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Ignis ardens amor in abscondito – TB Hotel Letterbox Hybrid

Hidden : 09/01/2019
Difficulty:
1 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   regular (regular)

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Geocache Description:


Ignis Ardens amor in abscondito / Amor é fogo que arde sem se ver – TB Hotel

Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta português. Autor do poema "Os Lusíadas", uma das obras mais importantes da literatura portuguesa, que celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal. É o maior representante do Classicismo Português.

Nascimento e Juventude
Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa, Portugal, por volta de 1524. Filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá e Macedo, aparentada com a casa de Vimioso, da alta nobreza portuguesa, e sobrinho de D. Bento de Camões, cônego da Igreja de Santa Cruz de Coimbra.

Em 1527, durante uma epidemia de Peste, em Lisboa, D. João III e a corte transferiram-se para Coimbra, e Simão, a mulher e o filho, com apenas três anos, acompanharam o rei.

Luís de Camões viveu sua infância na época das grandes descobertas marítimas e também no início do Classicismo em Portugal. Foi aluno do colégio do convento de Santa Maria, tornando-se um profundo conhecedor de história, geografia e literatura.

Em 1537, D. João III transferiu a Universidade de Lisboa para Coimbra. Camões iniciou o curso de Teologia, mas levava uma vida irrequieta, desordeira, além da fama de conquistador, mostrando pouca vocação para a Igreja.

O Poeta e Soldado
Em 1544, com 20 anos, deixou as aulas de teologia e ingressou no curso de filosofia. Já era conhecido como poeta. Nessa época, compôs uma elegia à Paixão de Cristo, que ofereceu a seu tio. Seus versos revelam que ele estudou os clássicos da Antiguidade e os humanistas italianos. Nesse mesmo ano encontra-se com D. Catarina de Ataíde, dama da rainha D. Catarina da Áustria, esposa de D. João III e desse encontro nasce uma ardente paixão, mais tarde imortalizada pelo poeta, que se referia à dama do paço, com o anagrama “Natércia”.

Nessa época, a intelectualidade nacional era incentivada, sobressaindo-se escritores, pensadores e poetas, como Sá de Miranda e Luís de Camões. Num sarau, seguido de um torneio poético, o espanhol Juan Ramon, sobrinho de um professor da Universidade, sentiu-se ofendido por causa dos versos de Camões.

Seguiu-se um duelo e o espanhol saiu ferido, o que terminou na prisão do poeta, sob o protesto dos estudantes. No final de muitas discussões, Camões é perdoado, com a condição de ser desterrado durante um ano em Lisboa.

Na capital, os versos do poeta eram apreciados pelas damas da corte. Era perseguido por outros poetas, sendo vítima de muitas intrigas para desprestigiá-lo e afastá-lo da corte. Para fugir das perseguições, em 1547, Camões resolve embarcar, como soldado, para a África. Serviu dois anos em Ceuta. Combateu contra os mouros e durante uma briga perdeu o olho direito.

Em 1549, Luís de Camões retorna para Lisboa e entrega-se a uma vida desregrada. Em 1553, envolve-se em novo incidente, ferindo um empregado do paço. Foi preso e permaneceu um ano encarcerado. Nessa época, inspirado nas conquistas ultramarinas, nas viagens por mares desconhecidos, na descoberta de novas terras e no encontro com costumes diferentes, escreve o primeiro canto de sua imortal poesia épica, "Os Lusíadas".

Posto em Liberdade, em 1554, Camões embarca para as Índias. Esteve em Goa, e toma parte de várias outras expedições militares. É nomeado provedor em Macau, na China e durante a sua estada aí, escreveu mais 6 contos de seu poema épico. Em 1556, parte novamente para Goa, mas a sua embarcação naufraga na foz do rio Nekong.

Camões consegue salvar-se nadando, levando consigo os originais de "Os Lusíadas". Chegando a Goa, é preso novamente em consequência de novas intrigas. Ali recebeu a notícia da morte prematura de D. Catarina de Ataíde.

Em 1569, Camões resolve voltar para Portugal e embarca na nau Santa Fé, levando consigo um escravo, que o acompanhou até seus últimos dias. Chega a Cascais em 7 de abril de 1570. Depois de 16 anos, estava de volta à sua pátria. Em 1572, publica o poema "Os Lusíadas", que celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal.

Camões faz do navegador uma espécie de símbolo da coletividade lusitana e exalta a glória das conquistas, os novos reinos formados e o ideal de expansão da fé católica pelo mundo. O poema é composto por dez cantos, sendo cada canto formado por estrofes de oito versos. Com o sucesso, Camões recebe do rei D. Sebastião uma pensão anual, que mesmo assim não o livrou da extrema pobreza em que vivia.

Inspirado em "A Eneida", de Virgílio, Camões narra fatos heroicos da história de Portugal, em particular a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama. No poema, Camões mescla fatos da História Portuguesa e intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar ou atrapalhar o navegador.

Um Poeta Múltiplo
Camões foi um poeta sofisticado e popular, o poeta erudito do Renascimento, inspirando-se, por vezes, em canções ou trovas populares e escreveu poesias que lembram as velhas cantigas medievais. Além de Os Lusíadas, Camões escreveu poemas líricos, versos bucólicos, as comédias "El-rei Seleuco", "Filodemo" e "Anfitriões" e uma coleção de sonetos de amor, entre eles o mais famoso "O Amor é fogo que arde sem se ver":

Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer,

É um não querer mais que bem querer,
É um andar solitário por entre a gente,
É nunca contentar-se de contente,
É cuidar que se ganha em se perder,

É querer estar preso por vontade,
É servir a quem vence, o vencedor,
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões morreu em Lisboa, Portugal, no dia 10 de junho 1580, em absoluta pobreza.


English
Luís de Camões (1524-1580) was a Portuguese poet. Author of the poem "The Lusíadas", one of the most important works of Portuguese literature, which celebrates the maritime achievements and warriors of Portugal. He is the greatest representative of the Portuguese classicism.

Birth and Youth
Luís Vaz de Camões was born in Lisbon, Portugal, around 1524. Son of Simon Vaz de Camões and Ana de Sá e Macedo, with the House of Vimioso, of the high Portuguese nobility, and nephew of D. Bento de Camões, Canon of the Church of Santa Cruz de Coimbra.

In 1527, during an epidemic of pestilence in Lisbon, D. João III and the court transferred to Coimbra, and Simon, the woman and the son, only three years old, accompanied the king.

Luís de Camões lived his childhood at the time of the great maritime discoveries and also at the beginning of the classicism in Portugal. He was a student of the convent of Santa Maria. Becoming a profound connoisseur of history, geography and literature.

In 1537, D. João III transferred the University of Lisbon to Coimbra. Camões began the course of theology, but led a restless life, disorderly, beyond the fame of conqueror, showing little vocation to the church.

The poet and soldier
In 1544, at the age of 20, he left theology classes and joined the philosophy course. He was already known as a poet. At that time, he composed an elegy to the Passion of Christ, who offered his uncle. His verses reveal that he studied the classics of antiquity and the Italian humanists.

In 1544, at the age of 20, he meets with D. Catarina de Ataíde, queen of King Catherine of Austria, wife of D. João III, and of this encounter is born a fiery passion, later immortalized by the poet, who referred to the Lady of the Palace, with the anagram "Natércia".

At that time, the national intellectuality was encouraged, writers, thinkers and poets stood out, such as Sá de Miranda and Luís de Camões. In a Sarau, followed by a poetic tournament, Spaniard Juan Ramon, nephew of a university professor, felt offended because of the verses of Camões.

A duel followed and the Spaniard came out wounded, which ended in the poet's prison, under the protest of the students. At the end of many discussions, Camões is forgiven, with the condition of being banished during a year in Lisbon.

In the capital, the poet's verses were appreciated by the ladies of the court. He was persecuted by other poets, being the victim of many intrigues to dishonor him and draw him away from the court. To escape persecution, in 1547, Camões decides to embark, as a soldier, to Africa. He served two years in Ceuta. He fought against the moors and during a fight he lost his right eye.

In 1549, Luís de Camões returns to Lisbon and gives himself to a unruled life. In 1553, it engages in a new incident, hurting an employee of the palace. He was arrested and remained a year incarcerated. At that time, inspired by the overseas achievements, the journeys by unknown seas, the discovery of new lands and the encounter with different customs, writes the first corner of his immortal epic poetry, "The Lusíadas".

Post in freedom, in 1554, Camões embark on the Indies. He was in Goa, and he takes part in several other military expeditions. He is appointed provider in Macao, China and during his stay there, he wrote 6 more tales of his epic poem. In 1556, he leaves again for Goa, but his vessel sank at the mouth of the Nekong River.

Camões can save himself by swimming, taking with him the originals of the Lusíadas. Arriving in Goa, he is arrested again as a consequence of new intrigues. Ali received the news of the premature death of D. Catarina de Ataíde.

The Lusíadas
In 1569, Camões decides to return to Portugal and embarks on the ship Santa Fé, taking with him a slave, who accompanied him until his last days. Arrives in Cascais on April 7, 1570. After 16 years, he was back in his homeland. In 1572, he publishes his poem "The Lusíadas". Celebrating the maritime achievements and warriors of Portugal.

Camões makes the navigator a kind of symbol of the Lusitano collectivity and exalts the glory of the achievements, the new kingdoms formed and the ideal of expansion of the Catholic faith around the world. The poem is composed of ten corners, each corner is formed by stanzas of eight verses. With success, Camões receives from King D. Sebastião an annual pension, which still did not rid him of the extreme poverty in which he lived.

Inspired by the Aeneid, by Virgil, Camões narrates heroic facts of the history of Portugal, in particular the discovery of the maritime path to the Indies by Vasco da Gama. In the poem, Camões blends facts of Portuguese history with the intrigues of the Greek gods, who seek to help or disrupt the navigator.

A multiple poet
Camões was a sophisticated and popular poet, the erudite poet of the Renaissance, but sometimes it was inspired by popular songs or ballads and wrote poetry reminiscent of the old medieval songs. In addition to the Lusíadas, Camões wrote lyric poems, bucolic verses, the comedies El-Rei Seleuco, Filodemo and hosts and a collection of love sonnets, among them the most famous "Love is fire that burns without seeing itself":

Love is fire that burns without seeing itself,
It's sore that hurts, and it doesn't feel,
It's a disgruntled contentment,
It's pain that I don't hurt without hurting,

It's a no more wanting than good to want,
It's a lonely walk between us,
It is never content to be content,
It's taking care that you win in getting lost,


It's wanting to be trapped by Will,
It is to serve those who win, the winner,
It's about who kills us, loyalty.

But how can cause your favor
In the hearts of human friendship,
If so contrary to you is the same love?

Luís de Camões died in Lisbon, Portugal, on 10 June 1580, in absolute poverty.

Fonte: Ebiografia



A Cache
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A data de inauguração é "9 de Outubro de ABCD".
E=B-C
F=A+E
Caminha EFD metros na direcção EDDº
Quando lá chegares, sobe ao primeiro andar e procura "Sala Lisboa LX: (B)(E)P-(A)/POE"
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O acesso à cache está condicionado ao horário da Biblioteca, pelo que deverão consultar previamente o mesmo.

Horário / Time:




The Cache
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The inauguration date is "October 9, ABCD ".
E = B-C
F = A + E
Walks EFD meters in the direction EDD º
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