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Found it Gato Maltês found Cata D' Ouro

Wednesday, October 26, 2016Leiria, Portugal

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26OUT2016 - 15:20

Pensava eu que neste mês quente de Outubro já tinha a minha barrigada de geocaches encontradas. Isto de faltarem apenas quatro dias para chegar o mês do Verão de São Martinho e eu já ter descoberto três tesouros, que de deprimentes não têm nada, fez-me sentir um geocacher a sério. Só me faltou mesmo, para o ser, arranjar um outro pseudónimo ou heterónimo, daqueles que dão nomes a romances e/ou às suas personagens e que ajudam a procurar diferentes e nobres propósitos para a vida, obrigando o “outro eu” a deixar de olhar para o umbigo como se este fosse o centro do universo.
É que este “cliché” de ser o Gato Maltês não me traz vantagens nenhumas. Até porque não sei tocar piano e o meu francês está num patamar tão baixo que dizer “merci” ou “bonjour” já é uma façanha fantástica.
Posto isto e passada a redundância de o dizer mais uma vez, isto era o que eu pensava. Foi então, por obra de algo que não o acaso, que dei de caras com esta oportunidade de poder ir à cata de ouro num local que só conhecia visto de cima, mas que sempre achei interessante.

Depois de ler as mais de quatro mil e vinte e duas palavras da página, sim é isso mesmo, porque há imagens que valem mais que mil palavras, decidi-me a enfrentar os quilómetros que me separavam daquele que era, agora, o objectivo de descobrir mais um tesouro do Capitão Fantasma.
Já com quase trinta quilómetros bem pedalados, maioritariamente por trilhos, lá cheguei às redondezas da pacata urbe que Camões apelidou, e bem, de Vila Forte.
A tarde, essa parte do dia que precede o crepúsculo, estava quente e um prenúncio abafado de trovoada saturava o ar tornando-o mais difícil de sorver, de tal forma que quando avistei o leito do rio Alcaide se o mesmo não estivesse seco eu teria saltado lá para dentro para me refrescar.

Como tinha lido alguns dos registos na página, fiquei tentado a descer logo ali para o percurso do rio e segui-lo até ao esconderijo desta cache, mas optei pela “outra via” e pedalei mais um pouco até chegar a um local onde o rio, mesmo seco, era o caminho mais seguro. Aí, apareceu um cão, todo preto da cor do luto profundo, de raça “Cannis Vulgaris”, - ou como se diz em português, um rafeiro puro - que me ladrou e rosnou, mas que após uma aproximação cuidadosa e uns miminhos se revelou um dócil canídeo e que me acompanhou durante o restante da demanda.

Com passos cautelosos, porque sapatos de btt com sola rija não são os melhores para caminhar sobre pedras roliças e algo polidas, lá me fui deslocando, e o “Preto” também – foi esse o nome que me mereceu – até chegarmos a um local que, de acordo com a dica, só poderia ser o ninho desta bela cache.
Não foi num ápice, mas rapidamente descobri o contentor e efectuei o necessário registo – desnecessário para muitos – no quase repleto livrinho amarelo.

À vinda, depois de aproveitar os remanescentes e cristalinos oásis para lavar a cara e os braços transpirados pela quentura atrevida de Outubro, abri o camelbak para ingerir a porção de energia que uma banana contém, já que o caminho de regresso adivinhava-se longo e as pernas não se movem apenas com o ar que se respira.
Tive que me remediar apenas com metade, já que o amigo de 4 patas – é normal no geocaching que alguém que se conhece na hora e partilhe a descoberta um tesouro passe a ter imediatamente essa denominação afectuosa, ainda que seja mesmo um animal – também gostava de bananas, pelo que dividimos a ração. Foi por esse motivo que em Alqueidão da Serra, além da revigorante “Stout”, também degluti um saboroso pastel de nata.

Fui à Cata d’ Ouro, o que em português de Vera Cruz significa "garimpar", mas não encontrei esse vil metal. Encontrei apenas um local fantástico, com um singelo contentor que, não precisando de ornamentos ou gadgets tecnológicas para ser o guardião de uma geocache de verdade, ampara o que resta de genuíno nesta ocupação lúdica de encontrar tesouros.

Muito obrigado pela cache caro Capitão Fantasma.

Here it is!

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Here it is! log image Here it is!

The way through the green... log image The way through the green...

Yellow - Hello log image Yellow - Hello

The "not yellow" bri(ro)ck road... log image The "not yellow" bri(ro)ck road...

Wilderness... log image Wilderness...

You will rock me on... log image You will rock me on...

Kind of flowers... log image Kind of flowers...

You stay there! I You stay there! I'll be right back.

Small under worlds... log image Small under worlds...

Waterstriders love to be photographed log image Waterstriders love to be photographed

Paradise is wherever you want... log image Paradise is wherever you want...

These legs were made for biking. log image These legs were made for biking.

- Preto - a lovely dog. log image - Preto - a lovely dog.

Refreshment... log image Refreshment...

infoThis is the original cache type consisting, at a bare minimum, a container and a log book. Normally you'll find a tupperware container, ammo box, or bucket filled with goodies, or smaller container ("micro cache") too small to contain items except for a log book. The coordinates listed on the traditional cache page is the exact location for the cache.
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