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Os 10 Centavos de Gondomar Traditional Cache

Hidden : 08/06/2019
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


(POR) O Papel-Moeda do Município de Gondomar durante a Primeira República

Com a implantação da República, a 5 de outubro de 1910, o novo regime instituiu rapidamente alterações na sociedade. Além das óbvias alterações de cariz político e social, também foi necessário proceder a alterações de cariz económico e financeiro. A alteração da unidade monetária foi uma dessas mudanças. Com a instituição de uma nova unidade modificaram-se os títulos das moedas, o seu peso e liga, porém, tudo conjugado de forma a não alterar o seu valor real.

Em 22 de maio de 1911, através de decreto-lei, foi adotada como unidade de cunhagem monetária, o escudo (divisível em 100 centavos).

No entanto, após o início da Grande Guerra (1914), a instabilidade politica e social agravou-se, dando início a uma crise económica e financeira. A enorme desvalorização do escudo teve como consequência a perda do poder de aquisição da moeda por parte da população, levando a moeda metálica, cujo valor intrínseco ultrapassava o nominal, a desaparecer de circulação.

Nos primeiros anos da década de 1920, a inflação disparou tão abruptamente que o Governo se viu forçado a criar a nota de 1000 escudos (até então, a de 100 escudos era a mais alta). Mas em pouco tempo também essa nota desvalorizou e o País mergulhou numa espiral de desvalorização monetária, já que o escudo desvalorizava mais depressa do que o ritmo a que se conseguia imprimir notas.

O País debatia-se com uma dívida pública milionária, fruto das dívidas de guerra por pagar. O escudo valia tão pouco que, efetivamente, compensava guardar as moedas pelo valor metálico que tinham. Como a população necessitava de moeda de troca, para as transações diárias, o Governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de 5, 10 e 20 centavos.

A medida, no entanto, não foi suficiente acabando o Governo por permitir a autorização da emissão desse papel por parte das Câmaras Municipais dentro da área dos respetivos concelhos. Mais tarde, com o agravar da situação, generalizou-se a emissão por parte de outras entidades, como Misericórdias e até empresas privadas.

Gondomar não foi exceção, com a Câmara Municipal a emitir cédulas no valor de 1, 2, 5, 10 e 20 centavos.

Todas estas emissões, incluindo as das autarquias, foram feitas ilegalmente, mas toleradas pela sua utilidade pública e circulação restrita. Tirando as emissões da Casa da Moeda e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que tinham circulação nacional, as restantes destinavam-se a suprir a necessidade de moeda a nível local, sendo o seu uso restrito ao concelho emissor.

Estas moedas-papel perduraram entre os anos de 1917 a 1925, tendo o governo proibido a sua circulação em 1924, mas só após a revolução de 28 de maio de 1926 é que começaram a desaparecer definitivamente com a emissão em massa de moeda de pequeno valor.

Este processo iniciado durante a guerra foi utilizado, dentro dos espaços territoriais de 178 concelhos do País, sendo que os municípios de Lisboa e Porto não seguiram esta prática. Nas duas maiores cidades do País coube às misericórdias e aos privados a emissão dessas cédulas. Era possível até pagar e receber trocos no Café “A Brasileira” com as cédulas emitidas pelo próprio estabelecimento. É que, desaparecidas as moedas, as casas comerciais emitiam talões para os trocos que aceitavam de volta em pagamento.

Todo o País viveu à custa deste dinheiro espontâneo, improvisado em farrapos de papel ou discos de lata, impressos, datilografados ou apenas manuscritos, com ou sem carimbo ou assinatura. Seria assim até ao final da Primeira República.

(ENG)

Gondomar's paper money during the First Republic

With the establishment of the Republic, on October 5, 1910, the new regime quickly instituted changes in society. In addition to the obvious political and social changes, economic and financial changes were also necessary. The change in currency was one such change. With the establishment of a new unit, the titles of the coins were changed, their weight and alloy, however, all combined so as not to change their real value.

On May 22, 1911, by decree-law, was adopted as a unit of coinage, the Escudo (divisible by 100 cents).

However, after the outbreak of the Great War (1914), political and social instability worsened, triggering an economic and financial crisis. The huge devaluation of the shield resulted in the population's loss of purchasing power, causing the metallic coin, whose intrinsic value exceeded its nominal value, to disappear from circulation.

In the early 1920s, inflation soared so abruptly that the government was forced to create the 1,000 Escudos (so far the 100 Escudos was the highest). But in a short time, that note also devalued and the country plunged into a spiral of currency devaluation, as the Escudo devalued faster than the rate at which notes could be printed.

The country was struggling with a millionaire public debt, the result of unpaid war debts. The Escudo was worth so little that, in effect, it was worth keeping the coins for their metallic value. As the population needed currency for daily transactions, the Government authorized the House of Currency to issue banknotes to replace the 5, 10 and 20 cent coins.

The measure, however, was not sufficient and the Government eventually allowed the authorization of the issuance of this paper by the Municipalities within the area of ​​the respective municipalities. Later, as the situation worsened, the issuance of other entities, such as Mercies and even private companies, became widespread.

Gondomar was no exception, with the Town Hall issuing 1, 2, 5, 10 and 20 cents.

All of these emissions, including those from municipalities, were made illegal but tolerated for their public utility and restricted circulation. Apart from the issuance of the House of Currency and Santa Casa da Misericórdia of Lisbon, which had national circulation, the rest were intended to meet the need for local currency, and their use was restricted to the issuing municipality.

These paper coins lasted from 1917 to 1925, and the government banned them in 1924, but it was not until the revolution of 28 May 1926 that they began to disappear definitively with the mass issuance of small coins.

This process started during the war was used within the territorial spaces of 178 counties of the country, and the municipalities of Lisbon and Porto did not follow this practice. In the two largest cities of the country it was up to the mercies and the private to issue these notes. It was even possible to pay and receive change at Café “A Brasileira” with banknotes issued by the establishment itself. Because the coins were gone, the trading houses issued vouchers for change that they accepted back in payment.

The whole country lived at the expense of this spontaneous money, improvised on rags of paper or tin disks, printed, typewritten or just handwritten, with or without stamp or signature. It would be so until the end of the First Republic.

Fonte/Source: Câmara Municipal de Gondomar

Additional Hints (Decrypt)

Zntaégvpn / Zntargvp

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)