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PESQUEIRA DA BARREIRA (PR4)

A cache by Clube das Sandes Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 08/28/2020
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2.5 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


PESQUEIRA DA BARREIRA (PR4)

 

  • PT -

Só possui Logbook. devem levar material de escrita.

Desfrutem do local, da sua calma, da sua beleza.

1 abraço

Clube das Sandes

  • ENG -

You only have Logbook. Must carry writing materials.

Enjoy the place, its calm, its beauty.

1 hug

 Clube das Sandes

 

Projecto ROTAS DE MAÇÃO/ROTAS DE MAÇÃO PROJECT

Mais informação/more information

WWW.ROTASDEMACAO.PT

 

PT - 

As pesqueiras do rio Tejo na Ortiga são exemplares raros de uma arquitetura paisagística única resultante da secular relação com o rio nesta aldeia piscatória do concelho de Mação, resultante de engenhosas técnicas de construção com o xisto que bordeja as margens do Tejo nesta zona. Sendo um património secular, o seu estudo, das estruturas e de todo o património imaterial associado, deve continuar de forma rigorosa, contribuindo assim para a sua salvaguarda e conservação, mas também valorização e musealização a céu aberto.

Devolvendo à comunidade um valioso património para o estudo da sua identidade ribeirinha e piscatória. A potencialização deste património é o caminho da sua sustentabilidade.

Um estudo de caráter patrimonial evidenciará o seu valor arquitetónico, arqueológico, etnográfio, didático, ecológico e estético.

Estudo esse que por sua vez deverá integrar o conjunto de dinâmicas culturais associadas: envolvendo nestas tanto os aspectos materiais, como as técnicas de construção das pesqueiras, dos barcos “picaretos”, mas também as técnicas da pesca na Ortiga, bem como os aspectos imateriais como a gastronomia típica desta vila ligada à intensa pesca no rio Tejo, os ditos e falares da população referindo o Tejo, os hábitos de higiene pessoal, entre outros, sem esquecer a outrora riquíssima variedade de espécies de peixes, vegetação, aves que constituem a paisagem tagana neste trecho do rio Tejo.

O presente trabalho discorre sobre as pesqueiras como elemento arqueológico e etnográfico integrado na paisagem do rio Tejo nas margens da Ortiga enquanto património cultural associado à intensa exploração piscícola do rio pelas populações desta aldeia, numa lógica de desenvolvimento integrado e sustentável que tem na sua memória material e imaterial uma âncora identitária.

É notável o saber e engenho na sua construção, singular nesta zona, que obriga a saberes de construção, mas também a um profundo conhecimento do rio e suas correntes naqueles percursos de água para adequadamente orientar a construção da pesqueira e dela tirar o almejado proveito piscícola.

Existem de facto bastantes estudos sobre as pesqueiras do rio Minho, existem diversos estudos sobre pesqueiras noutras zonas da Europa, mas do Tejo e especialmente da Ortiga temos a publicação de um dos signatários deste trabalho (Filipe, 2012) como principal fonte pioneira de informação.

São construções visando a pesca com assento na margem do rio Tejo, mediante a utilização da varela, da savara ou do redão, sendo que neste último caso a pesqueira servia de apoio ao barco “picareto”, no qual estava instalada a verga e o sarinho necessários a este tipo de pesca.

Sem obstaculizar a circulação dos barcos no rio, contrariamente ao que acontecia com as pesqueiras nos restantes rios nacionais, estes empreendimentos visavam criar condições, na veia de água do rio, que promovessem a formação de uma corrente de água contrária à do veio central –criar o designado remanso da pesqueira –por forma a atrair as espécies piscícolas que no seu natural processo de arribação, visando alcançar as zonas nobres de desova procuravam evitar a forte corrente do veio central do rio e encontrando uma corrente mansa e favorável logo a aproveitavam.

As pesqueiras criavam, assim, as condições ideais para a captura do peixe pelo recurso à varela, à savara e ao redão, funcionando estes aparelhos como autênticas armadilhas.

A existência das pesqueiras é secular. Já no Séc. XVI, quando do grande projecto Filipino de tornar navegável o rio Tejo, Juan Baptista Antonelli responsável técnico pela execução dos trabalhos transmitiu orientações aos responsáveis espanhóis de Alcântara, no sentido de que nos caminhos de sirga “ ... empesqueren... “ a construção ...” e mais “ ... que esenladrillardos com pizarras de canto...” . Acresce que esta técnica de construção, designada em Ortiga como de “ pedras ao alto “, somente encontramos nesta zona do rio Tejo.

Demonstrando a importância das mesmas, como factor económico, ainda no Séc. XVII, encontra-se bem documentada e fundamentada uma petição apresentada pelos donos das pesqueiras ao rei Filipe II, em 30 de Agosto de 1602, contra uma decisão da Câmara de Abrantes envolvendo a sisa dos pescadores.

Na margem direita do Tejo, desde a foz do Rio Frio à barragem de Belver, pese os seus diferentes estados de conservação identificamos, ainda hoje, 22 pesqueiras

(Fonte: Drª. Sara Cura e Dr. João Filipe – Museologia de Mação)

 

ENG - 

The Tagus River fisheries in Ortiga are rare examples of a unique landscape architecture resulting from the centuries-old relationship with the river in this fishing village in the municipality of Mação, resulting from ingenious construction techniques with shale that borders the banks of the Tagus in this area. Being a secular heritage, its study, of the structures and of all the associated intangible heritage, must continue rigorously, thus contributing to its safeguarding and conservation, but also valorisation and open museum.

Returning a valuable heritage to the community for the study of its riverside and fishing identity. The enhancement of this heritage is the path to its sustainability.

A heritage study will highlight its architectural, archaeological, ethnographic, didactic, ecological and aesthetic value.

This study, in turn, should integrate the set of associated cultural dynamics: involving in them both the material aspects, such as the construction techniques of the fishing grounds, of the “picks” boats, but also the fishing techniques in Ortiga, as well as the immaterial aspects such as the typical gastronomy of this village linked to intense fishing on the Tagus River, the sayings and speeches of the population referring to the Tagus, personal hygiene habits, among others, without forgetting the once rich variety of species of fish, vegetation, birds that make up the Tagan landscape on this stretch of the Tagus River.

The present work discusses fisheries as an archaeological and ethnographic element integrated in the landscape of the Tagus River on the banks of the Ortiga as a cultural heritage associated with the intense fish exploitation of the river by the people of this village, in a logic of integrated and sustainable development that has in its material memory and immaterial an identity anchor.

It is remarkable the knowledge and ingenuity in its construction, unique in this area, which requires knowledge of construction, but also a deep knowledge of the river and its currents in those water paths to properly guide the construction of the fishery and derive the desired fish benefit from it. .

There are, in fact, quite a few studies on fishing in the Minho River, there are several studies on fishing in other areas of Europe, but from Tejo and especially from Ortiga we have the publication of one of the signatories of this work (Filipe, 2012) as the main pioneering source of information.

They are constructions aimed at fishing with a seat on the bank of the Tagus River, using the varela, savara or redão, and in the latter case the fishery served as support for the boat “picareto”, in which the lintel and sarinho were installed. necessary for this type of fishing.

Without hampering the circulation of boats on the river, contrary to what happened with fishing in the remaining national rivers, these ventures aimed to create conditions, in the river's water vein, that promote the formation of a water current contrary to the central shaft - create the so-called backwater of the fishery - in order to attract the fish species that in their natural process of reaching, aiming to reach the noble spawning areas, tried to avoid the strong current of the central shaft of the river and finding a gentle and favorable current that soon took advantage of it.

Fisheries thus created the ideal conditions for the capture of fish using the varela, savara and redão, these devices functioning as authentic traps.

The existence of fisheries is secular. In the 16th century, when the great Philippine project to make the Tagus river navigable, Juan Baptista Antonelli, technical responsible for the execution of the works, transmitted guidelines to the Spanish leaders of Alcântara, in the sense that on the towpaths “... empesqueren .. . "The construction ..." and more "... that esenladrillardos with corner pizarras ...". In addition, this construction technique, designated in Ortiga as “stones at the top”, is only found in this area of the Tagus River.

Demonstrating their importance as an economic factor, even in the 17th century, a petition submitted by fishing owners to King Filipe II, on August 30, 1602, against a decision of the Abrantes Chamber involving fishermen's story.

On the right bank of the Tagus, from the mouth of the Rio Frio to the Belver dam, despite its different conservation status, we still identify 22 fishing grounds today

(Source: Dr. Sara Cura and Dr. João Filipe - Museologia de Mação)

 
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Additional Hints (Decrypt)

CG -Noevtb qbf crfpnqberfRAT - Svfurezra'f furygre

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



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