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EUR/EC9 - Rio Zêzere - As Lagoas EarthCache

Hidden : 09/05/2017
Difficulty:
3 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size:   other (other)

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Geocache Description:

Proteger os rios, é proteger a vida.

Poluir os Rios, é Poluir o nosso modo de vida.


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Resultado de imagem para proteja os rios
Se todos os rios são doces, de onde o mar tira o sal?
Como sabem as estações do ano que devem trocar de camisa?
Por que são tão lentas no inverno e tão agitadas depois?
E como as raízes sabem que devem alçar-se até a luz e saudar o ar com tantas flores e cores?
É sempre a mesma primavera que repete seu papel?
E o outono?... ele chega legalmente ou é uma estação clandestina?
Pablo Neruda
Encontra-se neste momento num dos locais mais belos de Portugal

O rio Zêzere, tem muitas lagoas, umas maiores outras maiores, umas mais à vista outras mais escondidas, todas interessantes.

Embora tecnicamente uma lagoa, só tem entrada de água e não tem saída, a este tipo de fenómeno poderemos considerar lagoas de continuidade, visto elas receberem a água do rio e permitirem a sua continuidade, uma espécie de vasos comunicantes.

Esta lagoa que vais visitar, está como umas quantas para montante e outras para jusante, mais escondida.

As lagoas formaram-se em locais onde existem condições para uma planície ligeira na montanha, que na depressão que se forma, sejam criadas condições para o armazenamento de água, neste caso de água corrente, o que potencia o aparecimento de fauna e flora adaptada a este tipo de ambiente.

Uma lagoa é um corpo de água com pouco fluxo, mas geralmente sem água estagnada, o que é nitidamente o caso, podendo ser natural (que também é o caso)  ou feita pelo Homem (artificial), e é usualmente menor que um lago
Uma larga variedade de corpos d'água feitos pelo homem são classificadas como lagoas, incluindo jardins d'água desenhados para ornamentação, tanques para a produção comercial de peixes e tanques solares para o armazenamento de energia térmica.
Lagoas e lagos são diferenciados de córregos, rios e outros cursos d'água via velocidade da corrente

Enquanto as correntezas são facilmente observadas, lagoas e lagos possuem microcorrentezas conduzidas termicamente e correntes provocadas pelo vento

Estas características distinguem uma lagoa de muitos outros acidentes geográficos com características de terreno aquático, como as piscinas naturais formadas pelas marés
  
A distinção técnica entre uma lagoa e um lago ainda não foi padronizada universalmente. Limnologistas propuseram definições formais para lagoa, em parte para incluir "as massas d'água em que a luz penetra até o fundo do corpo de água," "corpos d'água rasos o bastante para plantas enraizadas crescerem nela," e "massas de água em que falta ação de ondas na margem." Cada uma dessas definições tem encontrado resistência ou desaprovação, já que as características definidoras são difíceis de se medir ou verificar. Assim, algumas organizações e pesquisadores se fixaram nas definições técnicas em que "lago" e "lagoa" dependem apenas do tamanho.

Formação

Lagoas podem resultar de uma ampla gama de processos naturais, embora, em muitas partes do mundo, estes sejam, fortemente, condicionados pela atividade humana. 
Qualquer depressão no terreno, que coleta e conserva uma quantidade suficiente de precipitação, pode ser considerada uma lagoa, como as depressões formadas por eventos geológicos, como o tectonismo ou os glaciares.
   
As características geológicas, geomorfológicas e climatológicas desempenham um importante papel no funcionamento do ciclo da água na Serra da Estrela. Esta região montanhosa é origem de recursos hídricos estratégicos de elevada qualidade para Portugal, não só para o uso doméstico, mas também para a agricultura e para a indústria do engarrafamento, Espinha Marques et al. (2009)




Enquadramento hidrogeológico:
Situada na zona Centro-Ibérica do Maciço Ibérico, a Serra da Estrela constitui o sector mais ocidental da Cordilheira Centro-Ibérica, e.g. Ribeiro (1954), Ribeiro et al. (1990). Este maciço montanhoso, situado entre a cidade da Guarda e a Serra da Lousã, corresponde a uma elevação com cerca de 115 km de comprimento e 25 km de largura, apresenta direcção NE-SW e altitude máxima de 1993 m na Torre. As principais litologias que formam a Serra da Estrela são (Fig. 2): (i) Rochas graníticas de idade Varisca; (ii) Rochas metassedimentares de idade Precâmbrica-Câmbrica; (iii) depósitos aluvionares e glaciários do Quaternário, e.g. Teixeira et al. (1974), Ferreira e Vieira (1999). As megaestruturas regionais correspondem a zonas de falha profundas que tomam as designações, Falha de Bragança-Vilariça-Manteigas, de direcção NNE-SSW, e a Falha de Seia-Lousã, de direcção NE-SW (Ribeiro et al., 1990).

A Serra da Estrela apresenta um clima de influência Mediterrânea e Atlântica, com precipitação média anual a rondar os 2500 mm nas áreas mais elevadas, sendo controlado pela circulação de ar vinda predominantemente do Atlântico Norte e pela altitude, Daveau et al. (1997), Mora (2006). A temperatura média anual do ar pode atingir valores inferiores a 4ºC na Torre e inferiores a 7ºC nas regiões mais aplanadas, Vieira & Mora (1998). Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger, o clima da Serra da Estrela é do tipo Csb, ou seja, de temperaturas amenas, com verões amenos e secos, e g. Kottek et al. (2006), Peel et al. (2007). Para sul da região estudada o clima é do tipo Csa, o qual corresponde a temperaturas amenas, com verões quentes e secos. Consequentemente, esta classificação climática reforça a ideia de que o clima da Serra da Estrela não é tipicamente Mediterrâneo uma vez que se localiza numa região de transição entre a influência do Oceano Atlântico e a do Mar Mediterrâneo. A geologia da Serra da Estrela é o principal elemento do sistema hidrogeológico regional, uma vez que condiciona algumas das suas principais características, tais como a infiltração e a recarga dos aquíferos, o tipo de meio de circulação (poroso vs. fissurado), os trajectos do fluxo subterrâneo ou a hidrogeoquímica, Espinha Marques (2007), Espinha Marques et al. (2011a). Devido ao predomínio de rochas graníticas e metassedimentares na região, a circulação de água subterrânea ocorre, principalmente, em meio fissurado e, em menor medida, em meio poroso.


A área drenante da bacia do Zêzere a montante da barragem do Cabril,




Mineralogia

O rio Zêzere atravessa, no seu curso superior, regiões xistosas e quartzíticas ricas em chumbo e zinco, como foi observado por Décio Thadeu (1951, p. 71-81), em várias minas (Minas da Panasqueira, p.e.) e filões diversos em diversas zonas. Está também atestada a exploração do estanho de aluvião, nomeadamente na zona de Belmonte (Allan, 1965, p. 19). Lautensach refere para a área meridional da área em estudo, filões de quartzo aurífero e chumbo e zinco para a área setentrional.




O Zêzere começa a tomar corpo nos covões de origem glaciária, no coração da Serra da Estrela, no sítio do Covão da Ametade.
Por entre as bétulas ganha a forma de rio alimentado pelo degelo das neves.
Em seguida lança-se pelo vale glaciário  entre os grandes blocos de granito, com grande velocidade devido ao declive.
Da nascente até Manteigas corre quase no sentido de sul para norte.
A jusante da vila vai mudando de direção correndo de sudeste para noroeste até às imediações de Belmonte.

Perto da nascente no concelho de Manteigas, o rio corre rápido.
As suas águas bastante oxigenadas sustentam uma população de trutas autóctones que são utilizadas na confeção de variados pratos regionais.
A força das águas movidas pelo degelo das neves e das inúmeras nascentes criaram condições para que há vários séculos  se instalassem na região as primeiras indústrias  têxteis, cujas máquinas de tecelagem eram movidas pela força da água.

Ação geológica das águas dos rios

Formação dos rios

fonte → arroio → riacho → rio

A água, ao desgastar as rochas, vai alcançando o nível freático, recebendo água da zona saturada, dos afluentes e das chuvas, aumentando seu volume.

Velocidade dos rios

Depende:

da topografia do terreno;
das condições climáticas;
da quantidade de material transportado; e
da idade do rio.

Conclusão:

a menor velocidade é em V1, devida ao atrito com as rochas;
a maior velocidade é em V4, pois o atrito da água é só com água;
o V4 está situado um pouco acima da metade da profundidade do rio.

Acção dos rios

São dois tipos:

Dissolução de rochas:  As rochas formadas por sais que apresentam ligações iônicas são dissolvidas (ação química).

Fragmentação de rochas:  As rochas são quebradas em pedaços pela força da água (ação física).

Formas de transporte

Logo após a acção dos rios, os materiais são transportados, podendo ser de três modos distintos:

em solução → transporte de íons
em suspensão → transporte de moléculas e pequenas partículas (ex.: argila)
em arrastamento → transporte de materiais pesados, pelo fundo. sendo este transporte de dois modos:
por rolamento (sem obstáculo, se o fundo for liso)
por salto (com obstáculo, se o fundo não for liso)
Nos dois casos de arrastamento formam-se os seixos rolados (blocos arredondados com menos de 25cm de diâmetro).
Fases do rio (ou idade)
Localização
Pela localização e Acção exercida pelo rio podemos observar três fases:
juvenil → desce pela montanha e ocorre mais intemperismo em profundidade do que nas laterais
madura → desce pelo vale e ocorre mais intemperismo nas laterais do que em profundidade

senil → escoa pela planície e praticamente não ocorre intemperismo e sim depósitos de materiais provenientes da acção do rio


Na fase juvenil, caracteriza-se pelo excesso de energia, que transporta e erode em profundidade, típica das cabeceiras dos rios. 
Quando o gradiente for tal, que a energia seja suficiente apenas para o transporte, não erodindo mais o fundo, dá-se o nome de fase madura. 
Com a deposição dos detritos mais grosseiros o vale tende a alargar-se, como já vimos. 
Sendo muito pronunciado este alargamento, formando-se extensa planície onde meandra o rio, diz-se que este está em fase senil.

Para que o teu log seja considerado é necessário responderes às seguintes questões:

Estás numa das lagoas naturais do Rio Zêzere, tanto a montante como a Jusante, poderás verificar que existem algumas lagoas bem bonitas e interessantes.

1- Recorrendo ao descrito e à observação que faz do local, complete o título de um possível romance, este seria o "Retrato do Rio enquanto ... "?
a) Jovem
b) Maduro
c) Senil

2- No local a pequena lagoa mede quanto de comprimento?
a) menos de 15 metros
b) 20 metros
c) 25 metros
d) Mais de 25 metros

3- No local a pequena lagoa mede quanto de largura?

a) menos de 5 metros
b) entre 5 e 7 metros
c) entre 8 e 10 metros
d) entre 11 e 13 metros
e) mais de 13 metros

4- As rochas presentes são de origem ...
a) Sedimentar
b) Metamórfica
c) Vulcânica

5-No local encontra
a) muita vegetação e algumas árvores
b) muitas árvores e pouca vegetação
c) nem árvores nem vegetação

d) Só árvores


Additional Hints (No hints available.)