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[2] C.N.G. - Clube Nacional de Ginástica (Parede)

Hidden : 11/04/2018
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


 

O Clube Nacional de Ginástica, a sua História

A 5 de Junho de 1950 lavrou-se a escritura do nascimento do C.N.G.. E como surgiu esta designação? O nome não foi pacífico. Foram necessárias várias reuniões e filtrar os nomes propostos, alguns bem deslocados ou talvez não. Até o nome de "Adamastor" foi sugerido. De qualquer modo foi votado o de "Clube Nacional de Ginástica", ideia feliz e cuja autoria foi de Guilherme Guedes, futuro primeiro Presidente da Direção e pessoa muito ligada a atividades desportivas, sobretudo no campo da Ginástica. Em simultâneo foi desenhado o emblema do Clube, símbolo que mereceu o maior cuidado e cuja paternidade pertenceu a Nuno de Barros, a Manuel dos Santos Franco e a João Abreu, pessoas a quem o Clube muito veio a dever no campo desportivo, competitivo e administrativo. Depois foi o normal nestas circunstâncias: a procura de uma Sede condigna, onde se pudesse ter um recanto de leitura, uma sala de reuniões, um local onde fosse possível jogar um bridge e, sobretudo, um espaço para a prática desportiva que, desde o primeiro momento seriam o Voleibol e a Ginástica, independentemente de outras que viessem a captar interessados, como o Ténis e o popular "Pingue-pongue". Esse local foi encontrado e veio a situar-se na Av. Da República, na Vila Moita, tendo-se mantido como Sede desde a fundação, até ao ano de 1997.

Simultaneamente houve que elaborar estatutos, definir as cores dos equipamentos desportivos, enfim, de pôr em marcha toda uma estrutura minimamente consistente. Claro que houve problemas, discussões e zangas, abandonos, mas o Clube resistiu porque o sonho comanda a vida, como diz o Poeta e porque houve pessoas determinadas, prontas a sacrificar-se para que o seu ideal triunfasse. Seria justo mencionar algumas, mas o receio de ser injusto com outras leva-nos a preferir elaborar uma lista, o mais completa que nos foi possível, crê-se mesmo que sem falhas significativas, de todos aqueles que passara ao longo dos anos pelos Órgãos Sociais do Clube e que, dentro das suas possibilidades, o consolidaram, vitalizaram e o transformaram de um pequeno Grupo, num Clube de razoável dimensão, com objetivos bem definidos, vivendo para a prática do desporto, virado com especial relance para a formação de jovens.

Por outro lado, foi considerada como importante a existência de uma componente cultural. O objetivo seria, e é, a formação e captação dos espíritos mais sensíveis, o que, é justo dizê-lo, não tem sido fácil. O facto de recusar a prática do futebol, e antes enveredar por modalidades à data da sua fundação pouco desenvolvidas, fez nascer uma certa noção de elitismo. Hoje dir-se-á, e com razão, que há cinquenta anos, o Grupo Fundador do C.N.G. estava avançado em relação ao seu tempo. Existirão muitas modalidades tão espetaculares como o Vólei? A Ginástica não é considerada a modalidade mãe de todas as outras? E não são o Ténis de Mesa, a Natação, o Ténis, as diversas disciplinas de Artes Marciais, o Futebol de Salão e outras, nos nossos dias, acessíveis a todos e de gosto bem popular? E a cultura, nas suas diversas vertentes, sejam leitura, cinema, exposições, jogos de xadrez ou bridge, não deve ser promovida, de modo a beneficiar todos?

O C.N.G. respeitou sempre as colectividades mais antigas, mas obteve o seu próprio espaço na Parede, sem ferir susceptibilidades e sem atropelar ninguém.

O desenvolvimento do C.N.G. foi, como era natural, lento, difícil, por vezes penoso, com dificuldades financeiras imensas; por vezes foi necessária a boa vontade dos sócios mais abonados para satisfação de compromissos inadiáveis. Mas tudo foi vencido com determinação, com autoridade democrática e grande dedicação ao Clube. Todas as crises foram suplantadas, mesmo a que se abateu em 1974/1975, período em que o C.N.G. se transformou em sede de grandes debates políticos que originaram cisões graves, rompimentos tempestuosos e que só o tempo terá feito esquecer em parte. A vivência desse tempo dentro o Clube foi, afinal o reflexo da sociedade portuguesa da época e, embora tivessem ficado feridas, é firme convicção de que, se foram excedidos alguns limites eles foram posteriormente eliminados e considerados como próprios de um longo período de abafamento de expressão. Hoje o Clube vive em perfeita normalidade democrática, aliás como toda a sociedade portuguesa. O nosso Clube é um perfeito reflexo de um Portugal com desigualdades e com injustiças, é verdade, mas cheio de generosidade, de amplas liberdades, com uma juventude cheia de potencialidades onde o impossível não tem cabimento. Deixem-nos sonhar e afirmar que uma muito pequenas parcela da formação desta juventude cheia de potencialidades onde o impossível não tem cabimento. Deixem-nos sonhar e afirmar que uma muito pequena parcela da formação desta juventude viva pertence ao C.N.G e, por arrastamento, a todos aqueles que, em 1950, o fundaram.

Muito se ficou a dever nos primeiros tempos ao Presidente Estevão Carrasco, pelo vigor ue soube imprimir à nova coletividade e, mais tarde, ao Presidente Branco Martins que dedicando-se, de alma e coração, ao Clube e aliando uma postura de autoridade e honestidade com uma formação humanista, conduziu o C.N.G. a uma posição de relevo na comunidade da Parede.

Logo após a crise, em muitos sentidos libertadora, de 1974/1975, o C.N.G. recomeçou as suas atividades com grande empenho, mas demasiado fragilizado tanto no aspecto financeiro, como humano. Foram necessários vários anos para retomar a sua proverbial vitalidade, a qual terá sido alcançada sob a presidência de Júlio Correia.

Entretanto o Clube, devido ao esforço e dedicação do sócio fundador Júlio Botelho Moniz, obteve a permissão para primeiro utilizar e depois possuir as instalações do Rádio Clube Português. Este facto proporcionou ao C.N.G. a posse de um excelente espaço para as práticas desportivas e de lazer, espaço este que tem sido constantemente melhorado, em boa parte devido à gestão de diversas Direções, sempre presididas por Manuel Madeira, outro sócio a quem o Clube muito fica a dever.

In Monografia do Clube Nacional de Ginástica, Junho 2000

 

O Local

Antes de mais, o Team Osgas deixa ao C.N.G. um sincero agradecimento pela autorização dada para a colocação desta cache no interior das suas instalações. Aos geocachers que a procurem, pedimos o habitual: agradecemos respeito pelo anfitrião e a maior discrição na procura.

O recinto do C.N.G. está aberto aos seus utentes e ao público em geral, diariamente, entre as 08h00 e as 00h00.


A cache

Composta por uma caixa transparente, estanque, com espaço suficiente para troca de trackables — opção que recomendamos, sem que ela pretenda ser um TB Hotel — inclui como logbook um pequeno caderno de capa dura, estando todo o conjunto protegido dentro de um saco igualmente transparente, por forma a melhor garantir a sua integridade contra as intempéries. A fim de não se esgotar rapidamente o logbook, agradecemos que se tente ocupar completamente uma página antes de utilizar outra. Não tem material de escrita. #BYOP! ;)

Additional Hints (Decrypt)

Phvqnqb pbz riraghnvf fízvbf...

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



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