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Caras de Pedra - BE10 EarthCache

Hidden : 09/25/2020
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
2.5 out of 5

Size: Size:   other (other)

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Como Validar o teu Found?

Responde às questões abaixo descritas e envia as respostas por email ou pelo centro de mensagens:

1 - Qual o tipo de rocha que está presente no GZ?

2 - Qual a altura a que "as caras" estão do chão.

3 - Qual o comprimento das caras, ou seja a distância entre a parede e a ponta do "nariz"?

4 - Neste local, se estiveres virado para NO consegue-se visualizar com imaginação, uma cara de um animal e se atravessares para o outro lado e te virares para SE uma outra completamente diferente, que animais te parecem ser, em cada um dos casos?

5 - Explica por palavras tuas que fenómenos deram origem a esta formação.

6 - Tira uma foto tua, ou com algo que te identifique, no GZ [Obrigatório]!

A rocha é um elemento sempre presente na paisagem do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros que ocupa mais de dois terços do Maciço Calcário Estremenho (no Maciço Calcário Mesozóico) que é a mais importante zona calcária de Portugal.

Ao longo do tempo, através de processos geomorfológicos, os elementos naturais foram modelando a rocha, sobretudo de origem calcária, dando origem a mais de mil e quinhentas grutas.

À superfície, outros elementos geológicos de relevo são os algares, os campos de lapiás, as dolinas, as uvalas e os poljes.

O Maciço, como qualquer formação montanhosa, teve origem nos movimentos tectónicos da crosta terrestre que, após milhares de anos de movimentações das placas continentais e oceânicas, emergiu à superfície.

Uma grande parte das estruturas geológicas existentes teve a sua origem no Jurássico Médio. Outras, de génese mais recente, são constituídas por materiais detríticos e sedimentares. É de referir ainda a presença de terra rossa, sobretudo em zonas de depressão.

Possui ainda das poucas salinas de origem não marinha existentes em Portugal. De especial relevo as salinas da Fonte da Bica, localizadas em Rio Maior.

A Erosão é a destruição do solo e das rochas, o seu transporte em geral, é feito pela água da chuva, pelo vento ou, ainda, pela ação do gelo, quando expande o material no qual se infiltra a água congelada. A erosão destrói as estruturas que compõem o solo. Estas são transportados para as partes mais baixas dos relevos e em geral vão assorear cursos d'água. Em solos cobertos pela vegetação a erosão é quase inexistente, mas é um processo natural sempre presente e importante para a formação dos relevos. O problema ocorre quando o homem destrói a vegetação, para uso agrícola e deixa o solo exposto, porque a erosão torna-se severa, e pode levar à desertificação.

A superfície da Terra, tal como a conhecemos é formada tanto por processos geológicos que formam as rochas, como por processos naturais da degradação e também de erosão. Uma vez que a rocha é quebrada por causa da degradação, os pequenos pedaços podem ser movidos pela água, gelo, vento ou gravidade. Tudo o que acontece para fazer com que as rochas sejam transportadas chama-se erosão.

A superfície do solo, não castigado, é naturalmente coberta por uma camada de terra rica em nutrientes inorgânicos e materiais orgânicos que permitem o crescimento da vegetação; se essa camada é retirada, esses materiais desaparecem e o solo perde a propriedade de fazer crescer vegetação e pode dizer-se que, no caso, o terreno ficou árido ou que houve uma desertificação.

As águas da chuva quando arrastam o solo, quer ele seja rico em nutrientes e materiais orgânicos, quer ele seja árido, provocam o enchimento dos leitos dos rios e lagos com esses materiais e esse fenómeno de enchimento chama-se assoreamento. A erosão depende fundamentalmente da chuva, da infiltração da água, da topografia (declive mais acentuado ou não), do tipo de solo e da quantidade de vegetação existente. A chuva é, sem dúvida, a principal causa para que ocorra a erosão e é evidente que quanto maior a sua quantidade e frequência, mais irá influenciar o fenómeno. Se o terreno tem pouco declive, a água da chuva irá "correr" menos e erodir menos. Se o terreno tem muita vegetação, o impacto da chuva será atenuado porque a velocidade da água escorrendo no solo será diminuída devido aos obstáculos (a própria vegetação "em pé e caída") que agirão como pequenos degraus que evitam a erosão.

A erosão será diminuta pois as raízes darão sustentação mecânica ao solo; além disso, as raízes mortas propiciarão a existência de canais para dentro do solo onde a água poderá penetrar e, com isso, sobrará menos água para correr na superfície. Outro fator importante é que, se as chuvas são frequentes e o terreno já está saturado de água, a tendência é que o solo nada mais absorva e com isso, toda a água da chuva que cair, escorrerá pela superfície. Se o solo for arenoso o arrastamento será maior do que se ele for argiloso.

Existem vários tipos de erosão, cada um com características que os diferenciam uns dos outros, estando cada um ligado a uma causa específico, num lugar especifico. Assim podemos nomear as seguintes causas de erosão:

Erosão Eólica

A Erosão eólica é um tipo de erosão causada pelo vento com a retirada superficial de fragmentos mais finos. A diminuição da velocidade do vento ou deflação ocorre frequentemente em regiões de campos de dunas com a retirada preferencial de material superficial mais fino (areia, silte), permanecendo, muitas vezes, uma camada de pedregulhos e seixos atapetando a superfície erodida.

Pode ocorrer forte erosão associada à deflação, esculpindo nas rochas formas ruiniformes e outras feições típicas de deserto | regiões desérticas e outras assoladas por fortes ventos.

Em locais de forte e constante deflação podem formar-se zonas rebaixadas, em regiões desérticas, e que com as escassas chuvas formam lagos rasos (playa), secos na maior parte do tempo; lama endurecida ou camadas de sal atapetam, muitas vezes essas playas.

Erosão Química

A erosão química envolve todos os processos químicos que ocorrem nas rochas. Há intervenção de fatores como calor, frio, água, compostos biológicos e reações químicas da água nas rochas. Este tipo de erosão depende do clima, em climas polares e secos, as rochas se destroem pela variação de temperatura; e em climas tropicais quentes e temperados, a humidade, a água e os dejetos orgânicos reagem com as rochas e destroem-nas.

Erosão Pluvial

A erosão pluvial é provocada pela retirada de material da parte superficial do solo através das águas da chuva. Esta ação é acelerada quando a água encontra o solo desprotegido de vegetação. A primeira ação da chuva dá-se através do impacto das gotas d'água sobre o solo. Este é capaz de provocar a desagregação dos torrões e agregados do solo, lançando o material mais fino para cima e para longe, fenómeno conhecido como salpicamento. A força do impacto também força o material mais fino para abaixo da superfície, o que provoca a obstrução da porosidade do solo, aumentando o fluxo superficial e a erosão.

A ação da erosão pluvial aumenta à medida que mais água da chuva se acumula no terreno, isto é, a retirada do solo dá-se de cima para baixo. Na erosão remontante acontece exatamente o contrário: a retirada do material dá-se de baixo para cima, como é o caso das boçorocas. Uma ravina de origem pluvial pode progredir em direção a uma boçoroca, mas não necessariamente. Da mesma forma podemos ter a progressão de boçorocas independente da erosão pluvial, pois esta depende do fluxo subterrâneo e não do fluxo superficial.

As principais formas de erosão pluvial são:

- Erosão laminar: quando a água corre uniformemente pela superfície como um todo, transportando as partículas sem formar canais definidos. Apesar de ser uma forma mais amena de erosão, é responsável por grande prejuízo para as terras agrícolas e por fornecer grande quantidade de sedimento que vai assorear rios, lagos e represas.

- Erosão em sulcos ou ravinas: quando a água se concentra em filetes, atingindo maior volume de fluxo e que podem transportar maior quantidade de partículas formando sulcos e ravinas na superfície. Estas ravinas podem chegar rapidamente a alguns metros de profundidade. É a forma extremamente perniciosa de erosão e tem que ser combatida rapidamente para evitar a total destruição de grandes superfícies de terras agrícolas. Também é responsável pelo rápido assoreamento das terras de várzea, dos leitos fluviais, lagos e represas, facilitando o transbordamento das águas de seus cursos e provocando inundações.

Erosão por gravidade

Consiste no movimento de rochas e sedimentos montanha abaixo principalmente devido à força da gravidade.

Este movimento origina o transporte gravítico de massas de solo, rochas, lama ou de outros materiais soltos ou não consolidados. As massas não são empurradas, primariamente, para baixo por intermédio de um agente erosivo, tal como a água corrente, o vento ou o gelo dos glaciares. Em vez disso, os movimentos de massa ocorrem quando a força da gravidade vence a resistência à deformação dos materiais do declive. Tais movimentos podem ser provocados por sismos, inundações ou por outros acontecimentos geológicos. Os materiais movem-se, então, declive abaixo, quer a uma velocidade baixa ou mesmo muito baixa, quer súbita e, na maior parte das vezes, catastroficamente. Podendo cair, deslizar ou fluir, os movimentos de massa podem deslocar pequenas, quase impercetíveis, quantidades de solo ao longo de um declive fraco ou podem constituir enormes desprendimentos de terra que despejam toneladas de solo e rocha nos vales adjacentes às vertentes montanhosas abruptas.

O desgaste de massa inclui, portanto, todos os processos pelos quais massas de rochas e de solo se movimentam vertente abaixo sob a influência da gravidade, sendo, eventualmente, transportado para outro local por agentes de transporte. O desgaste em massa é uma das consequências da meteorização e fragmentação das rochas. Constitui uma parte importante da erosão geral da paisagem, especialmente em regiões enrugadas ou montanhosas.

 

 
 


 

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