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Alminhas Traditional Cache

Hidden : 10/19/2025
Difficulty:
1.5 out of 5
Terrain:
2 out of 5

Size: Size:   small (small)

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Geocache Description:


O que são "Alminhas"?

Manifestações diversas de religiosidade prendem-se ao culto da alma, enraizado nos povos, através dos séculos, e mantido ainda em algumas das suas expressões. A existência do Purgatório, onde as almas dos finados expiavam as suas, penas, redimidas pelas orações dos vivos, é crença muito antiga e que se estabelece como doutrina dogmática a partir do II Concílio de Lião, em 1274.
A" Amenta ou Encomendação das Almas" é cerimónia nocturna quase caíra em desuso. O mesmo sucede com o toque dos sinos a horas certas, para oração dos fieis. E as "Alminhas", esses pequenos, mas valiosos monumentos, geralmente em de pedra, talhadas pelos mestres canteiros, vão também desaparecendo das encruzilhadas e bermas dos caminhos, onde outrora os crentes rezavam piedosamente.

Falar das "Alminhas", esses pequeninos monumentos ao ar livre ligadas à crença religiosa , elas não deixam de ser uma representação algo ingénua, talvés, mas significativa e profunda no culto do purgatório e da importância dos sufrágios na libertação das almas.
Na sua variada conceção artística, impressiona, sobretudo a simplicidade destes padrões de fé, até nas pinturas dos seus painéis, muitas vezes, de imagens toscas e imperfeitas.Também as legendas que, geralmente, ostentam na sua base, são expressões de terna singeleza, ás vezes rimadas e até com certas falhas em termos ortográficos, a maior delas iguais ou semelhantes, sobressaindo aquela que se tornou como que o símbolo ou guia destas inscrições, no apelo aos vivos para sufragar as almas dos extintos, e que diz assim " Ó vós que ides passando, lembrai-vos de nós que estamos penando !..." outras frases também muito frequentes nas "Alminhas", evocam a fragilidade da vida terrena destacando-se "Nós penamos e vós zombareis, mas lembrai-vos que em breve como nós sereis!..."
As" Alminhas" lembravam como o nome indica, as almas dos que haviam partido para o Além e chamavam a atenção dos vivos para a obrigação de rezarem por elas, aliviando-as e libertando-as mesmo das chamas do Purgatório. Foram-se implantando por todo o País, com maior relevância nos séculos XVII e XVIII, acima do Tejo, mas com mais incidência em terras nortenhas e cuja influência se espalhou pela Galiza com os "petos das ánimas" e pelas Asturias as "capillas de ánimas".
As "Alminhas" para além do simbolismo, são expressões de arte popular, de canteiros e pintores gente simples que não deixou seu nome gravado, mas cuja obra constitui um valioso património que urge conhecer e preservar.

PEQUENINOS MONUMENTOS
Para ser um monumento,
Não é preciso grandeza,
O tamanho dum convento,
Obra d'arte, ter nobreza!...

E também não é apenas,
O que tem d'ostentação
Como uma palácio d'Atenas,
O fulgor duma Nação!...

Monumento não é só
O que bem alto se ergueu,
Do sonho dum faraó
Ao mais rico mausoléu!...

Mas é, em boa verdade,
Obra que em memória fica,
Legada à posteridade
Dum Facto que certifica!...

E vejam na singeleza
Dessas suas toscas linhas,
Monumentos de beleza,
Que são as pedras d'Alminhas!...

Tão pequeninos que são,
Hoje sós e abandonados,
Mas grandes como expressão
De fé dos antepassados!...

E as Alminhas que, por fonte,
Têm culto cristão,
Enchem todo o horizonte
Da nossa imaginação!...

ALMINHAS

As alminhas ou nichos das almas em Portugal, conhecidas na Galiza como petos de ânimas, são oratórios de culto às almas do Purgatório ou, por vezes, a outras devoções. A sua construção relaciona-se com a necessidade de sacralização do espaço, protegendo simbolicamente as comunidades locais das ameaças espirituais que colocavam em perigo a segurança e a coesão da comunidade.

Estes pequenos monumentos de , hoje considerados património artístico-religioso, são um local de paragem, onde os crentes podem realizar um ritual, que pode passar por um momento de oração, rezando um Pai Nosso e uma Avé Maria, ou para deixar uma oferenda como velas, flores ou uma lamparina de azeite.

Geralmente, as alminhas são erguidas em caminhos rurais e lugares de passagem, como no meio das encruzilhadas, entrada das pontes, pontos altos, junto às estradas nacionais ou mesmo nas soleiras das portas. A sua localização topográfica está relacionada não só com o culto dos mortos, mas também com a proteção dos viajantes nos caminhos e dos lugares de passagem.

As alminhas podem ser altares isentos, podem se situar em nichos, estar incrustadas em velhos muros ou na frontaria de casas sendo construídas em diversos materiais. Historicamente, estas foram representadas em relevo pintado, ou pintura sobre tela ou pedra, sendo a tipologia mais comum no século XX o azulejo.

 

História

Representação do purgatório no interior de umas alminhas na BrancaAlbergaria-a-Velha, Aveiro.

Desconhece-se a origem destes monumentos, porém já os Gregos, os Celtas, os Romanos e outros povos da antiguidade erguiam monumentos à beira dos caminhos e nas encruzilhadas dedicados aos seus deuses protetores dos viajantes.

No entanto, só a partir do século XV é que começaram a aparecer efetivamente as representações artísticas do Purgatório. Na sequência da adoção pelo Concílio de Trento, a tese teológica da existência de um lugar intermédio de expiação dos pecados foi reforçada. Este conceito teológico aparece frequentemente representado em painéis pintados com cenas onde se vê a disputa entre anjos e demónios pelas almas, que necessitariam do auxílio dos vivos através de orações contínuas. Até então a doutrina vigente era de que a separação do destino das almas, entre o Céu e o Inferno, ocorreria apenas no dia do Juízo Final. Esta inovação, com a forma de um lugar intermédio de expiação dos pecados mais ligeiros, foi também um instrumento de controle, da vida terrena dos crentes, por parte da Igreja, uma vez sendo todos os humanos pecadores, todos teriam também como certa a passagem da sua alma pela expiação do Purgatório.

Na imaginação popular, moldada pelas práticas dos respetivos párocos, esse lugar seria semelhante a um pequeno inferno onde as almas em sofrimento teriam uma derradeira oportunidade de se salvar ou de caírem na chamada condenação eterna

Assim, eram representadas as almas que ardiam no fogo do Purgatório e que eram resgatadas pela ação de santos contra a vontade do Diabo. Podiam figurar santos como São José e Santo António, o anjo Miguel (arcanjo)Jesus Cristo crucificado, Virgem Maria e o Espírito Santo. Também era comum haver frases ligadas à necessidade de orar pelas almas e a fugacidade da vida e condição humana, que estão também comummente inscritas nestas representações

As almas do Purgatório situam-se, portanto, liminarmente entre a vida e a morte e, desse modo, assumem um carácter simultaneamente sagrado e assustador, É pela sua própria transitoriedade que estas almas são usadas como mediadoras entre esta vida e a vida extra-terrena.

 

Additional Hints (Decrypt)

Ab iryub dhrvznqb

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)