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O tesouro do pirata La Buse

A cache by joom Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 03/09/2020
Difficulty:
5 out of 5
Terrain:
3.5 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


A história

Um dia houve que os navios piratas navegaram ali ao lado dos Cavalos de Fão. Eram evitados em cuidadosas manobras de navegação a contar as braças que havia até ao fundo. Na altura os piratas arriscavam aproximarem-se mais da costa pois o estuário do Cávado proporcionava, para além de água fresca, um local seguro e escondido para reparações nas embarcações.

Reza a lenda que há aproximadamente três séculos Olivier Levasseur, conhecido também como La Buse, em fuga das Caraíbas rumo a Madagáscar passou pela costa portuguesa e mais concretamente pela foz do Cávado. Por essa altura não usava pala no olho direito, com a fama de atacar rapidamente as suas presas tal como os falcões fazem às cobras, e tendo deixado a vida de corsário para trás. A carta de corso, que lhe dava amparo legal para saquear navios de nações inimigas tinha sido revogada pelo rei francês. Agora era um fora-da-lei e por isso foi obrigado, como muitos outros, a rumar ao Índico para procurar novas presas. Quase que fora tentado em regressar à terra natal, Calais, mas se o fizesse seguramente seria feito prisioneiro.

Sabia-se que ainda não tinha ocorrido o grande saque ao Nossa Senhora do Cabo, e o seu triste fim numa forca, a 7 de Julho de 1730, era ainda distante. Mas já nessa altura, há três séculos portanto, escondeu um tesouro deixando somente uma mensagem encriptada. Era um teste para o futuro e para ver se era um método fiável para manter tudo em segredo e com segurança. Assim, certo dia e numa das vezes que veio a terra, aproveitou para esconder um pequeno saque. Depois dirigiu-se para onde se bebia rum. Aí, enquanto contava velhas histórias de pirataria, de tesouros inimagináveis, mapas elaborados e navegação entre cada ponto só com o recurso às estrelas, afixou com um punhal na parede de madeira um pedaço de pergaminho com alguns escritos.



Após pagar uma última rodada, a abaladiça, vociferou antes de regressar ao seu navio e seguir viagem: “Só encontrará o meu tesouro quem conseguir decifrar isto.

E com apenas nove palavras estava dado o mote para a caça ao tesouro. Será que decorridos trezentos anos ainda estará algo para ser encontrado? Tudo indica que sim pois não há qualquer relato de que a mensagem tenha sido descodificada.

Se graças ao esforço na resolução o esconderijo for descoberto, e com isso o tesouro vislumbrado, a melhor forma de comemorar o feito é com um registo à altura do desafio ultrapassado.

 



A cache

Há sempre a hipótese de ficar a ver mas não é a mesma coisa.

Viver é diferente do que ver viver.

Olivier Levasseur "La Buse"


Devido ao ambiente onde a cache (o tesouro) está escondida não há espaço para trocas e é necessário para se conseguir escrever uma caneta de acetato ou marcador de tinta permanente. O acesso ao esconderijo requer, tal como as aventuras vividas pelos flibusteiros, algum empenho e espírito destemido. Consultar uma tabela de marés é aconselhado mas isso está presente em qualquer manual de aprendiz de pirata, caçador de tesouros ou geocacher. Acima de tudo o mais importante é o divertimento. E, claro está, manter a localização do tesouro em segredo. Ao fim deste tempo todo seria uma pena ser conhecido por mais alguém do que os aqueles que procuram afincadamente o segredo de La Buse.

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