Com vista à comemoração de mais uma semana Cache In Trash Out (CITO), a segunda deste ano, organizam-se não um, mas dois CITO's para prosseguimento dos trabalhos, já anteriormente efectuados na remoção de espécies invasoras, desta vez em novos locais.

O GeoAlgarvio, em parceria com os
Filipona* e com os
a'jrebelo e com o apoio da APA-ARH Algarve, ALGAR, ICNF, CM de Silves, CM de Albufeira e CM de VRSA, pretende promover no próximo dia 25 de setembro, das 11h às 12h, mais duas ações de remoção de chorão, esta na área entre a praia dos Salgados(Albufeira) e a praia Grande(Silves).
O local de encontro será no parque de estacionamento da praia dos Salgados (Albufeira).

Plantas invasoras são plantas não nativas que causam impactos ambientais e económicos negativos.
Muitas das plantas que nos rodeiam foram transportadas do seu habitat natural para outros locais pelo que são denominadas plantas exóticas. Algumas destas espécies coexistem com as espécies nativas de forma equilibrada, mas outras há que se desenvolvem muito rapidamente e escapam ao controlo do Homem tornando-se nocivas – estas são designadas espécies invasoras. Além de superarem as barreiras geográficas, estas espécies conseguem superar barreiras bióticas e abióticas, mantendo populações estáveis.
O chorão-das-praias (Carpobrotus edulis), é uma espécie de planta suculenta, rastejante, nativa da região do Cabo, na África do Sul.

Subarbusto suculento e rastejante, com caules descaídos muito ramificados e com enraizamento em nós, que podem atingir alguns metros formando grandes tapetes densos. Apresenta folhas muito carnudas, quase encurvadas ou retas, estreitas, flores solitárias amarelas ou rosadas e frutos carnudos, globosos, amarelos e comestíveis. Florescem de março a junho.
A invasão pelo chorão-da-praia decorre geralmente de perturbações e uma vez estabelecido é competitivamente muito superior à vegetação nativa à qual se sobrepõe, eliminando-a. Reproduz-se sexuada e assexuadamente. A sua elevada velocidade de crescimento vegetativo e a sua forte adaptabilidade a ambientes difíceis levam-no a cobrir superfícies extensas num curto período de tempo, formando tapetes densos e contínuos que impedem a instalação da vegetação nativa. Deixa no solo uma camada de matéria orgânica em decomposição que inibe a regeneração de outra vegetação. Os frutos maduros são consumidos por aves (p.ex.: gaivotas) e pequenos mamíferos, que contribuem para a disseminação das sementes, expulsas através dos dejetos. As sementes permanecem no solo com capacidade germinativa durante vários anos. Germina intensivamente após passagem do fogo.
O controlo mecânico é considerado o mais eficaz. Faz-se por arranque manual das plantas das zonas colonizadas. As plantas arrancadas deverão ser removidas imediatamente do local, pois podem constituir mais um foco de invasão.
Para mais informações sobre o Chorão-da-praia, visite este link.
Para mais informações sobre as espécies invasoras em Portugal, visite este link.
Nota:
Para quem estiver interessado, no final do evento está prevista a instalação de equipamento para observação de aves "Birdwatching". Cortesia da SPEA.
