Skip to content

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ERMESINDE Mystery Cache

Hidden : 04/04/2024
Difficulty:
2.5 out of 5
Terrain:
1.5 out of 5

Size: Size:   micro (micro)

Join now to view geocache location details. It's free!

Watch

How Geocaching Works

Please note Use of geocaching.com services is subject to the terms and conditions in our disclaimer.

Geocache Description:


 

Bombeiros Voluntários de Ermesinde

 

  Em 1921, um punhado de homens bons de Ermesinde, conceberam a nobre e humanitária ideia de fundar uma corporação de voluntários. “Uma bomba braçal aposentada pelos municipais do Porto e dez baldes de lona foi todo o material com que iniciaram a sua obra, hoje magnífica, de bem-fazer.”
  Dominava o País o período da I República que colhia os frutos de uma revolução social. Todo o mundo botava faladura; políticos de sobra, politiqueiros que bastava. Tempos difíceis, com as estradas péssimas, de terra batida, maquedame, que o bombeiro tinha de percorrer, vencer e galgar.

  Naqueles tempos, nas habitações predominava a madeira e mais rápido deflagrava o incêndio. Os meios de o combater eram escassos, reduzidos e morosos, com minguadas possibilidades de êxito. O fogo tudo consumia: vidas, haveres! Nada poupava Um ladrão, como lhe chama o povo – um ladrão cínico, inexorável, déspota, terrível!

  No concelho apenas existia a Corporação de Bombeiros Voluntários de Valongo fundada a 10 de Junho de 1883. Contudo, face à distância e à má acessibilidade a geomorfologia topográfica exigia a existência de uma segunda Corporação.

  Não se conhece, exactamente, como terá surgido na mente dos seus fundadores, a criação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde – Corpo de Salvação pública. Os documentos factuais não existem – e a imprensa concelhia da época foi muito parca nas informações que imprimiu. No entanto, não andaremos longe da verdade se estabelecermos o sentimento de solidariedade humana como primeiro e fundamental argumento na constatação de quão útil seria ao meio, um corpo de bombeiros voluntários que nos momentos preciosos acorresse a tentar salvar os haveres dos seus patrícios.

  Num artigo que A Voz de Ermesinde tornou público José Guilherme Rodado dos Santos – Sócio Fundador dos BVE – refere que “antes da reunião de 1 de Junho de 1921, no Hotel Sobral, uns tantos rapazes (alguns deles também assistiram à reunião em referência) pertenciam à Sociedade e Sport de Ermesinde que, pode afirmar-se tornou-se a predecessora da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários.” Procurando as origens e as causas que fomentaram a ideia da criação da associação, acrescenta que “ à Sociedade e Sport estavam ligados os indivíduos seguintes: Feliciano Sobral, António Augusto Vilar Saraiva, Rodados dos Santos, José Garcia Ribeiro Teles, Alberto Garcia Ribeiro Teles, Augusto Severo Maia de Medina, Eduardo Severo de Medina e os irmãos Mendonças, filhos de Augusto César de Mendonça - sócio-gerente da Fábrica Cerâmica.”

  Lembrando o papel da Sociedade e Sport , José Rodado dos Santos recorda que esta “era dirigida pelo capitão Cordeiro e pelo seu filho, o 1º sargento Cordeiro. Este último ministrava aulas de Educação Física aos jovens.”

  “Certo dia” – explica – “veio a esta localidade o Comandante Belo Morais, que teve uma demorada conversa com o capitão Cordeiro (acrescente-se que o primeiro Comandante da Corporação de Ermesinde – João Maria Belo de Morais – era filho de Belo Morais, atrás citado). Pois é verdade: nesse encontro lançou-se a ideia de se levar por diante a criação de uma Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários. A Sociedade e Sport foi, sem dúvida, a raiz fecunda que gerou tão bela Árvore”.

  Domingos Santos, aquando das Bodas de Ouro da Associação, apresenta análoga explicação:


  “Durante a Grande-Guerra (1914-1918) foi criada nesta vila a ‘Instrução Militar Preparatória' visto a Pátria se encontrar ameaçada. Apesar daquele sangrento conflito haver terminado, a ‘Instrução' continuou por mais uns anos. Dela faziam parte os jovens de Ermesinde e arredores. Como instrutor um tenente do nosso Glorioso Exército, e como instruendos, Feliciano Sobral, Carlos Meireles Mendonça, José Guilherme Rodados dos Santos, Joaquim e Alberto Garcia Ribeiro Teles, Augusto Fernandes de Carvalho (mais conhecido por Jacques-o-Bombeiro número um da nossa Corporação) – os filhos do ‘Lameirão',os ‘Medinas', etc, etc.


  Talvez porque o seu entusiasmo a todos contagiasse, a verdade é que os futuros soldados, quando descansavam do seu esquerdo, direito, um, dois, debaixo da arcada da Fábrica Cerâmica, foram-se mentalizando para a criação de uma Corporação de Bombeiros em Ermesinde. O próprio instrutor os ajudava nessa aspiração.

Gente com vontade de vencer existia. Faltavam os chamados ‘homens de peso e de dinheiro', que pudessem arcar com a responsabilidade de dar vida a uma coisa ainda em congeminação. O entusiasmo dos mais novos, porém, levou os mais velhos a dar a sua preciosa ajuda e saber para a concretização desse sonho.


  E numa tarde domingueira, no primeiro dia do mês...estava criada a corporação.”
Certo, é que em 1 de Junho de 1921 o Corpo de Bombeiros já tinha nomeado, e graduado, aqueles que seriam respectivamente, o 1º e 2º Comandante, nascendo oficialmente nessa mesma manhã tendo por progenitores e padrinhos, num mesmo tempo. Posteriormente, surgem outros nomes referenciados como Sócios- Fundadores. Contudo e face à leitura da Acta da Reunião dos Fundadores da “Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde” – Corpo de Salvação Pública, à comunicação enviada ao Governo Civil do Porto e aos Primeiros Estatutos das AHBVE, todos estes três documentos datados de 1 de Junho de 1921 – data da Fundação – são omissos em relação a quaisquer outro nome que não os já citados. Entendemos pois, - e embora nem todos os subscritores terem o seu nome em todos os documentos – considerá-los, tal como provam as fontes primárias, Sócios Fundadores dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde .

  Estabelecidos os primeiros passos com a aprovação dos Estatutos da Associação e aberto o caminho “para confecionar o regulamento do Corpo Activo” preparava-se a Corporação para “tratar de todos os assuntos para que a nova associação ficasse por lei legalizada, afim de serem seguidamente eleitos os Corpos Gerentes”.


  Com a primeira sede a funcionar temporariamente na Travagem, a instituição ganhava a forma desejável. A vida administrativa surgia com a angariação dos primeiros sócios e a constituição dos primeiros Órgãos Gerentes em 11 de Setembro de 1921.

 

Additional Hints (Decrypt)

CG: Ngeáf qn crqen. Yrirz nytb cnen gvene b ybtobbx dhr fr rapbagen hz cbhpb cerfb. RAT: Oruvaq gur ebpx. Gnxr fbzrguvat gb erzbir gur ybtobbx gung vf n yvggyr fghpx.

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)