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Marmitas da Azenha [PR5MAC - GS6169] - BE08

A cache by bmps2003 & Rotas de Mação Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 09/25/2020
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
3 out of 5

Size: Size:   other (other)

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Geocache Description:


Translation
Poço das Talhas Marmitas das Azenhas, Queixoperra

Rotas de Mação - [6169 – GEOSSITIO]

Como Validar o teu Found?

Responde às questões abaixo descritas, enviando-as por email ou pelo centro de mensagens:

1 - Quantas Marmitas consegues identificar num raio de 10metros GZ?

2 - Existe uma marmita mais pequena numa zona mais inclinada do GZ. Qual o seu diâmetro e profundidade?

3 - Logo ao lado da marmita, cerca de 20metros, pequena existe uma outra maior marmita. Qual o seu diâmetro e profundidade?

4 - Explica por palavras tuas como são formadas as marmitas.

5 - Que tipos de rochas existem no leito desta ribeira?

6 - Tira uma foto tua, ou com algo que te identifique, no GZ [Obrigatório]!

Poço das Talhas: o nome faz sentido. Uns metros abaixo da estreitinha ponte junto às azenhas, as águas cedem momentaneamente à profundidade do leito – ali em forma de talha, pois. Mais abaixo, porque a ribeira continua, sobressaltada, entre afloramentos rochosos e desníveis consecutivos, outros poços há, mas foi este, o das Talhas, que batizou toda esta zona e as antigas azenhas.

Há 60 anos ainda ali chegavam, carregadas de cansaço e de filhos, as mulheres das redondezas, sobretudo da minha aldeia e dos lugares vizinhos dos concelhos de Abrantes e Sardoal, equilibrando na cabeça e debaixo do braço muitas horas de labuta, suor e fé. Sabe Deus o que trabalho que dá o cultivo do milho. Ricardo Marques, o moleiro, trabalhava a bom ritmo, tantas vezes de dia e de noite, sozinho na frescura daquele vale, fazendo companhia a si próprio e aos pensamentos que o visitavam.

Duas azenhas, apenas um homem, fartura nenhuma, tudo às voltas, vezes sem conta, no cumprimento do seu destino. Sábia e pacientemente. Tal como a roda que ora mergulha ora emerge, também a história deste sítio retornou ao seu passado para logo vir ao de cima e respirar o ar dos nossos dias. E quem sabe se o ciclo estará completo já? Ou quantas voltas pode dar uma vida? Há dois anos, quando o fogo apareceu de novo por estas bandas, invencível, as chamas não destruíram apenas a paisagem da minha aldeia, lamberam a alma das suas gentes e deixaram mudas várias pessoas. E não se pense que foi do medo, porque não foi. Foi sim por terem tanto para dizer, e sobretudo por saberem que há silêncios tão poderosos como gritos. Às conversas sobre aquela tarde demoníaca – e tivessem elas o condão de fazer o tempo voltar atrás, trazer de volta o cheiro a pinho e a alecrim, mas não – nada tinham a acrescentar.

Talvez a coragem se lhes tenha enchido de dúvidas e o esforço de resignação, é possível, embora talvez nunca o saibamos. Houvesse justificação possível para tamanho infortúnio e quiçá fosse mais pequena a desilusão. Assim, sem palavras, restava-lhes ombrear a natureza, meter mãos à obra. As chuvas varreram as cinzas e pintaram de novo as encostas, recuperando assim a esperança e o verde horizonte. A ribeira corre agora ainda mais generosa e à sua volta crescem viçosos fetos, acácias e giestas. O ar cheira a estevais e a rosmaninho. Estão de volta os esquilos, os papa-figos, as toutinegras e os melros.

(Fonte: Berta Silva Lopes – MedioTejo.net)

As Marmitas das Azenhas têm expressão em diversos locais ao longo do rio Frio, algumas de reduzida dimensão (originadas a partir de uma simples descontinuidade no Granito de Belver, como por exemplo, uma diáclase), outras de tamanho considerável, algumas inclusivamente com mais mais de 1m de diâmetro.

Considerando as suas diferentes morfologias, bem como as suas dimensões, é possível contar a história do seu aparecimento e das suas diversas fases de evolução ao longo do tempo.

As marmitas gigantes são moldadas pelas águas do rio, montado no substrato rochoso. A erosão e o transporte de sedimentos às vezes ocorrem abruptamente e as marmitas gigantes são o resultado dessa dinâmica fluvial, depressões mais ou menos redondas, perfuradas pela água no granito de Belver.

As marmitas são originadas das irregularidades dos leitos rochosos dos rios. Retêm alguns sedimentos ao seu redor. O acumulado de sedimentos vai causar um momento de redemoinho da água, cuja energia cinética proporciona um movimento circular.

Pouco a pouco, devido ao atrito, os sedimentos cavam um buraco mais ou menos circular no leito do rio Caima, e são mantidos dentro deles. Com o passar do tempo, as depressões aumentam e as pedrinhas que estão dentro tornam-se cada vez mais esféricas.

Essas depressões estão sempre voltadas para cima e podem aparecer sozinhas ou em grupos. Com o tempo, as depressões se tornam mais profundas e maiores, e às vezes podem coalescer umas com as outras, formando canais progressivamente mais profundos - canais de drenagem de água.

É formado um redemoinho de água do rio em torno de irregularidades formando assim correntes verticais estacionárias

Algumas rochas são forçadas nas depressões e assim desgastam a parte oca. Estas rochas são chamadas moedoras. O processo continua aumentando o buraco tanto em largura como em profundidade.
Apesar de existirem marmitas com vários metros de diâmetro e profundidade, as mais frequentes possuem dimensões na ordem dos decímetros.
Track do percurso PR5 MAC
 
 


 

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