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This cache has been archived.

lynx pardinus: Guys, I decided to archive this cache. I will not abandon the theme and so this cache will have a 'slightly' different successor.

It doesn't make much sense to keep this town's central location occupied with a cache that is 'temporarily unavailable' for more than 6 months. Especially when its successor will have a different starting point.

P.S- I hope this doesn't turn on the earthquakes switch...

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À espera do grandalhão / Waiting for the big one

A cache by lynx pardinus Send Message to Owner Message this owner
Hidden : 12/23/2005
Difficulty:
2 out of 5
Terrain:
1 out of 5

Size: Size: micro (micro)

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Geocache Description:

A 1 de Dezembro de 1755, a cidade de Lisboa foi abalada por um sismo de intensidade estimada entre os 8,7 e os 9 na escala de Richter.

1st December 1755 the city of Lisbon was shaken by an earthquake measuring between 8.7 and 9 degrees in the Richter scale.

A 1 de Dezembro de 1755, a cidade de Lisboa foi abalada por um sismo de intensidade estimada entre os 8,7 e os 9 na escala de Richter. A cidade, na altura uma das principais metrópoles da Europa, sofreu danos consideráveis, contando-se por milhares o número de edíficios destruídos e de vidas perdidas (que podem ter chegado à centena de milhar).

O terramoto de 1755 foi o mais recente dos grandes sismos que, periodicamente, atingem Lisboa. Há registos de grandes sismos nos anos 60 a.C., 309 d.C., 389, 1017, 1344, 1531, 1755 e 1909, de forte intensidade e epicentros e consequências variáveis. A própria localização da cidade, no final do sistema de falhas tectónicas do Vale Inferior do Tejo, e de Portugal, relativamente próximo da área de confluência de 2 placas tectónicas (Africana e Euro-asiática) e das falhas que lhe são associadas, a torna relativamente atreita a fenómenos de sismicidade elevada – especulando-se sobre uma possível periodicidade regular de tais acontecimentos.

No fundo, Lisboa sabe que vai ser submetida a outro grande terramoto no futuro (disso não existam dúvidas), a grande questão é quando vai ocorrer e quais serão as consequências. Se quanto à distância temporal até ao próximo grande sismo não podemos ter grandes respostas, as consequências dependem em grande medida do próprio esforço que é colocado na prevenção das mesmas – nomeadamente, na resistência sísmica das construções.

O terramoto de 1755 marcou, nesse sentido, um novo início. Dadas as consequências, o nível de mortos, o terror que infundiu nas pessoas (há relatos de pessoas que durante anos não voltaram a conseguir viver sob um tecto, com receio de ficarem soterradas no caso de um novo terramoto), o nível de destruição, a capacidade de resistência das habitações a um novo terramoto passou a ser considerada prioritária (pelo menos enquanto a memória do desastre esteve viva na mente dos sobreviventes). Assim, se a grande maioria das habitações anteriores era constituída por paredes espessas de alvenaria de pedra (e do mais que estivesse à mão para ser incorporado na argamassa), com pavimento e paredes divisórias interiores de madeira (quem quiser, pode ainda encontrar este género de construção nos bairros típicos lisboetas, nomeadamente Alfama e Bairro Alto), de constituição relativamente frágil (para a força de um sismo) e em que a própria construção não agia em bloco, as novas estruturas a erigir na cidade destruída em 1755 deveriam obedecer a fortes critérios de construção.

A equipa empossada pelo Marquês de Pombal - e na qual pontificavam Eugénio dos Santos, Carlos Mardel e Manuel da Maia - desenvolveu e implementou o primeiro regulamento de construção anti-sísmica do Mundo. Este modelo de construção baseava-se numa estrutura em gaiola de madeira, que, devido à própria flexibilidade e interligação de toda a estrutura, agia em bloco (potenciando a resistência), acompanhando os movimentos sísmicos em lugar de se quedar estático e de levar a rupturas que originariam a sua queda. Conta-se que este sistema foi testado ‘in loco’ na presença do rei D. José, com um regimento de infantaria a marchar sobre um modelo do mesmo – tendo resistido. Em muitos casos, estas estruturas dispunham também de empenas corta-fogo e estavam embebidas em água do solo, minimizando também os riscos de incêndio (um dos grandes problemas do terramoto de 1755). Este género de construção é ainda claramente visível no centro histórico de Lisboa (baixa pombalina).

Se estas construções têm, à partida, fortes índices de resistência a um tremor de terra, há, no entanto, factores que as têm fragilizado. A partir do final do século XIX a memória do grande sismo começou a desvanecer-se (longe da vista, longe do coração) e começou a assistir-se à adulteração das regras de construção anteriormente aprovadas, nomeadamente a construção de novos edifícios em que se salientam a fragilização da gaiola com a supressão de ligações horizontais entre paredes, e a supressão de estruturas interiores para aumento da área útil disponível. Estes edifícios (mais frágeis), quando implantados paredes-meias com edifícios de construção pombalina, fragilizam estes, devido à sua maior rigidez e menor capacidade de agir em bloco (assim, enquanto o edifício pombalina ‘acompanha’ as ondas sísmicas, a sua parede-metade queda-se rígido, levando, eventualmente, à queda de ambos). Por outro lado, alguns edifícios pombalinos terão sido alterados com as premissas de cima, levando à sua fragilização.

A partir da década de 60 (do século XX), a generalização da utilização do betão armado e, a partir de 1983, a aprovação da actual legislação de construção anti-sísmica, levaram a uma maior resistência estrutural dos edifícios construídos a partir dessas datas. As estruturas em pórtico (pilares e vigas de betão armado), têm por detrás os mesmos princípios da estrutura em gaiola de madeira pombalina (flexibilidade estrutural e acção conjunta dos elementos estruturais), com uma matéria-prima consideravelmente mais resistente.

Esta cache está situada num dos locais que mais transformado foi com a renovação pombalina da cidade, e onde mais extensivamente foram aplicadas técnicas anti-sísmicas da construção em gaiola. Só um pedido. Sejam discretos.

1st December 1755 the city of Lisbon was shaken by an earthquake measuring between 8.7 and 9 degrees in the Richter scale. The town, at the time one of Europe’s main capitals, suffered significant damages, including thousands of destroyed buildings and lost lives (that may have reached the hundred thousand).

The 1755 event was the most recent (the town was spared the 1909 Benavente disaster) of the major earthquakes that cyclically hit Lisbon. There are records of major earthquakes in 60 b.C, 309 d.C, 389, 1017, 1344, 1531, 1755 and 1909, of variable intensity and epicentre. The location of the town itsef, at the end of the Lower Tagus Valley system fault, and Portugal’s (close enough of a confluence area of two major tectonic plates and associated faults), makes it relatively exposed to high seismicity events – speculation arises on a possible regularity.

Actually, Lisbon knows that it will be tested by another major earthquake in the future, the only question is when will that happen – and what will be the consequences. If one can’t answer about the “when”, the consequences largely depend on the effort that is made on prevention – namely, on what concerns the seismic resistance of the buidings.

The 1755 earthquake meant a new beginning in that way. Given the consequences, the death toll, the horror it inflicted on people (there is telling about persons that were never able to sleep under a roof anymore, fearing a new earthquake), the destruction level, the resistance of the buildings to a new earthquake become priority (at least while the memories were still fresh with the survivors). As so, the large number of the previous buildings were made of thick walls of stone (and whatever material there was), with pavement and intern walls of wood (if you want to see one of these houses, you can still find them in the Alfama and Bairro Alto neighbourhoods). They were of relatively fragile constitution and the building itself didn’t reacted as a whole. The new buildings on the destroyed town, should obey strict construction rules.

The team put in charge of the rebuilding (where names as Eugénio dos Santos, Carlos Mardel and Manuel da Maia stood out) developed and implemented what is considered the first anti-seismic building regulation in the world. This construction model was based on a wooden cage, that, thanks to the flexibility and interaction of the whole structure, acted as a block (enhancing resistance), ‘getting along’ with the seismic movements, instead of remaining static (that would lead to structural ruptures that usually resulted in collapses). In many cases, these structures were also built with firewalls (not digital ones, ok?) that were embedded in water in the soil, minimising fire hazards (one of the 1755 earthquake main problems). This kind of building is still clearly visible in Lisbon’s historic downtown.

These buildings should endure a strong earthquake, still, some factors have weakened the structures over the years. From the middle of the XIX century, the memory of the great earthquake begin to fade (quoting a Portuguese saying “Far from sight, far from heart”) and the construction rules were largely overseen, namely the construction of new buildings with weaker cages. These weaker buildings, when constructed next to an anti-seismic XVIII century one, put those in seismic jeopardy – due to a more rigid structure, a lesser capability to act as a block in the quarter.

From the sixties (XX century) on the concrete diffusion and new anti-seismic regulation from 1983, lead to stronger structural resistance buildings. The arcade structures (concrete columns and girders) are based on the same principles as the pombalin (XVIII century) wooden cage (structural flexibility and ‘act as one’ behaviour), with stronger materials.

This cache is hidden in one of the places that went through a higher transformation level with the XVIII century rebuilt. And one where the anti-seismic construction technics were firstly employed. Enjoy it. Just a quick note. Please, play really, really, stealthy.

Additional Hints (Decrypt)

"Bu aãb! Graub hz crfb tenaqr zrfzb cbe pvzn qr zvz! Nvaqn orz dhr rfgbh ahz ohenpb!", qvm n pnpur

"Bu ab! V unir n ernyyl uhtr jrvtug bire zr! Gunaxf gung V nz va n ubyr!", fnlf gur pnpur

Decryption Key

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M
-------------------------
N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

(letter above equals below, and vice versa)



 

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