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Afinal isto não é só árvores! [Colina Verde]

A cache by J.Greg Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 10/21/2020
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
3 out of 5

Size: Size:   other (other)

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Geocache Description:


Afinal isto não é só árvores! [Colina Verde]

Isto de estar em casa, com as contingências das circunstâncias atuais, faz com que exploremos melhor o que afinal está aqui tão perto.

Perdi-me sozinho umas quantas vezes pelos trilhos mais recônditos da mata da Colina Verde, e gostei, pois ao contrário do que se possa pensar, tem umas belíssimas rochas por aqui! Zona verde com bastante potencial, vale a pena ser preservada, e percorrida.

Mas para esta earthcache não é necessário entrares nos troços mais "picantes" do bosque! São dois pontos onde podes observar fenómenos geológicos bastante conhecidos. No primeiro, pias, e no segundo, um xenólito. Mas o passeio vale também pela envolvência e pelos vários trilhos que sobem e descem por ali que gostei de descobrir. Percam-se por aí também!

Não se recomenda a visita à noite, pois, além de ser mais difícil percepcionar os aspetos que se pretendem mostrar, vais acordar os cães dos vizinhos, os próprios vizinhos, ou um encontro imediato com o obscuro "Gang dos Orgãos" que segundo consta, opera nas imediações.

 

A earthcache - Questões e Tarefas

STAGE 1

1) Questão: Que tipo de pia podes encontrar no topo da rocha? / What type of panhole can you find at the top of the rock?

2) Questão: Qual a sua profundidade aproximada? / How deep is it?

3) Tarefa: Foto junto à pia com algo que te identifique (pode ser o gps, a sapatilha, algo com a identificação do nome, por exemplo), e carregar no registo on-line. Cada registo deve ter uma foto carregada. / Photo near the panhole with sometihing that identifies you as geocacher, and upload it to your log. Each log must have a photo.

STAGE 2

1) Questão: Qual o tipo de rocha ígnea onde está inserido o xenólito arredondado de cor escura? / What is the type of igneous rock where round dark xenolith is inserted?

2) Questão: Descreve se há mais rochas com xenólitos semelhantes nas imediações, ou é só árvores? / Describe if there are more smiliar rocks with xenoliths nearby, or it's only trees?

3) Tarefa: Foto junto ao xenólito arredondado de cor escura com algo que te identifique (pode ser o gps, algo com a identificação do nome, por exemplo), e carregar no registo on-line. Cada registo deve ter uma foto carregada. / Photo near xenolith with sometihing that identifies you as geocacher, and upload it to your log. Each log must have a photo.

 

Envia-me as respostas às questões por email ou message center, carrega as fotos no log, e fica à vontade para registares e carregares mais algumas fotos além das requeridas.

laugh

Obrigado pelas visitas!

J.Greg


PIAS - enquadramento

"A meteorização é a alteração dos materiais terrestres que faz com que sejam mais fáceis de erodir pelos agentes geológicos.
 
Os maciços granitícos são formados por rochas siliciosas, constituídas essencialmente por quartzo, feldspatos e micas. Estas rochas alteram-se pelo intemperismo num processo de meteorização química que ataca os minerais que formam a rocha, perdendo esta a sua coerência.
 
Um dos componentes atmosféricos mais importantes na meteorização química é a água, responsável pelo processo que afeta mais frequentemente as paisagens graníticas: a hidrólise.
 
A água que se acumula nas partes altas das rochas hidroliza-se parcialmente em iões que atuam como ácidos atacando feldspatos e micas, que se transformam em argilas, fazendo com que a superfície  da rocha se vá desmoronando progressivamente. Esta ação é potenciada pelo dióxido de carbono atmosférico, que se dissolve na água formando ácido carbónico.
 
Formam-se assim despressões circulares que retêm quase sempre água, fazendo com que a hidrólise se mantenha de forma permanente. Estas depressões, que se demonimam, pias (ou gnamma, ou panholes, entre outras designações) não devem ser confundidas com as marmitas de gigante, que têm origem na erosão pelo movimento giratório de uma rocha nos cursos altos dos rios.
 
Morfologicamente, as pias variam em detalhe, no entanto a maioria são ovalizadas, elípticas ou circulares. Todas se distinguem pela sua capacidade de retenção temporária de água que, no caso de chuvas fortes, é evacuada da concavidade pelo transbordo difuso ao longo de todo ou de parte do contorno da pia, ou através de um canal preferencial, o designado exutório. O mais habitual é, no entanto, que a água desapareça da sua concavidade por evaporação.
 
É possível a distinção de vários tipos morfológicos de pias:
- pias de fundo côncavo ou pits: têm secção hemisférica e desenvolvem-se em superfícies suavemente inclinadas. Habitualmente não têm exutório definido mas, quando existe, este é estreito;
- pias de fundo plano ou pans: são, relativamente às anteriores, menos profundas e têm o fundo plano. Habitualmente não têm exutório definido, fazendo-se o transbordo da água ao longo de todo o contorno da pia;
- pias em forma de poltrona ou de paredes assimétricas: a sua secção transversal é assimétrica segundo a linha de máximo declive. Na parte superior as paredes da pia têm uma maior altura relativamente à inferior, que é onde se localiza o exutório;
- perfurações cilíndricas: a sua forma em planta varia, sendo geralmente circulares, com uma seção transversal retangular. O cilindro escavado na rocha, na fase final da sua evolução, pode terminar numa fratura, onde poderá ser possível a drenagem da pia.
 

Tipos Pia
Evolução de morfologias de pias pelo seu grau de destruição:
IA - Pit; IB - Pit telescópico; IC - Pit com as paredes laterais sobreescavadas;
IIA - perfuração cilíndrica; IIB - pia em forma de poltrona ou de paredes assimétricas; III - perfuração cilíndrica com exutório;
IV - Pia de fundo plano ou Pan.

 
Até há cerca de 2 séculos atrás a formação de pias era atribuída à acção humana e na Grã Bretanha, por exemplo, pensava-se que estavam relacionadas com cerimónias druidas. A cor avermelhada da água, devido ao crescimento de algas, o nos bordos das pias, devido à libertação de ferro durante a alteração da biotite e outros minerais, sugeria aos antigos a existência de sangue.
 
Os dados relativos a taxas de crescimento das pias não são claros. Desenvolveram-se pias sobre blocos derrubados em algumas áreas, sugerindo que as formas evoluem muito rapidamente, em termos geológicos, ao longo de poucos milhares de anos. De uma forma similar, uma pia de fundo plano formou-se durante os últimos 5000 - 5500 anos sobre o menir de St. Uzek. O desenvolvimento de pias pode ocorrer a uma velocidade de vários centímetros por século, podendo também ser um processo muito mais lento. Por exemplo, a profundidade da pia de Dartmoor foi já descrita em 1291 e também em 1609, tendo a sua profundidade sido medida em 1828, 1858, 1875 e 1929, tendo todos os resultados sido idênticos, não se observando por isso um significativo aumento do seu tamanho. Os fatores climáticos podem interferir no desenvolvimento da pia, no entanto a estrutura e o estado da rocha (alterada ou fresca) influenciam a velocidade, tipo e desenvolvimento das pias."

Fontes:
 'Historia de la morfogénesis granítica' de Juan Ramon Vidal-Romani e Jorge Yepes Temiño
'Meteorización del granito: PÍAS' por  Jose Luis Iglesias Garrote
'Formas y Paisajes Graniticos' de Juan R. Vidal Romaní e Charles Rowland Twidale

Em: A Pia de Santa Marta

TIPOS DE ROCHAS ÍGNEAS - enquadramento

Rochas ígneas (mais conhecidas como Magmáticas) são resultado da solidificação e consolidação do magma (ou lava),[2] por isso o nome rochas magmáticas. O magma é um material pastoso que, há bilhões de anos, deu origem às primeiras rochas de nosso planeta, e ainda existe no interior da Terra. As rochas ígneas podem, de maneira geral, ser classificadas sob dois critérios: texturais e mineralógicos.[3] O critério textural é especialmente útil na identificação do ambiente onde a rocha se cristalizou, enquanto o mineralógico é baseado na proporção entre seus minerais principais.[3] A classificação da maior parte das rochas ígneas, segundo o critério mineralógico, é feito com base no diagrama QAPF, usado para rochas com menos de 90% de minerais máficos.[3] Podem ser de dois tipos, a saber:[2]

  • Vulcânicas (ou extrusivas) - são formadas por meio de erupções vulcânicas, através de um rápido processo de arrefecimento na superfície. Alguns exemplos dessas rochas são o basalto e a pedra-pomes, cujo arrefecimento dá-se na água. O vidro vulcânico é um tipo de rocha vulcânica de arrefecimento rápido.
  • Plutónicas (ou intrusivas) - são formadas dentro da crosta por meio de um processo lento de arrefecimento. Alguns exemplos são o granito e diabases.

Em: Tipos de Rocha - wikipédia

 

XENÓLITOS - enquadramento

Um xenólito é um fragmento de rocha dentro de um corpo ígneo intrusivo que não está relacionado ao próprio corpo ígneo. Os xenólitos, que representam pedaços de rocha mais antiga incorporados ao magma enquanto ainda estava fluido, podem estar localizados perto das suas posições originais de desprendimento ou podem ter se estabelecido profundamente na intrusão, se a sua densidade for maior. Os xenólitos podem ser contrastados com os autólitos, ou xenólitos cognatos, que são pedaços de rocha mais antiga da intrusão que estão geneticamente relacionados à própria intrusão. Os xenólitos geralmente são reconstituídos através dos processos de metamorfismo de contacto, nos quais calor e fluídos causam alterações mineralógicas e químicas na rocha mãe do xenólito; um estudo dessas mudanças pode fornecer informações sobre a temperatura e a composição do corpo magmático.

 

As inclusões em rochas magmáticas enquadram-se em duas grandes categorias:

xenólitos cognatos, que estão geneticamente relacionados ao magma em que ocorrem;

xenólitos acidentais, que não têm relação direta com o hospedeiro.

O último pode ser derivado de todos os níveis, até a região fonte do magma, e alguns respiradouros vulcânicos que entram em erupção explosivamente contêm fragmentos derivados de toda a seção através da qual o magma subiu. Pode ser difícil decidir se algumas rochas máficas de grão grosso são xenólitos originados no manto ou acumulaçoes de cristais do líquido magmático, porque, com o aumento da profundidade, a composição da crosta e do manto inferiores se torna mais parecida com a das rochas ígneas básicas.

Os xenólitos são importantes porque, pelo seu estudo, os geólogos podem aprender sobre a origem e evolução da rocha hospedeira. Por exemplo, quando uma rocha ígnea contém um xenólito, os geólogos sabem que em algum momento o magma ou lava que arrefeceu para formar a rocha ígnea estava em contato com essa rocha externa.

Os xenólitos também são importantes porque geralmente permitem que os geólogos retirem amostras e estudem rochas de difícil acesso. Por exemplo, as rochas do manto geralmente não são expostas na superfície da Terra (exceto nos ofiolitos); portanto, xenólitos de rochas do manto são importantes para aprender sobre a composição do manto da Terra. Alguns xenólitos vêm de profundidades muito elevadas na Terra. Por exemplo, os diamantes são xenocristais famosos e economicamente valiosos que se formaram a altas pressões e temperaturas muito profundas na Terra, ~ 140 km de profundidade ou mais. O diamante é trazido à superfície da Terra como xenocristais na rocha kimberlito.

Em: Uma Eira na Beira | Xenolith drive-in [Vilares]

Additional Hints (Decrypt)

FGNTR 1: Fbor nb ebpurqb crynf "rfpnqvaunf". / Pyvzo gb gur ebpx guebhtu "yvggyr fgnvef".

FGNTR 2: B kraóyvgb cergraqvqb é b dhr rfgá an ebpun rapbfgnqn n hzn áeiber. / Gur erdhverq krabyvgu vf ba n ebpx yrnavat gb n gerr.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)