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Pico da Nevosa

A cache by edukaminho1 e bamaroa Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 03/01/2016
Difficulty:
3.5 out of 5
Terrain:
4.5 out of 5

Size: Size:   other (other)

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Geocache Description:


(english? please, scroll down)

É no pico da Nevosa que são atingidos os 1545 m, a maior altitude da Serra do Gerês. A Serra do Gerês é a segunda serra mais alta de Portugal Continental.

O pico da Nevosa é o ponto mais alto de um grande maciço granítico que abrange a maior parte do Parque Nacional Peneda-Gerês.

Maciço granítico

As rochas graníticas que predominam na Serra do Gerês instalaram-se na crusta terrestre na orogenia Varisca.

A orogenia Varisca (ou Hercínica) foi um evento geológico de formação de montanhas relacionado com o movimento das placas tectónicas sobre o manto terrestre que ocorreu durante cerca de 100 milhões de anos (entre o final do Devónico, há uns 380 milhões de anos atrás, e até meados do Pérmico, há uns 280 milhões de anos atrás).

Litologia

Na zona central do grande maciço granítico predomina uma rocha designada de "Granito do Gerês". É uma rocha “porfiróide de grão grosseiro a médio”. O “Granito do Gerês” apresenta com frequência uma coloração rosada relacionada com o feldspato potássico.

Para além do “Granito do Gerês” ocorrem também nas zonas altas do maciço granítico (onde se incluem o pico da Nevosa e os Carris) alguns afloramentos de um outro granito, de textura mais fina, que é designado de “Granito de Carris”. É uma rocha "granular de grão fino, por vezes porfiróide".

Quando estiver no local observe atentamente o granito presente no pico da Nevosa e tente identificar os 3 minerais principais, o quartzo, o feldspato e a biotite.

Glaciação

O pico da Nevosa já esteve no centro de um glaciar. Quem subir ao pico da Nevosa poderá observar na envolvente uma paisagem de montanhas de granito moldadas por esse glaciar, uma paisagem que ainda hoje conserva os vestígios dessa actividade glaciária.

Ocorrem na área geoformas típicas da actividade glaciária tais como moreias, circos glaciários e outras. Pensa-se que estas geoformas se formaram no Plistocénico (a última glaciação terá sido a glaciação de Wurm entre 110.000 anos e os 10.000 anos atrás).

Houve tempos em que a partir da zona da Nevosa desciam línguas glaciárias que esculpiram vales em U no maciço de sólido granito que constitui a Serra do Gerês.

Quando estiver no pico da Nevosa observe a paisagem. Imagine as línguas de gelo a preencher os

vales nas imediações. Em alguns vales do Gerês o gelo do glaciar terá atingido os 300 m de espessura. O vale que fica a Oeste e o vale que fica a Este da Nevosa têm a típica forma em U?

A sul-sudeste do Pico da Nevosa tente identificar o vale da Ribeira das Negras. Na cabeceira deste vale em U ocorre um circo glaciário bem definido com a típica morfologia em anfiteatro.

Pias

No Pico da Nevosa poderá observar pias (gnammas). São depressões na rocha, circulares, ou ovais, que estão frequentemente cheias com água.

As pias são geoformas que ocorrem um pouco por toda a Serra do Gerês e que se formaram antes da glaciação. Sabe-se que são anteriores à glaciação pois nas áreas afectadas pela glaciação as pias surgem parcialmente destruídas por esta, e só se encontram conservadas fora dos limites da glaciação.

O facto de as pias se encontrarem conservadas no pico da Nevosa, e admitindo que também as pias da Nevosa são anteriores à glaciação, permite-nos imaginar o pico da Nevosa emergindo como uma espécie de ilha de granito no meio do imenso manto branco do gelo glaciar. Se assim foi o pico da Nevosa não foi sujeito ao desgaste abrasivo do gelo glaciar que naquela altura se desenvolvia em seu redor.

Formação das pias

Uma pia começa a formar-se a partir de uma irregularidade, de uma heterogeneidade nos minerais ou de uma pequena depressão na rocha. Nesta pequena depressão, que pode ter por exemplo 1 ou 2 cm, a água é retida, acelerando aí o processo de meteorização dos minerais da rocha. Quando chove a água é derramada levando com ela alguns elementos químicos dissolvidos provenientes da decomposição dos minerais. Quando a água evapora o vento também leva as partículas resultantes da meteorização dos minerais. Através deste processo cíclico a pia vai-se tornando maior. A pia passa a poder reter cada vez mais água o que permite a meteorização de mais minerais, tornando-se a pia ainda maior. Este crescimento pára quando a pia atinge uma zona em que ao crescer se abre uma abertura nas paredes laterais da pia e a pia perde a capacidade de reter água.

As pias ocorrem nos mais variados ambientes, marinhos a montanhosos, de húmidos a áridos.

O tipo de rocha e a permeabilidade da mesma parecem ser os factores mais importantes na sua ocorrência e desenvolvimento. Mas podem ocorrer em todo o tipo de rochas, em rochas cristalinas como os granitos (como é o caso do Pico da Nevosa), em quartzitos, xistos, calcários, e outras.

Pensa-se que as pias têm um desenvolvimento muito lento quando comparadas com os "tafoni" que são geoformas que se desenvolvem não em superfícies horizontais mas em superfícies verticais. Enquanto os "tafoni" podem desenvolver-se em algumas centenas de anos, as pias precisarão de milhares de anos. As pias que ocorrem no topo das montanhas são das que apresentam taxas de desenvolvimento mais rápido.

Txt. e adapt. de imag. - JPD

Para reclamar este earthcache, envie-me um email com a resposta às seguintes perguntas:

  1. Qual o nome do granito de que é constituído o pico da Nevosa?
  2. O vale que fica a Oeste e o vale que fica a Este da Nevosa têm a típica forma em U?
  3. Qual o diâmetro da maior pia que encontrou no Pico da Nevosa?
  4. Essa pia ainda está em processo de crescimento? Porquê?

(OPCIONAL) Inclua uma ou mais das seguintes fotos no seu log:

  • tire uma “selfie” no Pico da Nevosa .
  • tire uma foto ao seu altímetro mostrando a altitude do pico da Nevosa.
  • tire uma foto macro ao granito do Pico da Nevosa .
  • tire uma foto às pias que se encontram no Pico da Nevosa.
  • tire uma foto ao vale da Ribeira das Negras, com a vista a partir do Pico da Nevosa.
  • tire uma foto de um vale em U ou de outra geoforma glaciária que observou no percurso que fez até ao Pico da Nevosa.

The highest peak of Serra do Gerês is the peak of Nevosa where an altitude of 1545 m is reached. Serra do Gerês is the second highest mountain range in Portugal mainland.

The peak of Nevosa is the highest point of a large granite massif that covers most of the National Park of Peneda-Gerês.

Granite massif

The granitic rocks that predominate in Serra do Geres settled in the earth's crust in the Variscan orogeny.

The Variscan orogeny (or Hercynian orogeny) was a mountain forming geological event related with the movement of tectonic plates on the Earth's mantle that occurred for about 100 million years (from the end of the Devonian, around 380 million years ago, and until the mid-Permian, around 280 million years ago).

Lithology

In the central area of the large granite massif the prevailing rock is called "Granito do Gerês". It's a "porphyritic coarse to medium grained rock". It has often a pinkish tinge that is due to the potassic feldspar.

In addition to the "Granito do Gerês", in the highlands of the granite massif (which includes the peak of Nevosa and Carris) there is also some outcrops of another granite, a fine-grained granite, that is designated "Granito de Carris". It's a rock that is "granular, fine-grained, sometimes porphyritic".

Once you are in the earthcache spot observe the granite present in peak Nevosa and try to identify the 3 main minerals, quartz, feldspar and biotite.

Glaciation

The peak of Nevosa was in the past at the heart of a glacier. If you climb to the peak of Nevosa you can see a landscape of granite mountains shaped by that glacier, a landscape that still preserves the traces of that glacial activity.

In the area there are typical landforms of glacial activity such as moraines, glacial cirques and others. The glaciation took place in the Pleistocene (the last glaciation was the Wurm glaciation between 110,000 years and 10,000 years ago).

So, in the area of Nevosa there was a time when there were arms of ice down the valleys carving U-shape valleys in the solid granite massif of Serra do Gerês.

When you stand in the peak of Nevosa take your time to observe the landscape. Imagine the valleys

nearby filled with ice. In some valleys of Gerês the glacial ice reached 300 m thick. Does the valleys that are west and east of Nevosa have the typical U-shaped form?

To South-Southeast from peak of Nevosa, try to identify the valley of Ribeira das Negras. At the head of that U-shaped valley there is a well-defined glacial cirque with the typical amphitheater morphology.

Gnammas

In the peak of Nevosa you can find Gnammas. Gnammas are depressions in the rock, circular or oval in shape, which are frequently filled with water.

Gnammas are landforms that occur almost everywhere in Serra do Gerês. They were formed before glaciation. It is known that they predate the glaciation because in the areas affected by glaciation gnammas occur partially destroyed by the glacial activity, and are only preserved out of the glaciation limits.

The fact that gnammas are preserved in peak of Nevosa, and admitting that gnammas in Nevosa also predate the glaciation, allows us to imagine the peak of Nevosa emerging as a kind of granite island in the middle of the great white sheet of the glacial ice. If so, the peak of Nevosa would not have been subjected to the abrasive wear of the glacier ice that then was developing around it.

Gnamma formation

A Gnamma begins to form from an irregularity, a mineral heterogeneity or from a small depression in the rock. In such depression, for example it may have 1 or 2 centimeters wide, the water is retained accelerating the weathering process of the rock minerals. When it rains the water is poured out taking out some chemical elements dissolved from the decay of the rock minerals. When the water evaporates the wind also carries the particles that where by-products of the mineral weathering. Through this cyclic process the gnamma becomes larger and larger. The gnamma becomes increasingly able to retain water which causes the weathering of more minerals and the gnamma to grow even larger. This growth stops when the gnamma reaches an area where an opening breaches in its side walls and it loses its ability to retain water.

Gnammas occur in various environments, from marine to alpine, from wet to dry.

The rock type and its permeability seem to be the most important factors in its occurrence and development. But they can occur in all types of rocks, in crystalline rocks such as granites (such as the Peak of Nevosa) in quartzites, schists, limestones, and others.

It is believed that gnammas have a very slow development when compared to "tafoni" (tafoni are micro landforms that develop on vertical surfaces of rock instead of horizontal). While "tafoni" can develop in a few hundred years, gnammas will need thousands of years. Gnammas that occur at the top of the mountains are those that have the faster rates of growth.

To log this EarthCache, send me an email with the answer to the following questions:

  1. What is the name of the granite that the peak of Nevosa is made of?
  2. Does the valleys that are west and east of Nevosa have the typical U-shaped form?
  3. What is the diameter of the biggest gnamma that you found at the peak of Nevosa?
  4. Is that gnamma still growing? Why?

(OPTIONAL) Upload one or more of the following photos on your log:

  • Take a selfie at the peak of Nevosa.
  • Take a photo with your altimeter device showing the altitude readings at peak of Nevosa.
  • Take a macro photo of the granite that occurs in the peak of Nevosa
  • Take a picture of the gnammas that can be found at the peak of Nevosa
  • Take a picture of the valley of Ribeira das Negras, as seen from the peak of Nevosa
  • Take a photo of a U-shaped valley or other glacial landform that you were able to observe in the path that you made to the peak of Nevosa.
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