Mandado construir pela Viscondessa da Regaleira por volta de 1849, na Quinta do Beau-Séjour (em português, “Boa Estadia”), o Palácio conta cerca de um século e meio de história. Foi construído, juntamente com os seus pomposos e elitistas jardins, ao estilo romântico parisiense, o que fez com que o local tenha adquirido um certo aspeto francês.
Com fachadas simples e elegantes, sobrepostas por azulejaria portuguesa, mandada aplicar pelo Barão de Glória, a quem a viscondessa vendeu a quinta, com o seu palácio e os terrenos ajardinados.
O Barão de Glória era um antigo amigo da viscondessa, e, inclusive, pertencia ao seu círculo de ilustres companheiros. Tinha feito fortuna no Rio de Janeiro e regressado ao país onde nasceu, Portugal, comprando logo o palácio à senhora viscondessa.
Iniciou uma vasta remodelação no edifício principal, o palácio, conferindo-lhe um ar renovado, recorrendo a uma decoração art nouveau, a par da azulejaria que colocou nas fachadas da mansão. Para além disso, espalhou pelo jardim várias esculturas (hoje desaparecidas). A fachada, muito simples, mas com alguns arabescos reflete o gosto romântico do barão.
Com o seu falecimento, a fortuna, que incluía o palácio, foi herdada pelos seus sobrinhos, que empreenderam uma nova remodelação, para a qual contrataram alguns membros do Grupo do Leão, como os irmãos Bordalo Pinheiro - Maria Augusta Bordalo Pinheiro, Columbano Bordalo Pinheiro e Rafael Bordalo Pinheiro - e o decorador de interiores Francisco Vilaça. A Galeria de Pintura recebeu um teto pintado por Francisco Vilaça, com medalhas-retrato à maneira renascentista. A Sala de Música foi inspirada na Mitologia clássica. No Salão dourado, repousa no teto uma famosa e grande tela de Columbano, intitulada Carnaval de Veneza. Assim se formou uma das maiores coleções de arte romântica e naturalista portuguesa, que hoje ali se encontram - restauradas - expostas.
A Quinta Beau-Séjour , também chamada de Quinta das Campainhas, foi legada à família Dias de Almeida, que a vende aos Maristas por volta da década de 70 do século passado. No Palácio funcionaram os serviços administrativos do Colégio.
O Palácio e o jardim passam para a posse da Câmara, que os restaura, sendo hoje possível admirar o famoso teto do Salão Dourado, uma tela pintada por Columbano Bordalo Pinheiro intitulada «O Carnaval de Veneza», o lavatório ornamental de Rafael Bordalo Pinheiro, e o teto da Galeria de Pintura pintado por Francisco Vilaça, entre outros pormenores decorativos de interesse.
Os jardins foram recuperados, tanto quanto hoje é possível, no seu traçado inicial pela Câmara Municipal de Lisboa em 1992, constituindo um belo exemplar de um jardim romântico com todo um ambiente exótico característico. O conjunto da casa e jardim é considerado um dos mais importantes da arte portuguesa do período romântico ao naturalismo.
A Quinta do Beau-Séjour, e por inerência o Palácio, foi classificada como Monumento de Interesse Público em 1996.
Atualmente funciona no Palácio o Gabinete de Estudos Olisiponenses da Câmara Municipal de Lisboa.
O palácio está aberto a:00o público, juntamente com os seus famosos jardins.
HORARIO DO JARDIM:
Segunda a sexta das 9:00 às 20:00
Fim-de-semana e Feriados das 10:00 às 20:00
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_do_Beau-S%C3%A9jour
https://jf-sdomingosbenfica.pt/conheca-o-palacio-do-beau-sejour/