Skip to content

<

Grutas do Cabeço da Pedra do Sino

A cache by Labrax Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 01/03/2016
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
4.5 out of 5

Size: Size:   other (other)

Join now to view geocache location details. It's free!

Watch

How Geocaching Works

Please note Use of geocaching.com services is subject to the terms and conditions in our disclaimer.

Geocache Description:



Introdução

Situadas na fronteira dos Concelhos de Torres Vedras e Lourinhã, as Grutas da Maceira eram conhecidas pela sua riqueza arqueológica, sendo a sua importância espeleológica considerada pouco significativa, visto o maior desenvolvimento conhecido não ultrapassar 220m. Inicialmente exploradas pelo Espeleo Clube de Torres Vedras na década de setenta do século XX, estas grutas apenas se revelaram como um conjunto de pequenas cavidades, as quais nunca foram alvo de estudo mais aprofundado até 1999, ano em que se efectuou as primeiras investigações na área, dando início aos trabalhos de prospecção e levantamento topográfico. Desde cedo, se aperceberam que aquelas grutas não podiam ser interpretadas como fenómenos isolados mas, sim, como parte integrante de um vasto complexo subterrâneo o que, ao fim de treze desobstruções bem sucedidas, se veio a comprovar estar correcto. Tendo sido feita a ligação de sete grutas e estando actualmente topografados 900m de galerias, o complexo do Cabeco da Pedra do Sino, dada a sua extensão e características geomorfológicas, revela-se agora de importância a nível nacional. Uma parte da gruta é conhecida e visitada regularmente por curiosos que por ignorância e falta de respeito, fazem questão de assinalar a sua presença, deixando não só a sua assinatura nas paredes como lixo no chão. Mais grave ainda é quando, para espanto de todos, algumas das ditas assinaturas são pertença de associações ditas de "Defesa do Ambiente" supostamente constituídas por pessoas esclarecidas.

Localização

O cabeço calcário (designado localmente por Cabeço da Pedra do Sino), onde está instalada a Cova do Texugo, localiza-se no distrito de Lisboa, junto ao limite dos concelhos de Torres Vedras e da Lourinhã, encontrando-se, no entanto, dentro deste último, a SE da aldeia de Ribamar e a NNE da aldeia da Maceira, distando destas, em linha recta, cerca de 625 m e 1250 m, respectivamente. Junto à vertente este do Cabeço observa-se a Falha da Lourinhã com direcção NNE-SSW.

Geologia e Geomorfologia da Região

O Cabeço da Pedra do Sino está inserido no topo da unidade Calcários do Vimeiro (pertencente às Camadas de Alcobaça) o qual aflora, desde Casais dos Netos, a Norte, até próximo de Casais do Arneiro, a Sul. A unidade é constituída da parte média-baixa para o topo, por calcários por vezes fortemente bioclásticos (algas calcárias), em geral com oncólitos e com grande abundância de macrorrestos, evoluindo o conjunto para calcários mais compactos e mais pobres em fauna. A sedimentação desta unidade, com uma espessura de cerca de 160 m, deu-se num ambiente francamente marinho, de pouca profundidade e de fraca energia, ainda que bem iluminado e oxigenado. Da base para o topo, foram notadas oscilações nas características do ambiente marinho (fenómenos de regressão e transgressão da água do mar). A idade da formação é atribuída ao Kimeridgiano Superior. O afloramento, constituído pelos Calcários do Vimeiro,rodeia um vale tifónico, onde se situa a Maceira, este terá sido originado pela extrusão das Margas de Dagorda, datadas do Hetangiano, injectada na falha da Lourinhã.Esta área reveste-se de grande importância pelas nascentes hidrominerais que nela brotam e pela presença de certos minerais, como gesso e sal-gema. Neste caso particular, o gesso aflora no núcleo do diapiro da Maceira/Vimeiro sem, no entanto, ser objecto de qualquer exploração. Existe exploração, sim, de águas minerais pelas Termas do Vimeiro, situadas no vale do rio Alcabrichel, efectuando a captação de duas nascentes, junto ao extremo SE do afloramento Hetangiano designadas por Rainha Santa Isabel e Fonte dos Frades. As águas da primeira emergem dos calcários enquanto que as da segunda nascente chegam à superfície pela falha de contacto entre as margas e os calcários. O cabeço onde está instalada a Cova do Texugo possui estratos que inclinam cerca de 15º para NW. A sua vertente oeste é muito abrupta e o desnível de cotas da superfície do terreno, desde o seu ponto mais alto até ao leito dos cursos de água que ladeiam o cabeço é apreciável, pois, vai desde perto de 65 m até cerca de 35 m a este e 45 m a oeste, respectivamente. O fundo do vale associado à vertente oeste assemelha-se a um pequeno Canyon que se terá formado pela acção do rio. No vale oeste, há uma zona de abatimento do tecto de uma cavidade que parece ajustar-se à definição de uma forma cársica designada por Canhão Cársico.

Espeleogénese e Descrição das Grutas

O complexo em questão detem uma extensão total de aproximadamente 900 m de galerias de média dificuldade de progressão, seguindo as orientações da fracturação (diaclases) do estracto cálcário em que se insere. Estas orientações, quase perpendiculares, promovem um rendilhado de galerias labirínticas proporcionando uma exploração complexa, apenas conseguida pelo suporte topográfico. O sistema possui, na totalidade, onze entradas que se subdividem em três zonas. Na zona norte do Cabeço, encontra-se, a oeste, a Cova do Urso, gruta que atravessa o Cabeço de oeste para este, com galerias em forma oval/vertical com máxima altura de 8 m, medianamente concrecionada, aumentando para o seu interior e apresentando, com frequência, estalactites e estalagmites. Ao nível do solo, os enchimentos de argila são frequentes na parte final da gruta. Esta gruta tem  apenas ligação com a Cova da Chifruda, por intermédio de uma galeria muito estreita (0,20 m) e alta (4 m). A Cova da Chifruda (zona norte) possui uma entrada semi-vertical e, no seu interior, um poço de 4 m que garante o acesso para a mesma cota da Cova do Urso. No seu interior, verifica-se a existência de galerias mestres (segundo as diaclases) e salas muito baixas, possuindo ainda inúmeros depósitos de argila e zonas bastante concrecionadas. Esta gruta, por sua vez, não apresenta qualquer ligação suficientemente ampla que permita a passagem para o restante complexo (Cova do Texugo e Pedra do Sino), apesar da próximidade (38 m) e da idêntica disposição de galerias.Na zona central, e viradas para oeste, estão presentes a Cova da Presa e a Lapa do Meio. Estas duas grutas, de pequena dimensão, representam antigas entradas para todo o sistema, encontrando-se, neste momento, obstruídas com argila consolidada de difícil desobstrução.Ainda assim, observam-se as galerias mestres orientadas para o interior do cabeço. Estas pequenas entradas apresentam-se com um enchimento de argila muito elevado ao nível do solo. Também na zona central, mas a este, existe a Lapa da Pulga, uma das quatro entradas, a este, para o sistema principal de galerias. A Lapa da Pulga possui, em toda a sua extensão e ao nível do solo, grandes quantidades de argila. A ligação para a Cova do Texugo é conseguida por intermédio de uma galeria com um desnível de 4 m, mas muito estreita (0,30 m). Na zona sul do cabeço, encontra-se a parte mais importante (conhecida) deste sistema, com uma entrada a Oeste (Cova do Texugo), quatro a Este (Pedra do Sino, Lapa da Luz, Cova do Mongo e Lapa da Pinha) e uma entrada vertical no topo do cabeço (Pedra do Sino II). Nesta zona, é iminente o elevado número de galerias mestres (altura de 6 m e de configuração (diaclase/vertical), que se interceptam sucessivamente umas com as outras, por intermédio de galerias de inferior secção, mais estreitas e de menor altura, verificando-se a existência de abatimentos nessas mesmas intercepções. Nestas galerias, é raro observar-se concrecionamentos do calcário, apresentando-se uniforme e com marcas de erosão física. Visualizando agora a secção destas, pode-se constatar que existem dois níveis distintos de formação;no topo, encontram-se com frequência mais largas, variando de 3 m a 1 m, com uma variação brusca para o resto da galeria, que se mantem praticamente constante (aprx. 0,50 m), afunilando um pouco para a base. Este tipo se secção está directamente ligado com a velocidade de formação das galerias, muito lento no início, aumentando para a base. A existência de zonas com preenchimento de argilas também é visível no sistema, que advém da subida e descida do nível freático, ou seja, este variou a sua cota ao longo do tempo, permanecendo longos períodos no início, decrescendo para o final.

Conclusão

Dada a configuração das galerias que compõem o sistema e se situar entre duas linhas de água, acredita-se que este se formou, inicialmente, devido à variação do nível freático associada à escavação do leito da ribeira de Ribamar. Tal fenómeno aconteceu num espaço temporal em que a linha de água que passa a este se encontrava a uma cota bem mais elevada do que actualmente. Posteriormente, com a acentuação do desnível da linha de água a este, deu-se o alargamento de algumas galerias por acção mecânica, provocada por águas correntes. A grande acumulação de sedimentos, que se verifica ao longo de quase todo o complexo, ocorreu num espaço de tempo bastante curto (última camada muito espessa e homogénea), possivelmente devido à continua utilização agrícola dos terrenos, a norte.

A Cache

Esta earthcache foi inspirada num estudo levado a cabo pela A.E.S.D.A (Associção de Estudos Subterrâneos e Defesa do Ambiente) e tem como principal objectivo dar a conhecer o Cabeço da Pedra do Sino, local bastante emblemático da Maceira e no entanto largamente desconhecido não só pela populações em redor do mesmo como pela população local, proporcionando deste modo a visita a um local de grande beleza natural,  como também uma lição de geologia acerca da importância espeleológica do local. Em ordem a poder logar esta cache deverá se deslocar às coordenadas indicadas no cimo do Cabeço do Sino e responder às questões presentes na listing, estas deverão me chegar através de email, após o envio das respostas poderá realizar o seu log, caso exista alguma dúvida em relação ás respostas dadas será contactado para que as mesmas possam ser esclarecidas.

1 - O Cabeço da Pedra do Sino insere-se em que unidade de calcários?

2- A sedimentação desta unidade de calcários teve por base que ambiente?

3 - Quantos metros de extensão e quantas entradas possui o complexo do Cabeço da Pedra do Sino?

4 - A configuração das galerias deve-se a que facto?

5 - Como são normalmente designadas as estruturas sobre as quais se encontra nas coordenadas indicadas?

6 - Como classificaria as arestas dessas mesmas estruturas? Arredondadas ou aguçadas?

7 - Qual a área aproximada desse mesmo conjunto de estruturas?

Adicionalmente, gostaria de vos pedir que associassem ao vosso log, fotos da vossa visita a esta earthcache, no entanto segundo as guidelines as mesmas são opcionais.

I have earned GSA's highest level:

Additional Hints (No hints available.)



Reviewer notes

Use this space to describe your geocache location, container, and how it's hidden to your reviewer. If you've made changes, tell the reviewer what changes you made. The more they know, the easier it is for them to publish your geocache. This note will not be visible to the public when your geocache is published.