque da toponímia indicativa da igreja de Santa Justa, realçado a verde.

Foram realizadas sondagens arqueológicas prévias ao projeto de Reabilitação Urbana do Terreiro da Erva, em Coimbra, entre 2003 e 2004. Destas sondagens destacaram-se 2 estruturas de pedra de médio e grande porte com argamassa e reboco que, pela sua imponência, são atribuíveis à igreja.

Imagem 7 – Sucessão de pisos e uma das estruturas atribuíveis ao templo.

Em termos de espólio registado, destaca-se uma pia em pedra, descontextualizada, cerâmica de várias épocas (desde séc. XVI, até ao séc. XX), ferro e várias moedas datadas entre séc. XVII e o séc. XIX, sendo a mais antiga uma moeda de III reis de 1699.

No que diz respeito a estruturas, para além de um arco tamponado na parede, constituído por pedras de médio e grande porte de aparelho regular e tijolo com argamassa que era visível antes da escavação, registaram-se duas estruturas constituídas por tijoleiras argamassadas e pedras de médio e grande porte, tratavam-se de arranques de dois arcos.

Imagem 8 – O arco tamponado e um dos arranques de um outro arco.

Em agosto de 2016, o Terreiro da Erva foi renovado. Recebeu quase 3 dezenas de árvores na sua praça, entre elas freixos comuns, carpas europeias e liquidâmbares. A escolha destas árvores foi feita com o objetivo de proporcionarem zonas de sombra e de não provocarem reações alérgicas aos cidadãos. À volta do tronco dos liquidâmbares foram colocados hexágonos em tijolo vermelho, como referência à ancestral presença de indústrias cerâmicas nesta zona.

Imagem 9 – Terreiro da Erva - 2016-08-27.

Em junho de 2017, a antiga Igreja de Santa Justa foi comprada pela Câmara Municipal de Coimbra, com vista a ser intervencionada no âmbito do “Arranjo Urbanístico e Paisagístico do Terreiro da Erva”, estando já prevista a empreitada, denominada “Intervenção na Cabeceira da Antiga Igreja de Santa Justa”.

Imagem 10 – Terreiro da Erva - 2020-11-04.

Imagens 11 – Antiga Igreja de Santa Justa já intervencionada - 2021-05-26.

Imagem 12 – Antiga Igreja de Santa Justa, com história a tapar o interior - 2022-01-22.

Adaptado de:

http://gch.cm-coimbra.pt/wp-content/uploads/2012/12/TE-artigo-Terreiro-da-Erva.pdf

Correia, Virgilio e Gonçalves, Nogueira. Inventário Artístico de Portugal - Cidade de Coimbra - II. Lisboa: 1947.

Departamento de Cultura - Gabinete de Arqueologia, Arte e História. Património Edificado com Interesse Cultural - Concelho de Coimbra. Câmara Municipal de Coimbra: junho de 2009.

https://www.noticiasdecoimbra.pt/manuel-machado-11/

A CACHE:

Esta é uma multi-cache apenas com 2 pontos de passagem e um ponto da cache final. O trajeto foi feito de forma a presentear o geocacher com uma visão da construção presente, passando pelo que resta da construção do passado, e pelo rio que originou a que esta Igreja tivesse sido abandonada e construída noutro local. O ponto final encontra-se no Parque Verde do Mondego.

O percurso pode ser feito a pé ou de carro.

Ponto 1: N 40º 12.924 W008º 25.978

Nas coordenadas publicadas têm que contar as letras que tem a 1ª palavra da lápide da fachada, à esquerda olhando de frente para o monumento.

Resposta é A.

Ponto 2: N 40º 12.727 W 008º 25.840

Neste ponto têm que contar os arcos de pedra, que se encontram na parte da frente exterior, no local primitivo da igreja de Santa Justa. 

Resposta é B.

Cache: A cache está no ponto: N 40º 12.181 W 008º 25.5AB

A cache não tem material de escrita e não permite troca de objetos. Boas cachadas!

Atenção: Ao recolocarem a cache no local, deixem-na tal e qual como estava! Só assim asseguramos a durabilidade desta.

THE CACHE:

This is a multi-cache, with just 2 stages and with that information you will find where the cache is located. This path illustrates some story of Santa Junta’s church. You will see the actual building, the initial building, and the river that made all this happened. The final spot is at Parque Verde do Mondego.

The path can be done on foot or by car.

1st Stage: N 40º 12.924 W008º 25.978

Here you have to count the letters from the first word of the tombstone that is in the frontage of the church, at your left, facing/looking at the building.

The answer is A.

2nd Stage: N 40º 12.727 W 008º 25.840

How many stone arches, are there in the original Santa Justa Church front wall?

The answer is B.

The Cache: The cache is at the point: N 40º 12.181 W 008º 25.5AB

This cache doesn’t have any writing material and it is not possible to leave there objects. Good luck!

Warning: Please leave the cache in the same place, like it was before!

Additional Hints (Decrypt)

CG: Cnffnqvçb RA: jnyxjnl

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)