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Moby Dick - A Baleia

A cache by Camone_S Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 05/05/2017
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size: other (other)

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Moby Dick - A Baleia



Meteriorização


Meteorização ou intemperismo é o processo natural de decomposição ou desintegração de rochas e solos, e seus minerais constituintes, por acção dos efeitos químicos, físicos e biológicos que resultam da sua exposição aos agentes externos (neles se incluindo os factores antropogénicos, isto é devido directa ou indirectamente à acção humana). Em resumo, a meteorização é o fenômeno natural a que estão sujeitos todos os materiais geológicos quando expostos à acção combinada da atmosfera, da hidrosfera, da biosfera e da antroposfera, ocorrendo de forma permanente e generalizada em toda a superfície terrestre, não devendo contudo ser confundida com os efeitos da erosão, embora tenha frequentemente com eles uma relação estreita de causa e efeito.



Meteorização química



Este tipo de meteorização pode ocorrer com alteração da composição química e mineralógica dos minerais constituintes do corpo rochoso, podendo verificar-se a formação de minerais novos ou de neoformação. As acções químicas são provocadas sobretudo pela água, com diferentes substâncias dissolvidas ou em suspensão, e pelo ar húmido. Originam-se, assim, reacções de dissolução, hidratação, oxidação, redução, hidrólise, etc. As acções químicas são menos intensas nas regiões de clima desértico e nas regiões que se mantêm geladas todo o ano. Este tipo de meteorização é mais frequente em regiões quentes e húmidas.



Esta meteorização pode ocorrer de duas maneiras distintas:

- Os minerais são dissolvidos completamente e posteriormente podem precipitar formando os mesmos minerais. Ex: calcite ou halite.


- Os minerais são alterados e formam novos minerais. Ex: feldspato e micas que normalmente originam minerais de argila.


Os principais agentes desta alteração mineralógica são:

  • a água, com diferentes substâncias dissolvidas;

  • o oxigénio e o dióxido de carbono atmosféricos;

  • substâncias produzidas pelos seres vivos;

  • a temperatura, uma vez que influencia a velocidade das reacções.


Hidrólise


A hidrólise dos materiais rochosos, é uma reação química lenta e específica, em que os iões dos minerais reagem com os iões H+ e HO- da água, podendo originar novos minerais. Como exemplo, apresenta-se a meteorização por hidrólise de um feldspato.

Na natureza a acidificação da água é um fenómeno frequente, pois o CO2 atmosférico, ou o existente nos solos, pode reagir com a água formando ácido carbónico, que tem tendência a ionizar-se.


Estas águas acidificadas reagem com o feldspato potássico (mineral que ocorre, por exemplo nas rochas graníticas), originando a caulinite – mineral do grupo das argilas, com grande interesse para a indústria cerâmica. Este exemplo de meteorização é representado pela reacção química:


O fenómeno denomina-se caulinização, ocorrendo frequentemente nas rochas graníticas, que a pouco e pouco, se vão alterando, pela transformação dos feldspatos em minerais de argila.



Dissolução


Na dissolução ocorre a reacção dos minerais com a água ou com um ácido. A ligação entre os diferentes iões é quebrada e os iões livres ficam dissolvidos numa solução. Exemplo: A halite é um mineral extremamente solúvel, quando comparado com o quartzo. Ao colocar halite na água obtemos água salgada com iões de sódio e de cloro dissolvidos.


Outro dos exemplos reside no facto do calcário poder ser dissolvido pela água da chuva (água que apresenta uma acidez média alta/alta).

Dum modo geral, os calcários ostentam uma densa rede de diaclases. Não fosse a comum existência dessa rede de fracturas, os calcários seriam rochas bastante impermeáveis. É a circulação da água da chuva por essas diaclases que leva ao seu progressivo alargamento, dando origem a formas de relevo características das regiões calcárias: o Relevo Cársico.

Os calcários são rochas fundamentalmente constituídas por um mineral a que se dá o nome de calcite (carbonato de cálcio: CaCO3). Sendo este mineral facilmente atacado pelos ácidos, quando em contacto com as águas ácidas que neles circulam pelas diaclases, ocorre uma reacção química característica, conhecida por carbonatação, da qual resulta bicarbonato de cálcio dissolvido na água. A lenta mas contínua circulação das águas pelas diaclases leva à dissolução do calcário.Por este processo, as fendas vão-se alargando e coalescendo umas com as outras, o que, em casos extremos pode levar à formação de longos e largos canais subterrâneos, por onde se dá uma intensa circulação da água. Em Portugal continental, os maciços calcários da região centro (Fátima, Minde, Ourém), são bons exemplos de locais onde ocorre a formação de grutas e galerias subterrâneas.



Oxidação/Redução


Processo de meteorização química, pelo qual o oxigénio atmosférico (pode estar dissolvido na água) reage com os iões dos minerais, produzindo óxidos.

Este processo é especialmente importante na meteorização de minerais, com teores de ferro elevados (minerais ferromagnesianos – olivinas piroxenas e as anfíbolas).

O ferro, que faz parte de alguns dos minerais mais comuns como a biotite e a olivina, pode ser facilmente oxidado pela seguinte reacção:



Por este processo, formam-se novos minerais, com o ferro na forma oxidada, como a hematite. O ferro oxidado torna-se insolúvel em água, precipitando-se no meio em que se encontre, devendo-se a este facto a coloração avermelhada dos produtos deste tipo de meteorização.

Hidratação/Desidratação - Este processo de meteorização envolve a combinação química de minerais com a água (hidratação) ou a sua remoção de outros (desidratação). No caso da hidratação, ocorre um aumento de volume que facilita a desintegração das rochas por acção da hidrólise.



Hidratação/Desidratação


Este processo de meteorização envolve a combinação química de minerais com a água (hidratação) ou a sua remoção de outros (desidratação). No caso da hidratação, ocorre um aumento de volume que facilita a desintegração das rochas por acção da hidrólise.



Em suma, por acção da meteorização química obtêm-se produtos químicos (iões e novos minerais), que constituem um outro tipo de sedimentos de origem não detrítica. Tal como já foi referido, podemos considerar um outro tipo de meteorização química que se designa por meteorização químico-biológica e é causada pelos processos metabólicos dos seres vivos que, ao produzirem fluidos e ácidos podem potencializar a meteorização das rochas.



Meteorização Física



Neste tipo de meteorização incluem-se processos, tais como a acção da água, a acção do gelo, a acção dos seres vivos, do calor, o crescimento de minerais e o alívio de pressão.



Acção da água

A água constitui o mais importante factor de alteração das rochas. A alternância de períodos secos com períodos de forte humidade, resultantes da variação cíclica de teores em água das rochas, originam aumentos de volume e retrações, gerando tensões que conduzem à fracturação e, eventualmente, à desagregação do material rochoso. A própria acção da água da chuva sobre as rochas também contribui para a sua meteorização.


Crioclastia

Por diminuição de temperatura, a água acumulada nas fraturas e fendas das rochas acaba por passar do estado líquido para o estado sólido. Este acréscimo de volume vai exercer forças expansivas que vão aumentar as fissuras já existentes, ou originam novas fissuras, contribuindo assim para a desagregação da rocha. Logicamente que uma rocha muito porosa e fissurada desagrega-se com mais facilidade que uma rocha pouco porosa e fissurada.


Fig. 2 - Esquema representativo da acção da Crioclastia.



Acção dos seres vivos

A implantação de sementes nas fraturas de rochas porosas e com fraca resistência estrutural pode contribuir para a desagregação das mesmas. As suas raízes são responsáveis pelo alargamento das fendas pré-existentes, com consequente separação dos blocos rochosos.

Também certos animais como os coelhos, as formigas, entre outros, ao cavarem as suas tocas e galerias aumentam o grau de degradação e expõem, ainda mais, as rochas a outros agentes de meteorização.



Termoclastia

Provocada pela variabilidade da temperatura na superfície dos materiais rochosos, o que lhes provoca uma variação de volume: estes dilatam-se, por reacção a temperaturas elevadas,  e contraem-se por reacção ao arrefecimento. Em locais com grandes amplitudes térmicas diárias, como os desertos, a meteorização dos materiais rochosos ocorre principalmente por este processo.



Haloclastia

A água que existe nas fraturas e poros das rochas contém sais dissolvidos que podem precipitar e iniciar o seu crescimento exercendo uma força expansiva, que contribui para uma maior desagregação das rochas.


Fig.3 - Fenómeno de Haloclastia.



Alívio de pressão

A redução de pressão sobre uma massa rochosa pode causar a sua expansão e posterior fragmentação. As rochas formadas em profundidade sob grande pressão, quando são aliviadas do peso das rochas sobrejacentes, expandem, fraturam e formam diáclases.

Este alívio de pressão, conjugado com a alteração química, provoca o aparecimento de camadas concêntricas de capas algo semelhantes a escamas de cebola. Esse processo designa-se disjunção esferoidal.


Fig.4 - Diacláses e Disjunção esferoidal.


Para poder concluir esta Earthcache terá que me enviar por email as respostas às seguintes perguntas:


1. Qual o comprimento aproximado da Baleia?


2. Qual o fenómeno de meteorização que deu origem a sua formação?


3. Em que direcção a Baleia vai a navegar?


4. Qual a altitude onde se encontra a Baleia?



Opcional: uma foto sua no local, incluída no registo, será apreciada, e prova que efectivamente esteve lá. Note que não deverá ser possível estimar as respostas através das fotografias publicadas. Obrigado pela visita.

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