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Minas da Recheira Traditional Cache

Hidden : 08/27/2021
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   regular (regular)

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Geocache Description:


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HISTÓRICO DA MINA DA RECHEIRA

A MINA DA RECHEIRA, conhecida na região como “Mina do Alemão”, por ser explorada por uma companhia Alemã, situa-se na União de Freguesias do Barco e Coutada, concelho da Covilhã e distrito de Castelo Branco e está enquadrada na Folha nº 245 à escala 1/25.000 do IGE.

Por estrada dista aproximadamente 15km do concelho do Fundão, 20km da Covilhã, 50km de Castelo Branco e 250km de Lisboa ou Porto.

A topografia da região é geralmente acidentada e a cota da localização do jazigo é de 407m acima do nível médio das águas do mar.

 

 

Nota Histórica:

A 8 de Outubro de 1963 foi concedido por despacho pelo Presidente da República, Almirante Américo Thomaz à sociedade Minas do Zêzere SARL, por tempo ilimitado, a concessão mineira nº 3361, de estanho, denominada Recheira, com uma área equivalendo a um total de 49,55ha

A concessionária, Minas do Zêzere SARL, que chegou a ter direitos de exploração de 9 minas, ficaria obrigada a fornecer os minérios necessários para a laboração das indústrias que, visando a sua utilização, existam, ou venham a existir no País.

Em finais do ano de 1966 iniciam-se os trabalhos de exploração desta concessão.

 

 

TRABALHOS DE PROSPEÇÃO E EXPLORAÇÃO

SUPERFÍCIE:
Os filões de Estanho e Volfrâmio, à superfície, foram descobertos nos anos 40, por César Fernandes, antigo co-proprietário da propriedade e guarda da Mina.

Foram efetuadas aberturas de 400 metros de sanjas em seguimento dos respetivos filões; possuíam 0,5 metros de largura e 1,0 metros de profundidade.

SUBTERRÂNEO:
Foi realizada primeiramente uma travessa em flanco de encosta, para uma via, perpendicular á direção dos filões, designada por Galeria nº 1, e ainda Recortes em zonas mineralizadas, abertos para ambos os lados da travessa e realizou-se 1 chaminé de ventilação.

 

TEORES E RESERVAS

Foram colhidas amostras de quartzo, rocha encaixante e minério tal-qual com 0,65% Sn.
Verificaram-se quantidades apreciáveis de volframite, nióbio-tantalite e prata, elementos estes que poderiam vir a ser considerados como sub-produtos.

Durante o tempo de laboração da mina, foram extraídas 16.000 ton de reservas certas, remanescendo 24.000 ton.

 

MÉTODO DE LAVRA

O material seria desmontado por meio de explosivos, com perfuração mecânica por martelo pneumático com injecção de água.

As chaminés nos desmontes ficariam equidistantes 7 metros e possuiriam torvas para carregamento das vagonetas, com capacidade para 500Kg, que posteriormente transportariam o minério para o exterior, numa primeira fase movidas por cavalos, depois por via manual e depois por locomotiva. Já no exterior, e com auxílio do tapete rolante, o “tout-venant” seria transportado para o silo de alimentação da Lavaria.

Seria aberta uma primeira galeria (Galeria nº1) e uma intermédia 30 metros abaixo, a qual seria feita por poço a partir da Galeria nº1, que interceptando a zona filoniana a seguiria com uma galeria.

A ventilação é natural e feita na diagonal, circulando o ar pelas galerias em flanco de encosta e chaminés abertas a cotas mais elevadas.

A drenagem pluvial far-se-á por gravidade, uma vez que as galerias nos 2, 3, 4 e 5 drenam diretamente para a ribeira, à cota 388 metros, que por sua vez desagua no Rio Zêzere.

 

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO

1971 – último ano de produção, tendo sido declarados nesse ano 2 ton. de estanho.

1983 – a Concessionária Minas do Zêzere pede deferimento para suspensão de lavra, alega, entre outros motivos, a difícil exploração, constituída por filões de pequena possança e de baixo teor.

A natureza do próprio jazigo e as situações do mercado levou ao fecho da Mina.

1986 – a Mina mantinha um serviço de vigilância e manutenção do complexo industrial e associando-se a uma empresa semelhante, investiu no complexo industrial do Seixoso, Amarante.
Procurou também apoiar e acompanhar estudos sobre a temática que se desenvolve na região.

Foi nas instalações da Lavaria da Mina da Recheira que se fez o ensaio de lavagem para recuperação de ouro dos aluviões auríferos de Arganil, Coja e Serpins com amostras provenientes destes mesmos locais.

1990 – a concessionária põe ao dispor do Serviço de Fomento Mineiro, todo o material que se encontra nas instalações: gerador de energia elétrica, compressor, edifícios de habitação, escritórios, refeitório, armazém, paiol, sistema de captação e distribuição de água e uma lavaria composta por britador, crivos, moinhos, jigas, hidroclassificador, mesas, separadora magnética, fornos, transportador de correia.

1993 – investimento até esta data no desenvolvimento de estudos e trabalhos de prospeção, pesquisa e reconhecimento de jazigos por todo o País – Serra do Pinheiro, Vale das Gatas, Mata da Rainha, Sienitos nefelínicos de Monchique, Couto Mineiro do Seixoso, entre outros.

Tais esforços tiveram a comparticipação a 50% da Unizel Minerais Lda., que consistiu no aproveitamento das escombreiras do Couto Mineiro do Seixoso, para a produção industrial de matérias-primas feldspáticas para a indústria cerâmica.

1995 – Suspensão de lavra.

1996 – foi definitivamente extinta a concessão mineira e revogado o respectivo Alvará da Mina da Recheira.

 

ENQUADRAMENTO GEOLÓGICO REGIONAL

A província metalogenética estano-tungstífera de Portugal desenvolve-se por toda a região Centro e Norte onde os jazigos filonianos constituem os de maior importância económica.
 

 
O caso concreto das concentrações filonianas de Sn (Cassiterite) e W (Volframite) na ZCI (Zona Centro Ibérica) pode considerar-se como sendo um exemplo de um encadeamento feliz de fenómenos, uns ligados à etapa magmática, outros à etapa hidrotermal e em que o binário granito-metassedimentos é indispensável à ocorrência da maioria dos jazigos.
 

Distribuição das mineralizações estano-tungstíferas (Adaptado de Ribeiro & Pereira, 1982)

 

ENQUADRAMENTO GEOLÓGICO LOCAL

As formações sedimentares do complexo onde se enquadra a Mina da Recheira, pertencem ao Período Câmbrico a Pré-Câmbrico Superior, com idades compreendidas entre os 541 e os 485 M.a. (Conde et al., 1971).

Localiza-se na ZCI (Zona Centro Ibérica) no Complexo Xisto Grauváquico (CXG), mais propriamente no “Grupo das Beiras”.

Trata-se de uma região onde predominam formações sedimentares metamorfizadas, mas onde ocorre também grande número de manifestações eruptivas ácidas e básicas (Thadeu, 1951; Reis, 1971).

Estas rochas assumem formas lenticulares e irregulares, distinguindo-se, pontualmente, níveis constituídos pela alternância de finos leitos grauvacóides com outros xistos argilosos, de aspeto de fácies flyschóide.

 

MINA DA RECHEIRA – GALERIAS

O depósito da Mina da Recheira é composto por 5 Galerias mineiras, em flanco encosta, das quais 3 (Galerias nos 1, 2 e 3) apresentam ligações entre si através de travessas e de chaminés verticais, algumas das quais com ligação à superfície.

A Galeria nº 1 é a única que tem no seu ramo mais contínuo, direcção N30ºW e as restantes foram abertas segundo a direção N50ºE.

 

Passagem entre chaminés de ventilação, através des pontes metálicas na Galeria nº1

 
MINA DA RECHEIRA – GALERIAS
 

 

INFRAESTRUTURA MINEIRA

Destacam-se alguns componentes das infraestruturas principais, fundamentais numa exploração mineira, que na Mina da Recheira houve o privilégio de ficarem preservados.

A existência de torvas de minério, ainda de madeira, em muito bom estado, permitia a passagem por gravidade do material desmontado na galeria intermédia, entre as galerias nos 1 e 2, permitindo simultaneamente a sua ventilação.

 

Torvas de alimentação na Galeria nº2 do material desmontado na galeria intermédia

 

INFRAESTRUTURA MINEIRA

A instalação de carris nas galerias, a uma cota inferior, permitiam o escoamento do material para o exterior da Mina através de vagões. Era comum nesta época a colocação de cruzamentos direccionais de carris, que permitia o encaminhamento do vagão para o local pretendido.
 

 
Até à década de 70/80, era comum a prática do sustimento de blocos instáveis ou de zonas mais críticas através do suporte com pilhas de madeira e/ou simples escoras.

Funcionava como método de entivação uma vez que a madeira era a matéria-prima mais barata e simultaneamente bastante funcional por ter a capacidade de absorver e distribuir grande parte da carga sobre elas exercidas.

 

 

CARACTERÍSTICAS GEOMECÂNICAS

O maciço rochoso é geomecanicamente estável.

Foram criadas todas as condições adequadas à estabilidade do maciço rochoso para uma boa circulação de visitantes no interior das Galerias, das quais se podem mencionar as seguintes: limpeza, escombramento, drenagem, iluminação, acessibilidades, vedações e passagens horizontais/aéreas (entre chaminés).

 

Trabalhos desenvolvidos e a desenvolver

O depósito mineral denominado Mina da Recheira é um depósito que talvez devido às suas reduzidas dimensões e ao curto período de laboração não apresenta na literatura grande informação relativamente à componente geológica e mineira.

Foi necessário realizar vários trabalhos para complementar esta informação, nomeadamente o levantamento topográfico de pormenor do interior das Galerias e da área envolvente e o levantamento geológico de pormenor do interior das galerias, com especial incidência na presença de falhas, filões e mineralogia associada e rocha encaixante.

 
O Complexo das Minas da Recheira apresenta sobretudo, um enorme potencial de aprendizagem, conhecimento e de valor científico a preservar e a divulgar, fruto do património geológico-mineiro que o compõe
 

 
 

 

 

Additional Hints (Decrypt)

Wá ivfgr ubwr n ghn pbeerfcbaqêapvn?

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)