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Bitaro: Caro eugenia_amaral,
Esta geocache foi arquivada por falta de uma resposta atempada e/ou adequada perante uma situação de falta de manutenção.
Relembro a secção das Linhas de Orientação que regulam a manutenção das geocaches:

O dono da geocache é responsável por visitas à localização física.

Você é responsável por visitas ocasionais à sua geocache para assegurar que está tudo em ordem para funcionar, especialmente quando alguém reporta um problema com a geocache (desaparecimento, estrago, humidade/infiltrações, etc.), ou faz um registo "Precisa de Manutenção". Desactive temporariamente a sua geocache para que os outros saibam que não devem procurar a geocache até que tenha resolvido o problema. É-lhe concedido um período razoável de tempo - geralmente até 4 semanas - dentro do qual deverá verificar o estado da sua geocache. Se a geocache não estiver a receber a manutenção necessária ou estiver temporariamente desactivada por um longo período de tempo, poderemos arquivar a página da geocache.

Se no local existe algum recipiente por favor recolha-o a fim de evitar que se torne lixo (geolitter).

Uma vez que se trata de um caso de falta de manutenção a sua geocache não poderá ser desarquivada. Caso submeta uma nova será tido em conta este arquivamento por falta de manutenção.

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AZGT Festas típicas do Espírito Santo na Madalena

A cache by eugenia_amaral Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 09/03/2018
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


Festas do Divino Espírito Santo na Madalena do Pico    

 

Nestas festividades o passado é presente. A tradição

continua. Vamos conhecê-la.

Origem

 

A cultura popular das festas do Divino Espírito Santo na Madalena do Pico, à semelhança das restantes dos Açores, é oriunda de povoações do continente português trazidas para os Açores a quando da seu povoamento, com especial relevância para a região de Tomar.

            A tradição oral e escrita relata-nos que estas festas, associadas ao calendário litúrgico, sete semanas após o domingo de páscoa, estão diretamente ligadas às frequentes erupções vulcânicas que, assustando as populações, levaram estes povos, num ato de fé, a se comprometerem com o Divino Espírito Santo em realizar

estes festejos distribuindo alimentos, inicialmente pelos mais pobres e, atualmente, por todas as pessoas que passarem pelo local do império, enquanto este se mantiver aberto.

Fig 1- Coroa do Divino Espírito Santo  

 

Os festejos em honra do Divino Espírito Santo continuam a realizar-se anualmente,  prolongando-se do domingo até à terça-feira, finalizando no domingo seguinte, chamado domingo da trindade. Entre amigos e convidados verifica-se sempre um grande envolvimento de toda a comunidade.

De registar que atualmente existem famílias que realizam as festividades fora das datas mencionadas, cumprindo promessas feitas ao Divino Espírito Santo, tradicionalmente ligadas a problemas vividos, nomeadamente de saúde, para os quais procuraram a ajuda divina.

 

  • Tradição                                                                

 

A permanência destas festas mantém viva a ponte entre a tradição e a modernidade, cujo testemunho vivo se pode assistir em todas as freguesias do concelho. Uma vez que se registam ligeiras alterações nos dias e nos festejos nas diferentes freguesias do concelho freguesia do concelho, concentrem-nos na tradição da freguesia e vila da Madalena.

Aqui o dia das tradicionais festas do Divino Espírito Santo é a terça-feira, iniciando --se com a mudança da coroa na segunda-feira. No dia da festa realiza-se a procissão para a igreja, a celebração da missa com a coroação do mordomo, a procissão de regresso até ao salão onde se realiza o almoço (em anos longínquos em vez do almoço eram distribuídas sopas pelos pobres da freguesia à saída da igreja), seguindo-se a procissão das rosquilhas, a benção das mesmas pelo pároco, arraial, distribuição das rosquilhas e, para finalizar, a procissão de encerramento os festejos.

A pessoa responsável pela festa, ou seja a que “levanta o império” designa-se de “mordomo”. É ele que, em conjunto com a família e amigos, coordena a festa.

Esta festa está diretamente ligada a um conjunto de insígnias, a Coroa do Espírito Santo (suporte/salva, coroa e ceptro), o estandarte que acompanha a respetiva coroa e as varas que durante a procissão fecham as “quadras”, que não são mais do que um quadrado formado em volta da pessoa que transporta a coroa ou o estandarte.

Cada mordomo decide quantas coroas e respetivos estandartes leva na procissão. Contudo, há uma regra: o mordomo, no caso de haver mais do que um a coroa, é sempre o último a incorporar a procissão, seguindo-se a filarmónica que fecha o cortejo.

Este cortejo é aberto pelos foliões, normalmente 2 homens com tambores que entoam cânticos próprios enquanto caminham em procissão.

Salienta-se que só após estes terminarem os cânticos a filarmónica toca e assim alternadamente.

 

 

Fig. 2- Mordomo com a coroa na procissão

 

 

      Mudança da Coroa

 

A sequência tradicional das festas inicia-se na véspera. À entrada da casa e/ou salão é feito um arco com verduras e flores que permanece até secar Neste dia realiza-se  a chamada “mudança da coroa”, ou seja, organiza-se uma procissão que sai da casa do mordomo, passa pela “copeira”, também conhecida por império (casa onde a(s) coroa(s) do Espírito Santo e estandartes são guardados durante o ano) e regressa a casa do “mordomo” ou ao salão onde irá decorrer a festa no dia seguinte. Ao passar pela “copeira” a procissão vai parando para as pessoas receberem a coroa ou estandarte.

Este cortejo é feito ao anoitecer. Assim, os convidados, ao incorporarem a procissão, vão segurando varas, na horizontal, todas ligadas entre si, formando uma linha extensa, em duas alas, onde são enfiadas lanternas. Estas são feitas numa armação em verga, forradas em papel seda vermelho ou branco. No interior, cada lanterna suporta uma vela que permanece acesa durante o cortejo.

Atrás dos convidados seguem as “quadras”, respeitando-se a ordem um estandarte, uma coroa, fechados nas respetivas   quadras, sendo a última quadra a do mordomo, seguido da filarmónica que, por ser de noite, necessita de voluntários a segurar lanternas a gás para lhes possibilitar a leitura das pautas.

À frente de cada “quadra” seguem uma ou duas crianças com cestinhas de flores e dos lados dois adultos com lanternas acesas.

Chegados à casa do “mordomo” ou ao salão  as coroas são colocadas num altar,feito em género de degrau, revestido de colchas vermelhas cobertas por toalhas de renda branca e decorado com flores brancas e vermelhas e velas. Os estandartes são colocados ao lado e, tradicionalmente, em uma das janelas (a janela é aberta e o estandarte colocado pela janela fora).

Segue-se um tradicional convívio onde é típico a presença da massa sovada, queijo, favas

guisadas, arroz doce e vinho do Pico.

 

  • Terça-feira do Espírito Santo, a festa

                                                 Fig. 3 – Benção das rosquilhas

 

 

No dia da festa, logo pela manhã, reúnem-se os convidados amigos e familiares em casa do “mordomo” para organizar a procissão que irá até à igreja. Trata-se de uma procissão semelhante à do dia anterior, à exceção das varas horizontais com as lanternas. A organização da procissão segue a mesma ordem.

Chegados à igreja as coroas são colocadas em frente ao altar e os estandartes dos lados. Celebra-se a missa e , no final, o “mordomo”, bem como todos os que transportaram as coroas são coroados (o sacerdote dá-lhes o ceptro a beijar que depois é segurado com a mão direita, enquanto a coroa, colocada na cabeça é segurada pela outra mão). Atrás de cada um dos coroados está a pessoa que transportou o estandarte com este colocado ao alto. Enquanto decorre a cerimónia entoa-se um cântico próprio, o hino do Espírito Santo.

Terminada a eucaristia organiza-se novamente procissão até ao local onde decorre o almoço, normalmente num salão, onde está preparado um altar ricamente enfeitado para receber as coroas. Aí já estão prontas a servir as deliciosas sopas, preparadas durante a madrugada, a carne assada, o arroz doce e a massa sovada, preparados no dia anterior.

Os almoços são sempre animados e participados por muita gente. No final os foliões entoam os seus cânticos e a filarmónica toca o hino do Espírito Santo.

Por volta das quatro horas da tarde, volta a organizar-se nova procissão que sai do salão e percorre as ruas do centro da vila para as senhoras se incorporarem com os açafates (feitos de vimes e forrados com toalhas de renda) de rosquilhas à cabeça, seguidas dos companheiros com uma vara na mão. Cada açafate leva “uma conta” (30 rosquilhas) ou “meia conta” (15 rosquilhas). É realmente uma procissão muito bonita e colorida pelas flores que enfeitam as rosquilhas, tipicamente cravos e açucenas.

Na procissão não estão todas as rosquilhas que irão ser distribuídas, apenas uma parte simbólica, uma vez que são cozidas sempre mais de seis mil rosquilhas. As restantes já se encontram no adro da igreja, em carrinhas, pois é lá que a procissão termina e o pároco procede à benção das mesmas. As coroas são transportadas para a “copeira” que se situa ao lado da igreja.

Por esta altura do dia a filarmónica abrilhanta o arraial enquanto as pessoas convivem.

Por volta das sete horas, abre-se o império (é atirado um foguete para avisar que vai iniciar-se a distribuição das rosquilhas). Estas rosquilhas são oferta dos cidadãos da freguesia. Previamente a comunidade reúne “os irmãos” (aqueles que vão oferecer as rosquilhas ou dinheiro para o império as mandar fazer) e escolhem entre si uma comissão que fica responsável pela recolha das rosquilhas não integradas na procissão e distribuição destas durante a festa. Durante cerca de horas duas horas, todas as pessoas que passam pelo local recebem uma rosquilha.

Findo o tempo estipulado são atirados uma série de foguetes para anunciar que o império fechou.

Preparam-se então para a procissão final. Esta sai da “copeira” e dirige-se para o salão onde decorreu o almoço. As coroas voltam a ser colocadas no altar e terminam os festejos da terça-feira.

 

 

 

 

 

 

 

Nota

Esta cache foi produzida no  âmbito do curso de geocaching para professores – Geocaching uma ferramenta educativa – realizado na Escola Secundária de Lagoa, em setembro de 2018.

 

 

 

Feast of the Divine Holy Spirit in Madalena Pico

In these festivities the past is present. The tradition continues. Let's get to know her.

 

● Source

The popular culture of the festivals of the Divine Holy Spirit  in  Madalena,  Pico, is similar to the rest of the Azores, comes from settlements of the Portuguese mainland brought to the Azores when it is populated, with special relevance to the region of Tomar.

 Oral and written tradition tells us that these feasts, associated with the liturgical calendar seven weeks after Easter Sunday, are directly linked to the frequent volcanic eruptions which, frightening the people, led these peoples, in an act of faith, to commit themselves with the Divine Holy Spirit to perform these festivities by distributing food, initially by the poorest and, presently, by all those who pass through the place of the empire, while it remains open.

The celebrations in honor of the Divine Holy Spirit continue to take place annually, extending from Sunday to Tuesday, ending the following Sunday, called Sunday of the trinity. Between friends and guests there is always a great involvement of the whole community.

To note that there are currently families who carry out the festivities outside the aforementioned dates, fulfilling promises made to the Divine Holy Spirit, traditionally linked to problems of health, for which they sought divine help.

 

            Tradition

The permanence of these parties keeps alive the bridge between tradition and modernity, whose living testimony can be seen in all the parishes of the county. Since there are slight changes in the days and festivities in the different parishes of the county, this information focus the tradition of the parish and village of Madalena.

Here, the day of the traditional feasts of the Divine Holy Spirit is the Tuesday, beginning with the change of the crown on Monday. On the day of the feast, the procession to the church, the celebration of the mass with the coronation of the butler, the procession of return to the hall where the lunch takes place (in distant years instead of the lunch were distributed soups for the poor of the parish at the exit of the church), followed by the procession of the rosquilhas, the blessing of the same ones by the parish priest, distribution of the rosquilhas and, to finalize, the closing procession the feast.

The person responsible for the party, that is, the one who "raises the empire" is called "steward". It is he who, together with his family and friends, coordinates the party.

This festival is directly linked to a set of insignia, the Crown of the Holy Spirit (support / salvo, crown and scepter), the banner that accompanies its crown and the sticks that during the procession close the "blocks", which are no longer than a square formed around the person carrying the crown or banner.

Each butler decides how many crowns and respective banners he carries in the procession. However, there is a rule: the butler, if there is more than one crown, is always the last to incorporate the procession, followed by the philharmonic that closes the procession.

This procession is opened by the revelers, usually two men with drums that sing their own songs while walking in procession.

It is emphasized that only after these have finished the songs does the philharmonic play and so on.

● Change of Crown

 

 

The traditional sequence of parties begins the day before. At the entrance of the house or hall an arch is made with vegetables and flowers that remain until drying. On this day the so-called "change of the crown" is made, that is, a procession is organized that leaves the house of the butler, passes by " Holy Spirit home ", also known as empire and returns to the house of the "butler" or to the hall where the party will take place the following day. When passing by the "     Holy Spirit home " the procession stops for the people to receive the crown or banner.

This procession is done at dusk. Thus, the guests, incorporating the procession, hold rods horizontally, all linked together, forming an extensive line, in two wings, where lanterns are threaded. These are made in a ladder frame, lined with red or white silk paper. Inside, each flashlight supports a candle that remains lit during the procession.

Behind the guests follow the "blocks", respecting the order a banner, a crown, closed in the respective blocks, the last block being that of the butler, followed by the philharmonic which, because it is night, needs volunteers to hold lanterns to enable them to read the guidelines.

In front of each "block" follow one or two children with baskets of flowers and two adults with lanterns lit.

Arrived at the house of the "butler" or the hall the crowns are placed in an altar, made in sort of step, covered with red bedspreads covered by towels of white lace and decorated with white and red flowers and candles. The banners are placed next to and traditionally in one of the windows (the window is opened and the banners are placed outside the window).

It follows a traditional conviviality where it is typical the presence of the mass, cheese, beans

stews, sweet rice and Pico wine.

 

• Tuesday of the Holy Spirit, the feast

 

 

 

On the day of the party, early in the morning, guests and family members gather at the "butler's house" to organize the procession to the church. It is a procession similar to the previous day, with the exception of the horizontal rods with the lanterns. The organization of the procession follows the same order.

Arrived to the church the crowns are placed in front of the altar and the banners on the sides. Mass is celebrated and in the end the "steward" as well as all those who carried the crowns are crowned (the priest gives them the scepter to kiss which is then held with the right hand, while the crown, placed in the head is held by the other hand). Behind each of the crowns is the person who carried the banner with it placed high. As the ceremony takes place, a chant of its own is sung, the hymn of the Holy Spirit.

After the Eucharist, a procession is organized again to the place where the lunch takes place, usually in a hall, where an altar is prepared richly decorated to receive the crowns. Then they are ready to serve the delicious soups prepared at dawn, the roasted meat, the sweet rice and the batter, prepared the day before.

The lunches are always animated and participated by many people. In the end the revelers sing their songs and the philharmonic plays the hymn of the Holy Spirit.

Around four o'clock in the afternoon, a new procession is organized, which leaves the hall and walks along the streets of the town center, for the ladies to join with the saucers (made of wicker and covered with lace towels) from rosquilas to the head , followed by the companions with a stick in hand. Each saffron carries "an account" (30 rosquilhas) or "half count" (15 rosquilhas). It is indeed a very beautiful procession and colored by the flowers that adorn the rosquilas, typically blackheads and lilies.

In the procession are not all the rosquilas that will be distributed, only a symbolic part, since they are cooked always more than six thousand rosquilhas. The rest are already in the churchyard, in vans, for that is where the procession ends and the parish priest proceeds to bless them. The crowns are transported to the "copeira" that is located next to the church.

By this time of day the philharmonic raises the camp while the people live together.

Around seven o'clock, the empire opens (a rocket is thrown to warn that the distribution of the rosquilas will begin). These rosquilas are offered by the citizens of the parish. Previously the community gathers "the brothers" (those who will offer the rosquilhas or money for the empire to have them do) and choose between them a commission that is responsible for the collection of the rosquilhas not integrated in the procession and distribution of these during the party. For about two hours, all the people passing by receive a donut.

After the stipulated time is cast a series of rockets to announce that the empire closed.

They then prepare for the final procession. This one leaves the "copeira" and goes to the hall where the lunch took place. The crowns are put back on the altar and the feast of Tuesday ends.

 

Note

This cache was produced under the course of geocaching for teachers - Geocaching an educational tool - held at Lagoa Secondary School, in September 2018.

 

 

 

 

Additional Hints (No hints available.)



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