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Friday, October 7, 2016Aveiro, Portugal

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Há uns dias atrás andei a passear pela zona da Bairrada mais virada a norte, Anadia, Águeda e arredores. As chagas deixadas pelos incêndios deste verão são uma dor de alma para quem gosta verdadeiramente do mundo natural e por isso desta vez rumei mais para sul, sempre sem sair muito desta região pela qual estou perdidamente apaixonado. É um amor difícil, sempre complicado e por vezes chega a ser mesmo doloroso, mas assim que chego a casa o corpo recupera do cansaço e depois de tratadas as mazelas, apenas ficam as memórias da beleza destes montes não deixando espaço para mais nada.

Ao contrário do outro dia hoje tirei muitas fotos, são tão somente uma amostra das recordações que guardo na memória e se as tiro é para que ao olhar para elas o meu cérebro reviva tudo o que passei nesse dia. São também as palavras que deixo no meu registo uma tentativa pobre do que uma foto nunca poderá captar ou guardar, a magia do nevoeiro que funde o céu e a terra aparece nestas imagens quase como que um defeito, enquanto que eu entrava nesta neblina com um sentimento de libertação e num sossego que nos enche a alma.

Nestes montes quase não se ouvem ruídos de máquinas, das vozes das outras pessoas e o barulho que ouvimos somos nós que o causamos enquanto avançamos. Em certos momentos chega a ser um silêncio perturbador, estranha esta forma de sentir, mas a dependência inconsciente da barulheira do dia a dia é tal, que na sua ausência parece indicar-nos a iminência de um perigo qualquer. Respirava fundo, sorria ao achar-me invadido por estes sentimentos palermas, mas sozinho neste terreno acidentado, especialmente quando entrava numa mina qualquer, o meu corpo vibrava com a adrenalina que corria pelo meu corpo que teimosamente permanecia inquieto.

Ao fim da manhã tinha visitado todas as caches que tinha escolhido, ou melhor, todas, todas, não...dizia o dono do caixote que há "ouro" no Buçaco, mas com ou sem ele, naquela gruta moravam uma data de morcegos que esvoaçavam de um lado para o outro. Tinha chegado até meio...pouco, pois a dica dizia que ela morava lá no fundo, com medo de ser atacado ali por um lobisomem e morrer cedo demais, desisti desta cache. Um outro dia talvez, acompanhado por gente corajosa e armado até aos dentes, quem sabe se aí avanço ao encontro do caixote.

Contas feitas foi assim: um FTF, meio DNF, uma desistência e uma data de caches encontradas. O meu dia, esse foi fantástico, sem nada o fazer prever e mais do que uma bonita paisagem, esta visita ao Luso acabou por ser um dos melhores passeios que fiz nos últimos tempos. Parabéns a todos os geocachers que povoam o Luso com as suas caches e que com isso nos levam a viver momentos tão agradáveis, a todos os meus sinceros agradecimentos.

P.S. - Não tenho medo do escuro, não padeço de qualquer fobia em particular, mas já era adrenalina a mais. Sem dúvida uma bela aventura, dava~lhe um favorito se a tivesse encontrado, mas não será esquecido se um dia voltar para acabar esta brincadeira.

infoA multi-cache ("multiple") involves two or more locations, the final location being a physical container. There are many variations, but most multi-caches have a hint to find the second cache, and the second cache has hints to the third, and so on. An offset cache (where you go to a location and get hints to the actual cache) is considered a multi-cache.
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